segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PERDÃO OU DESCULPA ... HÁ DIFERENÇAS !!!!

"Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno;quando te falar suavemente, não te te fies nele, porque sete abominações há no seu coração.ainda que o seu ódio se enconbre com engano, a sua malícia se descobrirá publicamente.Quem abre uma cova nela cairá; e a pedra rolará sobre quem revolve.A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de ruína." (Prov. 26:23-28).

Muitos nos perguntam: Qual é a diferença entre PERDÃO e DESCULPA?

Você prefere o mal ao bem, a falsidade, em lugar da verdade (Sl 52.3)

Depois que inventaram a desculpa, ninguém mais tem culpa ou pelo menos pensa que pode justificar-se dizendo simplesmente: “Me desculpe”. O assassino diz que matou por amor, o ladrão roubou por necessidade, a mulher se prostituiu para comprar comida para seu filho, casais se separaram porque o amor acabou, funcionários trabalharam relaxadamente porque são mau remunerados, vendedores cobraram caro porque afinal todo mundo faz assim.

Embora pedir desculpa e pedir perdão pareça a mesma coisa, é algo bem diferente. Pedir desculpa é uma alegação atenuante ou justificativa de culpa. É isentar-se da culpa, apontar outro culpado e outro motivo para seu erro, é quase dizer o mesmo que não foi minha culpa. Agora pedir perdão é declarar-se culpado. Admitir o erro. Confessar o pecado em atitude de arrependimento.

Quem pede perdão demonstra que deseja mudar. Quem pede desculpa, não se responsabiliza por seus atos, não admite seu erro e logo vai errar novamente. Isso acontece também porque existe uma dificuldade de perdoar por parte das pessoas que ouvem alguém admitir o erro. As pessoas preferem ouvir uma desculpa à verdade. Se você chega atrasado a uma reunião e diz: “Me desculpe, o trânsito estava congestionado”. Todos vão sorrir e desculpar. Mas se você diz: “Me perdoem, eu não dei a importância necessária a esta reunião e saí atrasado de casa”. Com certeza todos vão te criticar.

O amor deve ser sincero. No lugar de nos acostumarmos em disfarçar nossas intenções com desculpas, com sorrisos falsos, conversa lisonjeira devemos tratar nosso coração limpando o ódio, a inveja, a preguiça que tanto nos faz ser individualistas.

Como servos de Deus, devemos nos aproximar das pessoas com responsabilidade e quando errarmos, precisamos pedir perdão buscando corrigir nossa falta. Ter uma vida de sinceridade com nosso próximo é um grande passo para quem quer ser correto diante de Deus.

É melhor ser ferido por dizer a verdade do que amado pela falsidade.

Por Pr. Celso Defavari

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DESERTO - ESCOLA DA ALMA, CORPO E ESPÍRITO

Não há na Bíblia nenhum homem que teve um ministério próspero e reconhecido sem ter passado pelo deserto, e todos que tentaram assumir posições, sem a devida formação, foram lançados por terra.

O alvo de Deus para nossas vidas é que sejamos completamente aprovados em nossas atitudes, nas motivações do nosso coração, que sejamos a expressão de Cristo para as pessoas no Seu quebrantamento, amor e brandura.

O poder de Deus expressa sempre Sua grandeza e glória; por outro lado, o caráter de Cristo em nós revela Sua pessoa. Deus não tem como meta apenas revelar Sua grandeza, Ele quer revelar-Se.

Mas como homens duros, obstinados, arrogantes e cheios de si podem chegar a essa posição de expressarem Cristo? Como serão quebrantados? Através dos tratamentos de Deus. Dentre estes, os mais eficientes são o deserto e as circunstâncias.

O que é deserto?

O deserto aponta para uma fase em nossas vidas determinada por Deus para nos amadurecer e nos aprofundar no relacionamento com Ele. É um tempo difícil para a carne e para o ego, pois normalmente o deserto vem para golpeá-los.

A Bíblia nos diz que Deus é Pai, que nos ama e zela por nós com grande cuidado.

Quando estamos no deserto, normalmente nos entristecemos achando que Deus não nos ama, não nos ouve e que nos rejeitou. Mas é exatamente o contrário!

Não gostamos do deserto porque somos infantis no conhecimento de Deus. Tal como as crianças nós gostamos do que é agradável, mas detestamos o que nos causa desprazer.

Deus não tem compromisso em nos ser agradável. Ele tem a decisão de fazer o que será melhor para nós.

Muitas vezes o que fazemos não agrada nossos filhos, mas não nos perturbemos. Sabemos que o que fazemos é o necessário. E o melhor.

DESERTO É TEMPO DE PRESSÃO

E é com essa ótica que Deus nos envia ao deserto.

Só somos totalmente conhecidos quando colocados sob pressão. E esta pressão vem primeiro para que se torne conhecido o que realmente somos. Nós achamos que nos conhecemos bem. Que engano!

Nesse processo de nos conhecermos, a auto-análise e a introspecção só atrapalham pois as suas cogitações vêm da mente, com conceitos totalmente deturpados. A auto-análise gera orgulho ou sentimentos de inferioridade, é carnal e altamente nociva.

Fora da luz e revelação do Espírito Santo, nenhum conceito sobre nós mesmos é digno de crédito.

O deserto traz essa pressão a fim de que se manifeste o que somos para as pessoas.

Há muitos irmãos que, em condições normais, gastam imensa energia da alma para manterem firmes suas máscaras de espiritualidade, paciência, brandura, pureza e profundidade no conhecimento de Deus. Estão o tempo todo se policiando, a fim de vender uma imagem que não corresponde à sua realidade. Entretanto, quando as pressões do deserto vêm, tudo desmorona.

O que somos, somos. O que fingimos ser, cai à vista de todos. Toda a nossa carnalidade fica exposta.

O deserto nos capacita a suportar pressões. Não é possível Deus confiar nada a nós antes de passarmos pelo deserto. Esta fase em nossas vidas visa transformar pessoas fracas e vacilantes em pessoas fortes e corajosas.

Antes de passarmos por esse tempo, quando as pressões de satanás, do sofrimento e do conflito nos atacavam, nossa tendência era jogar tudo para cima, assentarmos sobre uma pedra e chorarmos chamando pela nossa mãe. Não éramos confiáveis.
O deserto nos toma rijos, destemidos e calejados para as pressões. Com o tempo, nossa capacidade. de suportar pressões vai aumentando, ao mesmo tempo em que aumenta a unção, as responsabilidades e o reconhecimento dos homens.

Sem passarmos pelo deserto, tomaríamos para nós toda a glória que pertence a Deus, pois não éramos confiáveis. Quando, sob a menor pressão, nos tornávamos incrédulos, murmurávamos e abandonávamos tudo. Após o deserto as coisas mudam.
DESERTO É TEMPO DE SOLIDÃO

Por muitas vezes, diante das nossas adversidades desejamos a presença de amigos, pastores e discípulos. Muitas vezes desejamos a intimidade de grandes homens de Deus, mas em todas estas ocasiões somos frustrados por Deus.
Depositamos grandes expectativas na vida de alguns notáveis homens de Deus, mas o Senhor nunca permite que estas expectativas se cumpram: Deus quer que dependamos exclusivamente d'Ele, não do homem.

Temos toda essa tendência, sincera, de buscar a Deus através de homens e mulheres que já alcançaram grande intimidade com Ele. Não queremos passar pelo processo do deserto.
Desejamos achar nas pessoas o que Deus quer nos dar de Sua própria presença. O deserto vem para nos decepcionar com toda expectativa e esperança colocada no homem. Isso não é negativo, é muito bom para nós. Passamos a ter como única alternativa o Senhor.

Chega um tempo em que já esperamos tanto do homem sem nada receber que nos desiludimos.
Abandonamos aquela idéia infantil do "grande homem de Deus que vai vir de não sei onde, vai impor as mãos não sei de que jeito, eliminando todos os problemas e transformando a vida num mar de rosas".

Na solidão do deserto parece que não há mais ninguém com quem podemos contar. Todas as pessoas se tomam distantes, impessoais e parecem não nos compreender. Isso é obra de Deus. Ele quer se tornar o nosso amigo mais íntimo, nosso companheiro de todas as horas, o ombro amado onde choramos as nossas tristezas.
Ele se torna, no deserto, a única pessoa a quem podemos recorrer. Ao sairmos do deserto perdemos as amizades naturais, os heróis humanos, os parentes mais queridos e ganhamos a Deus.

Bendita perda; bendito ganho!

DESERTO É LUGAR DO ESGOTAMENTO DA ALMA

No deserto não há água, não há vida, não tem descanso. Só calor e exaustão. Nossas energias naturais vão se esgotando pouco a pouco até não haver mais nenhuma força, nenhum ânimo, nenhum entusiasmo.

O tempo do deserto é tempo sem sabor, sem cor, sem novidade, sem sentimento. Deus retira todos os estímulos naturais que nos animavam no natural. O alvo de Deus é nos livrar da dependência da nossa vida natural e nos capacitar a depender inteiramente do Seu Espírito.

Enquanto temos estímulos de todas as formas, não precisamos depender de Deus. Fazemos tudo no entusiasmo da alma. Com esse tempo, o alvo de Deus é retirar os estímulos a fim de andarmos nas nossas próprias forças e nos exaurirmos completamente.

Quantos homens e mulheres de Deus passam por períodos de estafa!! O que caracteriza esse esgotamento é a exaustão de todas as energias da alma. Às vezes até oramos por tais irmãos para que Deus os restabeleça.
Tal oração é contrária à vontade de Deus. Aliás, Deus mesmo vai cooperar para que a estafa, o esgotamento mais completo venha o mais depressa possível.

Se andarmos baseados em nossa vida natural, não estamos andando por fé e nem no Espírito. Chame como quiser, mas a Bíblia diz que isso é andar na carne.
Precisamos saber que andar na carne não é só cometer pecados grosseiros e manifestar aqueles frutos horríveis mencionados em (Gálatas 5). Andar na carne é não depender de Deus, é depender de sua vida natural, de seu ego.

O deserto, pois, vem para nos acabar, para destruir toda autoconfiança, um modo de passar o prejuízo para outro. Quando injustiçados, vamos à desforra. Reivindicamos, exigimos, desprezamos e usamos da nossa força humana para estabelecer nossa própria vontade.

Não percebemos que, ao nos impormos, estamos fora do padrão do caráter de Cristo e nos endurecemos contra os tratamentos de Deus, pois justamente aquilo que mais nos incomodou era a mão de Deus nos tratando.
Aquele chefe no trabalho, aquele líder na Igreja, aquela pessoa que mais te incomoda. Aquele a quem mais é difícil de se submeter, amar e aceitar é justamente quem está mais sendo usado por Deus para te aperfeiçoar.

Ceda! Seja maleável, mude, responda a Deus. A mão bendita do obreiro está sendo revelada justamente na situação que você mais detesta.

p/ Pra. Mara Barbosa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

RETIRAR AS MÁSCARAS É UM ATO DE CORAGEM

A maldade do homem procede de muitas maneiras mas sempre esta contida através de seus sentidos e no falar o elemento de ligação e o mais perverso. Os olhos , os ouvidos , o tato , a escuta , o cheiro são os elementos sensoriais de ligação do homem com o mundo . Somos através dos sentidos , como o exercemos e como os captamos . (Provérbios 6; 12 a 19)

Qualquer distorção destes elementos pode gerar grandes dificuldades de avaliação do próximo e do mundo que nos rodeia. Porque todos recebem informações neurais e psicológicas internamente segundo o histórico de vida de cada um e estes são projetados, lançados fora, para o mundo.

Tudo acontece de dentro para fora num ciclo constante – dentro – fora- dentro. Por isto cada indivíduo capta uma situação, um sentimento, um objeto, um episódio, de acordo com a sua percepção sensorial, levada ao cérebro através das conexões neurais elaborando o pensamento, para o bem ou para o mal. Um mesmo fenômeno pode ser apreendido de diferentes maneiras e interpretado segundo os pensamentos que simultaneamente constroem a personalidade do indivíduo.

Se há maldade no interior, suas reações serão vistas pelo proceder do indivíduo, entretanto se há um desejo consciente de demonstrar ” boas intenções”, a máscara entra em ação.

Porque de boas intenções o mundo esta cheio. Vivemos num mundo em que as pessoas estão mascarados que tentam se mostrar Generosos, piedosos, moralistas, simpáticos, amáveis, mas seu coração esta cheio de malícia, oportunismo, complexos de inferioridade, manipulação, são os enganadores natos.

Usam capas, disfarces, escapes que sempre estão encobertando a verdade. Portanto a máscara quase sempre esconde a mentira , a identidade verdadeira da pessoa, o fato ou a circunstância que a envolve.

Dificilmente estes mecanismos são inconscientes, somente se há grande comprometimento mental ou em crianças cujo raciocínio lógico ainda não emergiu. “ seis coisas o senhor aborrece , e a sétima a sua alma abomina :olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal,testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre os irmãos.”

Podemos afirmar que nenhum homem deixou de usar algumas máscaras ao longo de sua vida. Por medo, insegurança, orgulho, sejam quais forem os motivos elas garantem uma certa estabilidade. Não fomos preparados para sermos transparentes em função deste mundo tão ameaçador, o homem tenta se proteger através delas.

O perigo maior é fazer delas uso comum e constante tornando-as mecanismos neuróticos de sobrevivência.

É preciso visão profunda da alma humana, percepção apurada para sentir imediatamente quando alguém esta tentando se equilibrar nelas e muitas vezes trocando de contínuo para não ser pego. Diante de um profissional experimentado ou de pessoas que tenham sensibilidade no espirito, logo elas caem, as vezes nas horas mais inesperadas deixando o sujeito totalmente constrangido e desnudo.

Neste caso preferem ficar em silêncio o que também é uma máscara, no mutismo escondem o real sentido do que pensam. Outras vezes, simplesmente desmontam.

A máscara proclama a mentira ou esconde a verdade !

Algumas máscara são usadas ainda hoje e são vistas ao longo das escrituras, por isto mesmo são comuns desde o princípio da humanidade.

1) a máscara da piedade

O apóstolo Paulo, ensinando sobre a doutrina da nova aliança , diz que devemos ser ousados em vez de agir como moisés que pôs um véu sobre a face para que as pessoas não atentassem para a glória desvanecia em seu rosto. Quando moisés subiu o monte sinai para receber as tábuas da lei, ao regressar , seu rosto brilhava.

As pessoas não podiam olhar para ele. Então, ele colocou um véu em sua face para que as pessoas pudessem se aproximar e falar com ele. Mas houve um momento em que moisés percebeu que a glória estava acabando.

Ele não precisava mais usar aquele véu, porém não o tirou. Talvez tentando impressionar pessoas com seu privilégio, com a honra que o senhor lhe propiciou. Muitos cristãos tentam apresentar uma espiritualidade que não possuem. Querem se mostrar mais piedosos do que são em realidade.

2) a máscara da autoconfiança

O apóstolo Pedro era um homem impulsivo . Falava para depois pensar. Quando Jesus declarou que seus discípulos iriam se dispersar, duvidar, Pedro foi logo dizendo que ainda que todos o abandonassem, ele jamais o faria. Estava pronto para ir para prisão ou até mesmo morrer por Ele.

Pedro julgou-se forte porém naquela mesma noite dormiu, quando Jesus pediu para ele vigiar abandonou a Jesus e juntou-se na roda dos escarnecedores negando-o. A máscara da auto confiança caiu quando Jesus olhou para ele. Então, Pedro caiu em si, se vergou e chorou.

3) a máscara do legalismo

Um legalista é crítico, inflexível mas magnânimo consigo, ele enxerga um cisco no olho do outro mas não tira a trave de do seu, vive de aparências, não se expõe. Os fariseus eram legalistas, fiscalizavam a vida alheia mas não cuidavam de sua intimidade com Deus.

Jesus os comparou com sepulcros caiados, limpos por fora, mas mofados por dentro, eram hipócritas, apenas representavam uma fé religiosa. A vida cristã é uma contínua remoção das máscaras. Como pessoas bem ajustadas, retirar as mascaras é um ato de coragem pela busca da coerência e transparência para vivermos libertos.

CONCLUSÃO

O espírito precisa ter liberdade em nosso ser para remover os entulhos, as pedras, os espinhos para sermos transformados de glória em glória até atingirmos a estatura de Cristo , o varão perfeito na eternidade.

Heloisa Mitke

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CUIDADO !!! A INSEGURANÇA PODE TE PARALISAR

A insegurança traz como características psicológicas, os mais variados tipos de medo, como o de amar, o da mudança, o de cometer erros, o da solidão, o de se pronunciar e o de se desobrigar. O inseguro não confia em seu valor pessoal, não acredita em suas habilidades e desconfia das suas possibilidades em enfrentar as ocorrências da vida, o que o leva a uma fatal tendência em se apoiar nos outros.

Por não compreender bem sua capacidade interior, apega-se na afeição do cônjuge, nos filhos, outros parentes e amigos e assim, acaba dependendo dessas pessoas para viver. Ao invés do amor, é exatamente a sua insegurança, a fonte principal que o une a outras pessoas, por isto, controla e vigia em razão das dúvidas que tem sobre si mesmo.

O inseguro por saber que não pode controlar os atos e atitudes das outras pessoas, cria então grandes dificuldades em seu relacionamento, gerando conseqüentemente maiores barreiras e cobranças entre eles.

A hesitação o torna uma pessoa incapaz de se sentir bastante firme para agir. Nunca possui certeza suficiente e quer sempre mais se certificar das coisas. É excessivamente cauteloso e vigilante, está em constante sobreaviso e desconfiança de tudo e de todos. Tem medo das conseqüências futuras que seus atos possam criar.

Ele desenvolve muitas vezes uma devoção mórbida em relação as causas e aos ideais, ou se associa a um parceiro forte e dinâmico para compensar a sua forte necessidade de apoio, consideração e segurança.

No primeiro caso, ele pode assumir diante do mundo a posição de crente exaltado, querendo convencer a todos de uma verdade que ele mesmo não acredita.

No segundo caso, busca alguém que corresponda ao modelo dos seus pais, para que novamente venha a ter a autoridade, decisão e firmeza que ele encontrava em seus pais quando criança.

Muitos ainda buscam refugio numa atividade intelectual e se colocam, por exemplo, na posição de autoridade literária, isto como uma estratégia emocional, a fim de estimular em torno de si, uma atmosfera de “bem informado” e portanto, grandiosos e seguros.

Angústias morais podem ser entendidas como a fragilidade em que se encontra a criatura insegura, a sensação de mal estar que ela sente por acreditar que está sempre sendo observada e julgada e também pela constante situação mental de ser vulnerável perante o mundo.

Os inseguros não se expressam de modo direto, claro e honesto. Escondem defesas aos seus direitos pessoais por medo e evitam encontros ou situações me que precisam expor suas crenças, sentimentos e idéias.

O título de “Senhor de si Mesmo” poderá definir bem a segurança e firmeza de Jesus Cristo. Suas palavras seja porém o vosso falar, "sim sim não não”, ainda hoje ressoam convidando a todas criaturas à autonomia espiritual. Realmente o comportamento do Mestre e a sua significativa liberdade de expressão revelavam: franqueza em dizer o que pensava, segurança de olhar, ouvir e convidar qualquer um, independência de exprimir seus sentimentos com absoluta transparência, liberdade de pedir o que quisesse, coragem de correr riscos para concretizar tudo aquilo em que acreditava.

Essas alegrias, o inseguro não sente. Seguindo porém os passos de Jesus, Nosso Salvador e Senhor, a humanidade alcançará a estabilidade e serenidade interior que busca a tantos séculos.

Comentando agora num breve resumo, diríamos que desejar o amor, a consideração ou mesmo procurar por segurança, é algo natural e válido. Para que possamos crescer temos que assumir erros, ter auto estima, assumir nossos atos e acima de tudo aceitar aos outros.

Nós não podemos ter insegurança ao ponto de nos precipitarmos por excesso de confiança, porque podemos avançar nos nossos limites. Cada um tem o seu limite. Há também o aspecto de que quando pessoas de nossa afeição buscam a outras afeições ou tomam outros rumos, temos que entender e não perdermos a nossa estabilidade, porque cada um tem sua vida, seus desejos e necessidades.

Existem pessoas que passam por situações até vexatórias porque abdicam de seus objetivos e vocações mais intimas e nutrem uma carência excessiva e aí deixa que a parte fragilizada fale mais alto.

Acontece muito que uma pessoa se entrega totalmente a outra mas com o passar do tempo fica desestimulada, incomodada com o relacionamento e ressentida com a outra porque nem tudo é da maneira como se pensava. Nem todos cedem totalmente ou renuncia seus direitos de liberdade e para o inseguro que depositou tudo em seu parceiro, isto é terrível.

A intensa motivação que invade as pessoas para serem amadas e queridas a qualquer preço, nasce sempre da dúvida intima sobre si mesmos, pois são pessoas que, raramente, podem se realizar na vida sem se pendurar no que chamam de um grande amor. A insegurança é tal que transforma a necessidade de amar em uma necessidade doentia de satisfação e que só se alcança através do amor possessivo.

Se o individuo não buscar em Cristo a liberdade de seus sentimentos, ele não encontrará a forma correta de amar. Será hipócrita inconscientemente, sem saber e em razão disto poderá usar uma “máscara de bonzinho” como meio de seduzir, conquistar ou conseguir disfarçar a enorme incerteza que carrega, mas de tempos em tempos ele mostra de modo claro a sua insatisfação interior quando explode numa raiva inesperada contra aquele a quem ele ama.

Tudo fica então limitado porque nunca se sabe o quanto a sua bondade vai suportar uma opinião contrária ou a algo que lhe desagrade.

SEGURANÇA EM CRISTO

Conta-se uma história de que certa vez os passageiros de um navio a vapor, navegando pelo rio St. Lawrence, ficaram muito zangados porque, apesar de uma pesada névoa estar cercando o barco, ele era mantido a plena velocidade.

Por fim, foram até o imediato e reclamaram com veemência.

“Oh ,não tenham medo!" respondeu sorridente o imediato.
“A névoa se encontra na parte baixa e o capitão está acima dela, vendo para onde estamos indo”.

" Você se sente tentado a reclamar do modo que o Grande Capitão está lhe conduzindo? Creia que Ele pode ver o fim do caminho. Declare, então: "Só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança."

Muitas vezes nos sentimos intranqüilos enquanto caminhamos pelas estradas deste mundo.
Damos um passo para a frente, outro para trás, e a névoa das incertezas não permite que nos sintamos seguros em nossa caminhada diária.

O temor de não conseguir chegar ao nosso trajeto final, não permite que sejamos ousados na busca de nossos sonhos e a frustração causada pelo desânimo de alguns fracassos amarguram nosso coração e impedem que sejamos plenamente felizes.

A melhor decisão a tomar para evitar que o nevoeiro do pessimismo nos envolva é embarcar no navio das bênçãos de Deus e descansar, confiando firmemente, que o Grande Capitão nos conduzirá em segurança até a vitória almejada.

Você já experimentou alguma sensação de medo em relação ao que poderá encontrar pela frente enquanto busca seus ideais?

Abra o coração para o Senhor Jesus Cristo, creia que Ele será um companheiro inseparável em todos os passos dados, e declare com a confiança dos vencedores: Senhor, contigo no barco de minha vida a segurança é total.

Certamente, você chegará em segurança AO SEU PORTO DESEJADO.
(Salmos 107:28-31)...Então clamam ao SENHOR na sua angústia; e ele os livra das suas dificuldades.
(V.29)...Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas.
(V.30)...Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado.
(V.31)...Louvem ao SENHOR pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.
Que o Senhor Jesus te abençoe a cada dia e te proporcione total segurança e felicidade, pois longe de Seus caminhos a vida se torna completamente sem perspectivas.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

NOSSAS MULETAS PRECISAM SER TIRADAS

“No dia seguinte um espírito maligno da parte de Deus se apoderou de Saul. Ele começou a profetizar em casa (que teve uma crise de raiva em casa – RA), enquanto Davi tocava a harpa como nos outros dias. Saul trazia na mão uma lança, e a atirou, dizendo para si mesmo: Encravarei a Davi na parede.” (1 Samuel 18:10,11)

Observem o que aconteceu com Saul, que era o rei de Israel. Um espírito maligno da parte de Deus, ou seja, sob a ordem de Deus, com a autorização de Deus (lembre-se de Jó), se apoderou de Saul e começou a profetizar pela casa.

Vejam como nada escapa do controle de Deus, até nos dias de hoje, vemos os videntes trazendo profecias que se cumprem, espantando até os crentes que não sabem como explicar. É o Senhor Deus soberano que libera a ação do diabo, nas vidas de pessoas que trazem as previsões para a condenação para si e para muitos, ou até mesmo, a salvação para alguns que com temor, buscam a Deus.

Neste caso de Saul, era a condenação dele próprio e o livramento de Davi daquele atentado contra a sua vida. Mas outro fato interessante sobre Saul, nos versos 7 a 9 que quero ressaltar, está na expressão do verso 8:
“Então Saul se indignou muito…”. a palavra “indignou”, no original hebraico é “charah”, que quer dizer literalmente “inflamou”. Neste sentido, o texto está dizendo que Saul se queimava por dentro, de tanta raiva, “pois estas palavras lhe desagradaram muito”.

À medida que o medo e a preocupação se intensificaram, Saul se tornou “paranóico”: “Na verdade o que lhe falta, senão o reino?”

Este estado de demência e ira, se intensificou, como vimos nos versos 10 e 11. Aqui temos um Saul, infeliz, possuído de um espírito maligno, mentalmente pessimista, um homem desconfiado, enfurecido e invejoso. Em conseqüência, ele voltou-se contra Davi, o servo mais honrado e digno de confiança do seu acampamento.

Pare um pouco e pense na situação de Davi, na pressão que se avolumava. É provável que poucos ou ninguém tenha ameaçado de morte, ou menos ainda, uma arma tenha sido usada contra você tentando matá-lo.

No entanto, no verso 12, diz que: “Saul temia a Davi…”. não é curioso? Que as mesmas pessoas que nos perseguem, são aquelas que nos temem?

Vs. 14 e 15: “Davi se saía muito bem em todas as suas expedições, porque o Senhor era com ele. Vendo, então, Saul que ele era sempre bem sucedido, tinha receio dele”.

Davi não cometera nenhum erro, ele era um modelo de humildade, confiabilidade e integridade. Agira corretamente, mas no momento tudo estava dando errado. A partir daí, Deus começa a tirar todas as muletas da vida de Davi. Mas que muletas são essas na
vida de Davi? Afinal Davi era um homem segundo o coração de Deus!

Realmente Davi era tudo isso, você ficaria surpreso se soubesse que se escreveu mais a respeito de Davi do que qualquer outro personagem bíblico! Não se pode incluir o Senhor Jesus, primeiro porque Ele não foi um personagem bíblico, porque Ele era e é a própria Bíblia, segundo, exatamente pela primeira razão, Jesus estava descrito desde o primeiro capítulo até o último capítulo nas Escrituras.

Cerca de (900) referências foram dedicados à vida de Davi, enquanto à Elias (96); Abraão (233); José (244); Jacó (353), e à Moisés (792).

Isso é significativo pelo seguinte: da descendência de Davi viria o Senhor Jesus, ele era um tipo de Cristo, pois era a figura do maior de todos os reis, cujo reino sobrepujará todo e qualquer reino que jamais existiu. O reinado de Davi, foi o melhor e mais próspero que se tem conhecimento na história.

No entanto, Davi não estava pronto, ele tinha que ser aperfeiçoado no seu caráter e no seu relacionamento com Deus, por isso ele passou pelas provas mais difíceis que qualquer homem poderia pensar.

Em (1 Samuel 19: 9,10), vemos que se repete o mesmo que no capítulo anterior, lido antes, mas agora um fato novo acontece: “… então Davi fugiu, e escapou naquela mesma noite”. Isso se torna um padrão na vida de Davi, um meio de sobrevivência.

O Senhor, então, começa a tratar com Davi, e lhe tira a sua primeira muleta:

UMA BOA POSIÇÃO DIANTE DE TODOS”, ele entrara no exército e provara ser um bom soldado, fiel e heróico. Mas agora, tudo isso desaparece ao sibilar de uma lança. Ele nunca mais servirá no exército do rei Saul.

Segunda muleta: A ESPÔSA DE DAVI. A filha prometida por Saul, para aquele que derrotasse os filisteus, 1 Sm. 18:20,21. Mas a intenção de Saul não era legítima e esperava que Davi fosse morto.

Depois de Davi ter fugido de Saul, voltou para a sua esposa: (1 Sm. 19:11,12). Davi é um fugitivo, tentando se livrar da morte, e Mical tenta enganar seu pai a fim de livrar Davi de ser morto. No vs. 17, vemos como Mical mente para Saul, para deliberadamente afastar-se de Davi. Nunca mais Mical e Davi se entenderam, nunca mais houve harmonia entre eles.

Terceira muleta: Davi perde o APOIO E A SEGURANÇA DO PROFETA SAMUEL. (1 Sm. 19:18; 20:1), aos poucos Davi vai perdendo todos os seus apoios: Sua posição na corte do rei e no exército; Sua esposa; e agora Samuel.

Davi então procura outro apoio: o seu amigo mais chegado, Jonatas, filho de Saul. (1 Sm. 20:1,2). Uma declaração de Davi é impressionante: (1 Sm. 20:3) – ele declara que está a um passo da morte. A morte o perseguia de perto.

Mas numa troca de palavras entre Davi e Jonatas, chegou-se ao momento da verdade: (1 Sm. 20:42) – nessa hora Davi perde a sua quarta muleta: SEU AMIGO JONATAS.

Por fim o golpe final, a quinta muleta: Davi perde SEU AMOR PRÓPRIO.

(1 Sm. 21:10), Davi foge para Gate. Mas o que tem Gate de especial? Gate era a cidade onde nasceu e viveu Golias, o defensor dos Filisteus e o grande inimigo que desprezou a Deus. Ali estava Davi, procurando ajuda do Rei dos Filisteus, com uma conduta de um homem desesperado. (1 Sm. 21:11-13).

Mas Davi também foi expulso do acampamento e não pôde sequer encontrar alívio ali. Quando cada uma das nossas muletas é tirada de nós, a nossa vida começa a balançar. As nossas muletas tem a função de nos afastar de Deus, é um substituto de Deus.

Porque enquanto estivermos nos apoiando em: nossa capacidade, nossa família, em nossas amizades, nosso emprego, nossa igreja, nosso pastor, e não estivermos nos apoiando unicamente em Deus Pai, irá parecer que tudo está bem, no entanto, quando menos esperamos poderemos ter uma triste surpresa: estaremos sós, e sem o apoio de ninguém.

Jamais devemos nos esquecer, que fora Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, tudo o mais: família, amigos, igreja, pastor, eu mesmo, tudo falha. Tudo é passível de erros, de falhas que só o arrependimento e o perdão poderão restaurar.

(Deuteronômio 33:27), diz: “O Deus eterno é a tua habitação, e teu apoio são os braços eternos. Ele expulsa o inimigo de diante de ti, e diz: Destrói-o”.

(Isaías 41:10), também diz: “Não temas, pois Eu sou contigo; não te assombres, pois Eu sou teu Deus. Eu te fortalecerei, e te ajudarei; eu te sustentarei com a destra da minha justiça.”

Finalmente Davi reconhece a sua total dependência do Senhor Deus, e como podemos ver no (capítulo 23 de 1 Samuel), ele passa a buscar à Deus para todas as coisas e esperar nEle o auxílio e o sustento.

Somente um homem experimentado e provado e que realmente conhece o seu Deus, e sobre Ele é capaz de depositar todas as suas expectativas e necessidades, é capaz também de escrever os Salmos mais lindos como por exemplo: (Salmo 23).


CONCLUSÃO

Que possamos compreender finalmente, que tudo o que trazemos de nossos conceitos, de nossa própria experiência, de nossa própria capacidade, de nosso próprio esforço, não passa de trapo de imundícia, e que tudo o que o Senhor quer para nós, é nos restaurar, é uma total novidade de vida.

É vivermos nossa vida aqui neste mundo ao sabor do vento de Deus, conscientes, que tudo o que Ele tem para nos oferecer, é infinitamente melhor do que qualquer coisa que nossa finita mente possa imaginar.