sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MEDO ESCONDE - AMOR REVELA

Existia um esforço constante de Jesus, em conduzir primeiro os discípulos e depois o povo a uma experiência interna e não externa. Por isso, Jesus alerta os discípulos dizendo: “Cuidado com o fermento dos fariseus”.

No Evangelho de (Lucas 11,37), podemos compreender melhor o porquê desta exortação tão dura de Jesus para com os discípulos, porque na Palavra de Deus não tem só palavras bonitas, mas também passagens duras que nos exortam. Toda religiosidade dos Judeus estava baseada em ritos externos e por isso aquele fariseu ficou admirado porque Jesus não lavou as mãos.
Não é que Jesus era mal educado, mas o assunto era mais profundo. É nesse contexto que Jesus vai anunciar a hipocrisia dos fariseus. Onde nós usamos o fermento? É no interior da massa que vai o fermento.

A hipocrisia para os gregos tinha o mesmo significado de um ator, e o artista era chamado de hipócrita, porque em uma encenação ele usava varias máscaras. E Jesus estava dizendo que os fariseus estavam se escondendo atrás das máscaras. O esforço de Jesus era conduzi-los para uma experiência interior.


Ele estava convidando os discípulos a fazerem uma experiência de dentro para fora, isso chama-se cura interior. É deixar que o fermento de Deus me faça crescer, porque o que nos faz crescer é o que está dentro. O Senhor quer conduzir os discípulos a uma experiência de cura interior, e este é o caminho: Tirar as máscaras, porque não só os gregos, mas também nós as colocamos. Este caminho de cura é exatamente de revelar quem está por detrás da máscara.

Qual é a função de uma máscara? É esconder quem fica por trás. Sabia que muitos palhaços só têm coragem de ser palhaços porque usam uma máscara? E muitos de nós, nos comportamos como verdadeiros palhaços no trabalho, em casa e nos nossos relacionamentos. Sabe quem foi a primeira pessoa que tentou se esconder atrás de uma máscara? Foi Adão e Eva. (Gênesis 3).
Adão e Eva com medo de Deus se esconderam atrás de uma árvore, e o próprio Senhor os conduz a um caminho de cura para mostrar a eles o que tinham feito. E aqui tem um segredo de cura. O processo deles se esconderem teve uma causa e não foi o pecado, pois mesmo eles pecando Deus vai ao encontro deles. O que eles tiveram foi medo, e por isso com medo se esconderam.

A raiz de todas as máscaras que usamos, muitas vezes, é o medo de ficarmos sozinhos, medo da solidão, morte, medo de que as pessoas não nos respeitem... Se você me disser o seu medo eu lhe direi que máscara você usa. Por isso o Senhor nos pergunta hoje, qual é o medo do nosso coração?

Cura interior é o processo de ir revelando os nossos medos, porque não há nada oculto que não venha a ser revelado. Este é o processo que eu e você devemos passar. Qual é o medo que você tem? São traumas que você traz na sua história que te fizeram criar máscaras? E como é que estes medos são revelados? Pelo fermento que todo cristão tem dentro de si que é o Espírito Santo que cada um recebeu.
Este é o selo que fala a primeira leitura, o fermento da vida de todo cristão. É preciso deixar que este fermento se misture com a nossa história e rompa com a dobradinha do medo e das máscaras que fomos criando para nós. Se não sabemos identificar o medo, não saberemos como começar o caminho de cura interior, que não é uma mágica, ou que eu fico na passiva e as pessoas vem e realizam o trabalho por mim.
O processo é ter coragem de entrar na canoa onde eu remo de um lado, e o outro remo é do Espírito Santo. É preciso força, a minha vontade, porque no outro remo está a graça de Deus.

Cura interior é um processo que só aceita quem é humilde e entende que é preciso tempo e espera, não é automático. Em cada situação é preciso ir remando um pouco mais, porque a cura interior não acontece na força do medo, mas na força do amor. Se o medo ensina esconder, o amor ensina revelar.
E da mesma maneira como o fermento age na massa do interior para o exterior, Deus atua em nossa vida, renovando o coração de dentro para fora.

Que o Senhor Jesus nos cure através da força do seu amor, tirando todas as máscaras do medo que existam em nós.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ACAUTELAI-VOS DO FERMENTO DA MANIPULAÇÃO

"Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens," Apóstolo Paulo - (Col. 02.08).

"Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores." Jesus Cristo – (Mat. 07.15).

O termo "manipular" sugere a ação de manusear alguma coisa ou algum objeto.
Manipular gente é tratar pessoas como "coisas" ou "objetos", com o propósito de dominá-las e explorá-las.


Manipular pessoas é o ato de levar alguém a tomar decisões sem deixar transparecer que essa decisão irá beneficiar a outrem.

Manipular é induzir, é iludir as pessoas para levar vantagem e obter lucro. É enganar. É ludibriar para tirar proveito da "boa-fé", da inocência da ingenuidade do outro. Manipular é dominar. Desde que os homens descobriram que o domínio sobre o seu semelhante é fonte de poder e de prestígio, muitos deles sempre buscaram, por qualquer via, colocar-se sobre os seus semelhantes.

A força sempre foi o principal instrumento de domínio. No entanto, o progresso da civilização contribuiu para que surgissem outros instrumentos. A política desenvolveu a popularidade como instrumento de poder. Quem é popular ou exerce liderança, quem possui títulos, quem é inteligente, ou quem está em evidência, normalmente tem poder e domina. O capitalismo contribuiu para que surgisse o domínio através do poder financeiro. Quem tem dinheiro também tem poder, e domina.

O manipulador busca o domínio sobre outros homens, basicamente, para possibilitar a realização desses dois intentos egocêntricos e individualistas, o "ser" e o "ter". Manipula-se o outro, basicamente, para "ser", ou para "ter".

A busca desenfreada por fama, honras, títulos, reconhecimento público e notoriedade é produzida pelo encantamento do querer "ser". Ser reconhecido, ser popular e famoso é sinal de domínio, prestígio e sucesso. Reconhecimento popular é poder.

A escada hierárquica das instituições religiosas favorece a esse encantamento. No entanto, a Bíblia deixa bem claro que, nem sempre, reconhecimento popular é sinônimo de aprovação divina. As páginas bíblicas revelam que sucesso neste mundo não está associado à aprovação do Senhor. Ao contrário, em muitas ocasiões da história, vimos ministérios aprovados por Deus, mas sem qualquer reconhecimento público.

Se pensarmos em ministério de sucesso segundo a ótica do mundo, popularidade e fama seríamos obrigados a considerar o ministério de Cristo um completo fracasso.
O outro intento humano que tem provocado manipulações vergonhosas nos púlpitos evangélicos é a busca insensata por riquezas. É o encantamento pelo "ter".

É um sentimento acirrado pelo sistema capitalista e pelo consumismo exagerado que tomou conta da nossa sociedade. Nesse ambiente, a pessoa vale pelo que possui, pelo que tem, pelo que ostenta e pelo que aparenta. Ser rico é sinônimo de sucesso. Igreja de sucesso é igreja rica. Homem de Deus é aquele que desfila em carro de luxo e com roupas de griffe. Daí o surgimento de barbarismos doutrinários e teológicos como a apologia desenfreada à prosperidade.

A ganância pelo "ter" posses e bens neste mundo, cada vez mais leva líderes cristãos a formas grotescas de manipulação para induzir os crentes a contribuir para a igreja-instituição. Isto produz o descrédito do que se prega nessas igrejas.
Para manipular é preciso modificar a realidade, falsificar conceitos, "maquiar" mentiras e esconder verdades.

O manipulador, normalmente, não mente, mas desvia a verdade para o lado que lhe interessa. Ele não fala à nossa inteligência, e nem nos deixa utilizar a nossa capacidade de raciocínio. Pelo contrário, ele não respeita a nossa liberdade de decidir e nos arrasta, sorrateiramente, para pontos estratégicos, levando-nos a crer na sua "verdade", levando-nos a sentir emoções que nos desnorteiam e a tomar decisões que favorecem aos seus propósitos.

O manipulador religioso utiliza a Bíblia. Mas, normalmente, ele torce o sentido de trechos bíblicos para o sentido que lhe convém. Outras vezes, supervaloriza os versículos que dão suporte aos seus intentos e "fecha os olhos" para outros.

A maior arma do manipulador religioso é o discurso emotivo, que produz desequilíbrio emocional nos ouvintes. Esse tipo discurso, incisivo, apelativo, raivoso, mexe com as emoções das pessoas, aflora sentimentos de culpa, de piedade, de medo, de vergonha. O terror psicológico faz exacerbar emoções e sentimentos que impedem o raciocínio lógico e destroem as barreiras que o intelecto, em condições normais, colocaria para se opor ao discurso.

O manipulador que utiliza o apelo emotivo primeiramente "afaga" as tendências naturais das pessoas, apresenta-se com as mesmas idéias, as mesmas tendências ideológicas, elogia os ouvintes, se "sensibiliza", chora, esbraveja, ri. Desperta sentimentos e emoções com o objetivo cativar.

Sentindo que o manipulador pensa como a si, sente emoções como a si, o ouvinte acredita ter encontrado um amigo digno de total confiança, e se abre a tudo o que ele prega. Outras formas para se bloquear o senso crítico é falar de forma rápida e eloqüente, citar chavões e criar comparações. Falando rapidamente, o manipulador não dá tempo suficiente para o ouvinte processar a informação, ponderar, raciocinar e buscar as idéias controversas do discurso. Assim, o ouvinte acaba aceitando meias verdades como verdade.

Os chavões dão a impressão de verdades inquestionáveis. São frases soltas e infundadas, slogans, popularmente tidos como "verdades". O bombardeio diário de sentenças pré-fabricadas produzem um efeito psicológico que levam as pessoas a interromperem o raciocínio lógico e a aceitarem como "verdades" incontestáveis, aquilo que se diz por chavões.

Uma mentira, ou uma meia verdade, repetida por milhares de pessoas, ou por um poderoso meio de comunicação, ou sobre tribunas eclesiásticas, transformam-se, com o passar dos anos, em dogmas incontestáveis. É o que se chama de "lavagem cerebral". As defesas psíquicas vão, pouco a pouco, sendo minadas, e, muitas mentiras, sorrateiramente empanadas nos chavões, são aceitas como verdades indiscutíveis.

As comparações levam as pessoas a acreditarem que se determinado fato, ou situação é assim deste lado, seguramente será do mesmo jeito do outro lado. Um dia ouvi um "pastor" comparar os crentes com cavalos. Para ele, aqueles crentes que não aceitam os rudimentos da instituição são como cavalos bravos e saltadores, que não aceitam ser montados. E basta "apertar os arreios" que ele sai escoiceando e saltando.

Depois de várias analogias irônicas e sarcásticas, o "pastor" levou quase todos os ouvintes a aceitarem a idéia de que eles deveriam se deixar colocar as rédeas, os arreios, se deixar serem montados e serem conduzidos sem resistência pelos líderes da igreja. Quase todos aceitam esse tipo de comparação passivamente. Poucos raciocinam sobre as diferenças: homens são racionais, inteligentes, pensam, são iguais, livres. Por outro lado, não se vê um cavalo cavalgar outro. Poucos percebem a intenção manipuladora de se "encabrestar" e "amansar o potro xucro".

As idéias manipulativas são construídas sobre argumentos falsos, mentirosos, tendenciosos e interesseiros, e principalmente, apelam aos sentimentos, medos, fobias e fraquezas dos ouvintes. O pior é que poucas pessoas percebem que estão diante de idéias manipulativas, ou que estão sendo induzidas a fazer aquilo que o manipulador quer.

Observe a tentativa de manipulação que o diabo tentou fazer com Jesus. Ele utilizou trechos da Palavra de Deus. O uso da Bíblia dá uma sensação de segurança ao ouvinte. No entanto, o diabo usou o texto bíblico desfocado do seu sentido verdadeiro e usou-o num contexto em que se contrariava o propósito divino.

Os manipuladores religiosos também utilizam a Palavra de Deus, mas lhe dão o sentido que lhes favorece. E poucos crentes percebem a astúcia. O cristianismo sempre foi, e ainda é, um terreno fertilíssimo para o desenvolvimento de manipuladores. Sempre surgiu entre os cristãos, homens e instituições que, ao invés de liderarem mostrando exemplos de amor ao próximo, desprendimento material e abnegação; procuram demonstrar autoridade fundamentando-se na coação, na astúcia, na ameaça, e mais recentemente, na capacidade de induzir e seduzir as massas.

A manipulação é o primeiro passo para a dominação. Dominação conduz ao autoritarismo e à exploração moral e financeira. Não é por acaso que a liderança autoritária sempre foi a maneira de governar mais facilmente encontrada pelos líderes cristãos.

A manipulação religiosa que mais comumente se observa entre os crentes se dá de quatro formas: por intimidação, por sedução, por provocação e por tentação.

1º Manipulação por intimidação: Intimidar é obrigar, é ameaçar através de promessas de castigo ou retaliação. É um procedimento antigo das religiões distorcidas da doutrina cristã.
Enquanto a mensagem de Cristo é "servir por servir, e não para ser servido", os líderes autoritários querem ser servidos e idolatrados. E, utilizando de uma pseudo-supremacia sobre os demais crentes, intimidam para alcançar a aquiescência desses.

A intimidação pode ser direta ou indireta.

A intimidação direta é aquela ameaça explícita: "Se você não fizer do jeito que eu estou mandando..."

A intimidação indireta é aquela que não é dita clara e explicitamente, mas é percebida nas entrelinhas dos discursos. É uma ameaça velada, mas que pode ser percebida nos castigos e nas retaliações que se dá a alguns para servir de exemplo aos outros. É como se indiretamente avisassem: "Se fizer como ele..."

As ameaças de exclusão também são intimidações. Os discursos realçando os terrores do inferno, o poder destruidor do diabo, as maldições, o peso da mão de Deus, também carregam fortes doses de intimidação psicológica.

2º Manipulação por sedução: Ocorre com muita freqüência nas igrejas quando querem tirar algum proveito financeiro, oferta, apoio, ou coisa assim, dos crentes. Bajulam os ouvintes com frases do tipo: "Este povo é especial...", "o povo de Deus é isto ou aquilo...", "você é um crente assim ou assado...", "esta igreja mora em meu coração...", para depois apresentar os requerimentos.

É a mesma estratégia do fofoqueiro que enche você de elogios antes de começar a "puxar a sua língua".
Toda a bajulação é uma forma de sedução com a finalidade de se obter alguma vantagem.

3º Manipulação por provocação: É o tipo de manipulação que o diabo usou para tentar enganar Jesus: "Se você é Filho de Deus, ordene que estas pedras se transformem em pão".

Muitos pregadores vivem fazendo os mesmos desafios aos crentes, e nós caímos direitinho: "Se você é crente em Jesus dá Glória a Deus...., se você é fiel levanta a mão, vem aqui na frente ... se você é crente fiel traga uma nota de cinqüenta... etc."

Outra faceta deste tipo de manipulação é dizer às pessoas que a igreja está promovendo uma grande campanha e precisa de homens valorosos, pessoas de fé, crentes verdadeiros para fazerem votos especiais de doação, etc. É o mesmo recurso que o diabo utilizou.

4º Manipulação por tentação: O diabo usou também deste tipo de manipulação ao abordar Jesus: "Te darei os reinos deste mundo e toda a sua glória, se..."

Este é o tipo de manipulação mais utilizado por aqueles que querem tirar por ganância lucro dos fiéis . Normalmente se diz: "Se você der cem reais para a obra, Deus vai abrir a porta de um emprego...,""Se você contribuir com tanto, Deus vai fazer isto pra você...."

Leia a Bíblia e observe qual foi a reação de Jesus quando foi tentado desta forma. Aparentemente é uma verdade: você contribui e Deus te retribui. Só que não podemos esperar galardão neste mundo. Jesus rejeitou a glória deste mundo. E mais, para Deus te abençoar, a contrapartida é muito pequena, basta você crer e dizer sim ao Senhor. Se você não receber desta forma, não existe outra.

Este tipo de manipulação, aliada à sedução, também ocorre com relação aos títulos eclesiásticos. Normalmente seduz-se os cristãos supervalorizando os títulos eclesiásticos, proclamando que é preciso "subir no ministério".

Para finalizar, convém-nos traçar algumas linhas que diferenciam a pregação genuína da palavra de Deus de uma manipulação interesseira.

Simples: a manipulação é aquele tipo de discurso em que a pessoa busca satisfazer seus próprios interesses. A verdadeira pregação, ao contrário, não objetiva glórias ou recompensa para o pregador. É um discurso que procura o bem-estar, a cura, o conforto, a bem-aventurança espiritual do ouvinte. A pregação genuína busca a salvação do outro sem pedir nada em troca.
O único a sair ganhando será aquele que crer. A verdadeira pregação não exige nada em troca, antes dá liberalmente, busca o bem do próximo, a salvação do próximo, a libertação e a vida eterna para aqueles que estão perdidos.

Na manipulação, o maior ganho é sempre do manipulador, que visa à fama, à popularidade, à glória humana e às riquezas deste mundo. No discurso manipulativo há uma falsa troca, você dá não a Deus, mas ao manipulador, para Deus te dar. Ou seja, o manipulador recebe "à vista", e você receberá, dependendo do "crédito" que tiver com Deus.

CONCLUSÃO

Espelhemo-nos no comportamento do apóstolo Paulo:

"Pois, nunca usamos de palavras lisonjeiras, como sabeis, nem agimos com intuitos gananciosos. Deus é testemunha, nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros."(I Tess. 02. 05 e 06).
Esse texto é fragmento, capitulo do livro 'O Fermento dos fariseus'
autor:José Peres Junior

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ESFERAS INVISÍVEIS DA NOSSA MENTE

Mesmo conhecendo a Palavra de Deus e as suas promessas, alguns cristãos dos nossos dias vivem uma vida de passividade e derrota. Muitos andam apenas à sombra da realização de outras pessoas, de outros ministérios e não assumem a posição que Jesus Cristo já lhes deu no Seu corpo, que é a Igreja.

Em decorrência disso, ficam apenas olhando o tempo passar, as esperanças escapando das suas mãos, a vida perdendo o sentido e a acomodação chegando. Ao contrário, o que se observa é que todas as pessoas vitoriosas foram aquelas que não desistiram facilmente.

A postura dessas pessoas nunca foi a de cruzar os braços, ficar mal-humoradas e nem a de olhar as coisas com ar de incredulidade. Elas compreenderam que o caminho para a vitória é PENSAR CLARAMENTE. Mas, afinal o que é isso?

Pensar claramente é ganhar a batalha da mente e manter cativos seus pensamentos corretos.
Toda a confrontação que determina a nossa vitória ou derrota começa na nossa mente.

Vejamos algumas expressões de derrota:

" Para que tentar de novo? "
" É melhor a gente desistir! "
" Não vai dar certo! "
" Isso não vai funcionar! "
" Ninguém conseguiu fazer isso antes ..."

Na verdade, nós nos tornamos aquilo que pensamos: as ações que vão saindo de dentro de nós são exatamente o resultado dos pensamentos que vão entrando.

" Porque como imaginou na sua alma, assim é ... " (Pv 23,7).

A mente é, sem dúvida, o alvo maior do ataque de satanás nestes dias. É o ponto central do seu ataque e de todas as suas estratégias.

" Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo". (Efésios 6,11).
A palavra "cilada" no grego corresponde a palavra "METHODIA", de onde vem a nossa palavra portuguesa "MÉTODO". Isso significa que satanás é dono de uma estratégia total, bem ordenada, eficaz, comprovada ao longo do tempo e que funciona como por encanto.

"Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestiais" (Efésios 6,12).

Observe que a luta de que nos fala o apóstolo Paulo não é uma luta visível, mas MENTAL.
"E a quem perdoardes alguma coisa, também eu. E o que eu perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo, para que não sejamos vencidos por satanás, pois não ignoramos os seus ARDIS" (II Corintios 2,10-11).

A palavra "ardis" no grego é derivada de uma palavra cuja raiz significa: MENTE. Assim, parafraseando as palavras do apóstolo Paulo acima, podemos dizer o seguinte:

"Nosso desejo é que o inimigo não nos agarre, mediante a confusão dos nossos pensamentos, porque estamos bem conscientes de sua estratégia dirigida às nossas mentes".

"Mas se o nosso evangelho ainda está encoberto, para os que se perdem está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" (II Coríntios 4, 3-4).

Aqui vemos mais uma vez a clara operação do ataque de satanás na mente do homem, cegando o seu entendimento. Só o poder de Jesus Cristo pode nos trazer luz e nos libertar dos jogos mentais que satanás monta para nos impedir de sermos vitoriosos.

"Pois Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é quem brilhou nos nossos corações, para a iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo" (II Coríntios 4, 6).

Apesar de termos sido transportados das trevas para a luz, não pense que o inimigo vai desistir de lutar pelo território que ele ocupou tanto tempo. Essa luta pode, até mesmo, continuar por muito tempo. Vamos compreender melhor isto meditando o texto bíblico abaixo:

"Pois embora andando na carne, não militamos segundo a carne. As armas da nossa guerra não são carnais, mas sim poderosas em Deus para a destruição das FORTALEZAS. Derrubamos todo o raciocínio e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo o PENSAMENTO à obediência de Cristo" (II Coríntios 10, 4-5).

Novamente o apóstolo Paulo nos esclarece que essa luta não é carnal: É uma guerra que acontece nas esferas invisíveis da nossa mente, com o objetivo de nos levar, ou até mesmo nos manter, em posição de derrota. Antigamente as cidades eram edificadas dentro de muralhas grossas e maciças para proteção contra os inimigos que vinham de longe.

A única forma do inimigo conquistar uma cidade era destruindo as suas fortalezas. Construíam-se algumas torres, em alguns pontos estratégicos dentro das muralhas, aonde ficavam, nos tempos de guerras, homens experientes e muito bem treinados na batalha. Por estarem numa posição elevada no alto dessas torres, eles podiam avistar melhor o inimigo que se aproximava e gritar as ordens e as estratégias que deveriam ser adotadas para vencer a ameaça.

Para tomar a cidade o inimigo teria que vencer 3 etapas básicas:

1. ESCALAR AS MURALHAS OU PENETRÁ-LAS.
2. INVADIR AS TORRES DE VIGIA.
3. PRENDER OU MATAR OS LÍDERES MILITARES.

Uma vez que isso tivesse sido conseguido, a conquista da população não seria uma coisa muito complicada. Esta era a estratégia de batalha no primeiro século.

Aproveite, agora, a ilustração de II Coríntios 10, 4-5, não vendo como um ataque a uma cidade, mas a nossa MENTE:

NOSSA MENTE, QUE ANTES FORA TERRITÓRIO OCUPADO PELO INIMIGO, DEPOIS QUE FOI ILUMINADA PELA LUZ DO EVANGELHO, DEIXOU DE SER CEGA. FOI ALGO SOBRENATURAL QUE DEUS FEZ POR NÓS. MAS, APESAR DO NOSSO INIMIGO ESTAR DERROTADO, ELE CONTINUA A EXERCER PRESSÃO COM O FIM DE TENTAR RECUPERAR "O DOMÍNIO" QUE ELE EXERCIA SOBRE NÓS, TENTANDO TRAZER DE VOLTA OS ANTIGOS HÁBITOS OU CONDUTAS DO NOSSO PASSADO. POR ESSA RAZÃO, QUANTO MAIS UM CRISTÃO AMADURECE, MAIS BATALHAS ELE VAI TRAVAR NO CAMPO DA MENTE.

Fortalezas e raciocínios (ou sofismas) representam os padrões de pensamentos e hábitos tradicionais que foram sendo incutidos em nós durante muitos e muitos anos.
O Senhor, porém, possui uma arma divina muito poderosa que é a Sua Palavra: ele invade as nossas fortalezas com a ajuda do Espírito Santo. Mas, tão logo as muralhas dos raciocínios (ou dos sofismas) são vencidas, encontramos a torre da ALTIVEZ.

Leiamos de novo o versículo 5a:

"Derrubamos raciocínios e toda a ALTIVEZ que se levante contra o conhecimento de Deus ... " (II Coríntios 10, 5a).

Altivez são os bloqueios mentais que levantamos contra os pontos de vista espirituais. Todas as vezes que estamos sendo fortemente pressionados, quando estamos sob ataque, passando por uma provação, perseguidos, caluniados, criticados ou prejudicados, a nossa tendência é tentar regredir aos hábitos carnais.
Nessa hora nós confiamos mais naqueles pensamentos que nos foram transmitidos pelos nossos pais, amigos ou colegas. E isso é ALTIVEZ. Veja algumas expressões como exemplo:

"Isso não é bem assim!""Precisamos ser mais práticos!""Essa não é a minha área!" "Isso não tem lógica!"

Deus quer que arrebentemos todas essas cadeias e nos livremos delas, porque nossa "altivez" cavou uma trincheira e precisa sair daí."É difícil quebrarmos velhos hábitos", mas precisamos parar de nos convencer de que: "não podemos fazer aquilo"... ... "não devemos nos arriscar"... ... "se insistirmos nisso vamos fracassar", etc...

ESSA SITUAÇÃO PRECISA MUDAR. A ALTIVEZ TEM QUE SER VENCIDA!!!
QUAL SERÁ O OBJETIVO FINAL DE DEUS COM TUDO ISSO ??? A resposta está na segunda parte do versículo 5:

"... e levamos cativo todo o pensamento à obediência de Cristo" (II Coríntios 10,5b).

O OBJETIVO FINAL DE DEUS É TRANSFORMAR OS NOSSOS VELHOS PENSAMENTOS, QUE NOS LEVAM A DERROTA, EM NOVOS PENSAMENTOS QUE VÃO NOS ENCORAJAR. ELE QUER COLOCAR UM NOVO PADRÃO NA NOSSA MANEIRA DE PENSAR, TIRANDO OS VELHOS HÁBITOS QUE SÃO DUROS DE SEREM QUEBRADOS.

VOCÊ PODE ENTENDER AGORA POR QUE AQUELAS REAÇÕES, QUE VOCÊ ALIMENTOU DURANTE ANOS, AINDA CONSTITUEM ÁREAS PROBLEMÁTICAS NA SUA VIDA???

ACREDITAMOS QUE AGORA FICOU MAIS FÁCIL DE ENTENDER A SUA LUTA CONTRA A INVEJA, O ORGULHO, O CIÚME, O PERFECCIONISMO, O ESPÍRITO NEGATIVO E CRÍTICO E ETC...LEMBRE-SE: "LEVE TODO O PENSAMENTO CATIVO À OBEDIÊNCIA DE CRISTO".
Não é difícil enunciar a pergunta essencial: COMO ??? Como posso eu, pessoa que absorveu tantos anos de pensamentos de derrota, transformar esses velhos pensamentos em novos pensamentos de encorajamento?
Se você estiver realmente empenhado em derrotar esses pensamentos, temos, então, três palavras para oferecer-lhe: memorizar, personalizar e analisar.

1. MEMORIZAR: Para que os antigos pensamentos derrotistas sejam invadidos, derrotados e substituídos por pensamentos novos, vitoriosos, é preciso um processo de reconstrução. A melhor forma para começar este processo é a disciplina de memorizar as Escrituras.

O deslocamento de pensamentos negativos exige ação agressiva. Que tal estabelecer uma estratégia forte de assalto, baseada em várias promessas de vitória ?

"O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do Senhor" (Provérbios 21,31).
"Posso todas as coisas n'Aquele que me fortalece" (Filipenses 4,13).

"Disse-vos estas coisas para que em Mim tenhais paz. No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo" (João 16,33).

Tudo o que você tem que fazer é pegar uma Bíblia. Quando você encontrar um enunciado que se relaciona com algum problema que o aflige, ou com alguma necessidade de sua vida, gaste uma parte do seu dia guardando-o na sua mente.

Você se espantará diante da força que isso lhe dará.

2. PERSONALIZAR: Quando você estiver começando o processo de substituir pensamentos velhos, negativos, por pensamento novos, animadores, use os pronomes "EU", "ME", "MEU", "PARA MIM", sempre que você deparar com declarações significativas. Isso se chama personalizar as Escrituras.

Exemplo: "Não andeis ansiosos por coisa alguma; mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.

Quanto ao mais irmãos, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisto pensai." (Filipenses 4, 6-8).

Sugerimos que você personalize esse texto assim:"Não devo andar ansioso por coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as minhas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará o meu coração e a minha mente em Cristo Jesus. Finalmente, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o meu pensamento".

Se você apegar-se a este processo, não demorará muito para que a velha "fortaleza" seja escalada, e as coisas altivas invadidas; e seus pensamentos começarão a transformar-se.

3. ANALISAR: Logo que você vir-se reagindo negativa ou defensivamente diante de uma situação, pense, analise a situação. Analise os seus pensamentos. Em seguida, faça a si mesmo as seguintes perguntas: "Por que estou com tanta raiva, e preocupado com isso ?" Ou "Existe alguma coisa de que eu tenha medo ?" Ou, talvez: "Estou reagindo negativamente porque tenho minhas razões, ou trata-se apenas dos maus hábitos que eu formei ?"

Quebrar hábitos mentais de longa duração não é fácil nem rápido, mas vale a pena tentar. Agindo assim você não permitirá que as circunstâncias da vida o empurrem para baixo, mantendo-o subjugado.


Que o Senhor Jesus os abençoe

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

AS DOZE PORTAS DE JERUSALÉM - AS PORTAS DE NOSSA VIDA

(Neemias 3)
Faremos uma analogia sobre AS DOZE PORTAS de Jerusalém (as portas da nossa vida)


Uma cidade sem muros está sujeita à invasão inimiga. Imagine a cidade de Jerusalém como uma pessoa composta de corpo, alma e espírito.

CORPO: A forma da cidade (no caso aqui Jerusalém)

ALMA: Muros (a nossa personalidade). Aquilo que é visível, a parte exterior, o que mostramos quando temos o primeiro contato com alguém.

ESPIRITO: Templo (a cidadela de Davi, onde está o templo). Onde Deus habita tem vida, lugar de adoração. Há um santuário em nós e todo ambiente deve ser condizente com essa realidade.

Os muros de Jerusalém, são a proteção da cidade interior, onde habita o Espírito da cidade quem ela é de fato.

Como em toda cidade, tem entrada e saída.
Ninguém só entra ou só sai tem portas de entrada e saída.
Para entrar ou sair de algum lugar é preciso decidir - Passar por uma porta envolve decisão.

Portas falam de lugar de decisão. Nessa cidade também havia:

Torres= lugar de vigilância

Fontes= material usado para apagar as flechas incendiárias do inimigo.

Quais eram AS PORTAS DESSA CIDADE?

(Em Neemias 3:1) - A porta das ovelhas seria o encontro com o cordeiro de Deus.
Era a porta onde passavam as ovelhas destinadas ao sacrifício da Páscoa. (João. 1:29) Ele é o cordeiro que tira o pecado do mundo. Essa porta aponta para Jesus.

A porta das Ovelhas, é o lugar da rendição a Cristo e da experiência de conversão, quando somos lavados pelo Seu sangue e regenerados em nosso espírito. É a porta da decisão por Jesus.
Já entramos por esta porta?

(Em Neemias 3:3) - A porta dos Peixes (Damasco) significa lugar de crescimento e reprodução.
No hebraico peixe tem a conotação de reprodução, crescimento, mover-se rapidamente.
Isso nos lembra de crescimento numérico, reprodução de nossas vidas em novos filhos .

É por essa porta que deixaremos entrar os novos filhos de Deus.
Exige a decisão de não vivermos para nós mesmos mas em busca daqueles que também precisam de Jesus. É a porta da multiplicação.

É a porta da decisão de ser frutífero. (Mc.1:17). Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens. Já entramos por esta porta?

(Em Neemias 3:6) A porta velha (Jafa) é a Libertação do Passado. Essa porta fala das coisas velhas existentes em nossa alma e que devem ser removidas.
Ilustra um passado que deixa marcas no caráter; memórias feridas que teimam em permanecer machucando; padrões de pensamento e hábitos alheiros aos princípios do Reino de Deus, enfim, tudo quanto é herança contrária à nova vida em Cristo.

Em (Romanos 5:17) a palavra diz Se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo. É por essa porta que devemos remover tudo que faz parte de nosso passado, tudo que faz parte da natureza adâmica (os pensamentos, os velhos padrões,as velha maneira de viver), encarar as coisas, hábitos, muito do que faz parte da velha natureza.

Tudo isso deve ser retirado pela porta velha, pois agora nossa vida em Cristo é uma completa novidade de vida. (Em Efesios 4:21-24) a palavra diz quanto ao trato passado....despoje, renove e revista.

(Em Neemias 3:13) A Porta do Vale (Dourada) significa O milagre da salvação. É a porta da libertação do inferno.

Por essa porta saía todo lixo que deveria ser queimado. Era um lugar onde os vermes eram constantes e o fogo ardia constantemente.

Ali, o vale, era um lugar muito bonito, era o vale do Hinon, mas passou ser usado para sacrifícios a Moloque e por isso foi amaldiçoado (Jer, 32:35; 7:30; 8:3) é chamado o vale da matança.
No livro do profeta (Isaias 66:22-24). É apresentado como lugar escatológico de punição, onde o “seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará”

Passou a ser chamado também de Geena, lugar de morte e tormento e podemos ver em (Marcos 9:43-48). Essa é a porta em nossa vida que se abre para os livramentos e milagres de Deus. Serve para nos alertar de não deixar queimar ali, nenhum fogo estranho dentro de nossa alma. O único fogo que deve queimar é o Espírito Santo.

Não nos esqueçamos dos horrores do inferno, porque são reais, e sem Jesus era para lá que estaríamos caminhando a passos largos. É a porta da decisão de não permitir fogo estranho e perfeita fidelidade ao Senhor. Já entramos por essa porta?

(Em Neemias 3:14) A porta do Monturo que significa Remoção do lixo. É a porta em que todo lixo devia ser removido. Nenhuma cidade sobrevive com lixo acumulado.
O lixo prolifera toda sorte de doenças, mal cheiro, esconde a beleza da cidade e soterra a possibilidade de frutificação devido aos gases mortais que libera.

Nossa alma deve estar aberta ao Espírito Santo para que todo lixo acumulado seja jogado fora e nenhum outro volte a entrar. Será que você tem lixo no porão da sua alma?
Nós já chegamos a Jesus cheio dele.

Nosso espírito foi recriado, mas nossa alma está em processo de restauração. Isso significa que ainda estamos diante da remoção de coisas que se acostumaram a conviver conosco e que nada têm a ver com a vida de Deus. Tudo que não se enquadra dentro do fruto do Espírito, é lixo e deverá ser rejeitado.

Todas as obras da carne são imundas e devem ser erradicadas da própria personalidade dando lugar ao fruto do Espírito.

Só o Espírito Santo pode penetrar nos porões de nossa alma e descobrir as sujeiras escondidas tão incorporadas em certas áreas que até parecem naturais.
Como entra lixo em nossa alma então?

Através dos nossos sentidos, especialmente visão e audição (que são meios de comunicação) e como nos relacionamos com as pessoas (o que fazemos e o que fazem conosco). O contato com o sistema imoral, cheio de tanta impureza, numa época em que os poderes do inferno estão soltos e têm suas garras violentas sobre tantos, tenta também nos manchar.

Precisamos decidir rejeitar toda essa contaminação que vem do lado de fora e que ainda está presente, impedindo a entrada de novo lixo. Mesmo com tantos apelos, é possível manter a imundície do lado de fora, conservando a porta do lixo fechada. Como?

Nos expondo ao Espírito Santo e à Palavra de Deus. Assim, ficaremos sensíveis e alertas na possibilidade da entrada de algum lixo, mesmo na forma mais sutil.
(Em Neemias 3:15) A porta da Fonte aqui O Espírito Santo fala das águas que correm. É um dos símbolos do Espírito Santo. É Ele quem nos gera em Cristo e nos consola (João. 14:16). É o Espírito que flui em nossas vidas (João.7).

Entrar por esta porta é um desafio constante para crescimento e comunhão do Espírito Santo.
Na porta da Fonte, o Espírito Santo nos gerou em Cristo, batizando-nos em Seu Corpo, tornando-nos filhos de Deus. Ali Jesus batizou no mesmo Espírito e nos equipa para servi-lo. Já decidimos beber dessa fonte diariamente?

(Em Neemias 3:25) O Pátio do Cárcere que significa o Livramento das amarras, das correntes que nos prendem. Aqui é o átrio, ou pátio do cárcere ou prisão. É o lugar onde as prisões devem ser quebradas. Prisões de medo, depressão, falta de perdão, amargura e tantas outras. Tudo quanto tem poder de fascínio ou domínio sobre nós, é uma prisão.

Em tudo que dizemos “não consigo deixar isso, ou não fazer isso, ou viver sem isso, servimos como escravos”.

Toda e qualquer forma de prisão enfraquece a alma, e a personalidade. (Em Gálatas 5:1) O Apóstolo Paulo nos diz que foi Para a liberdade que Cristo nos libertou, permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão. Prisões da alma, manifestam incapacidade de dominar os apetites da carne, nas carências afetivas, insegurança, acomodação, pensamentos descontrolados, dificuldade de tomar decisões, letargia, enfim.

Toda forma de prisão tem origem em satanás e o remédio é JESUS, cujo poder libertador é ministrado pelo Espírito Santo. O (Salmo 142:7) diz: Tira a minha alma da prisão e louvarei o Teu nome. Você Já tomou essa decisão? Decisão de sair da prisão e louvar o nome do Senhor?

(Em Neemias 3:26) A porta das Águas que significa A Palavra de Deus.
Em (Ef. 5:26) A palavra diz: Tendo-a purificado com a lavagem da água pela palavra.
Essa porta deve estar aberta para a verdade da Palavra e cerrada para as falsas doutrinas.

A palavra de Deus está para nossa alma como a comida está para o nosso corpo. É nossa fonte de alimento, sustento e vida. Por ela conhecemos a Deus; é canal de comunhão com Seu autor, Deus mesmo; é fonte de oração, confissão e vitória; é instrumento de combate espiritual, sendo arma contra as investidas satânicas; por meio de princípios pelos quais viveremos e reinaremos; são de fato “espírito e vida” conforme Jesus disse em (João. 6:63) A porta da Fonte nunca deve estar fechada, mas sempre escancarada para a Palavra de Deus.

Você Já decidiu entrar para essa porta?

(Em Neemias 3:28) Porta dos Cavalos que significa livres das cargas. E pressões.

Cavalos são meio de transporte e levavam cargas, pesos. Era por essa porta que os cavalos passavam com as cargas. Em Jesus podemos ter nosso fardo trocado e os pesos então não fazerem mais parte de nossa vida. (Em Gálatas 6:2), nos exorta que também devemos levar as cargas uns dos outros.

Em (1 Pe. 5:7) Diz para lançarmos sobre ele toda nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós.

Você quer continuar carregando fardos ou decide hoje entregar para Jesus? Passe hoje pela porta dos cavalos.

(Em Neemias 3:29) A porta Oriental significa O Regresso de Jesus. É a porta da entrada do Messias, do Rei. Para nós é a porta da espera do Rei Jesus e seu Reino eterno quando ficaremos para sempre com Ele. É o símbolo da vitória final onde estaremos finalmente livres da presença do pecado.

Você Já decidiu não desanimar de esperar por essa ocasião?

(Em Neemias 3:31) A Porta da Atribuição (Mifcade) ou seja, A comissão Divina

É a porta da guarda. É a porta da atribuição, do mandato, da ordem, do lugar apontado. Fala do lugar onde Deus delega uma missão, onde atribui-nos uma responsabilidade. A palavra traz o sentido de uma tropa que é convocada para receber suas diversas atribuições.

É a porta que Deus nos delega responsabilidades. Ele sempre nos capacitará para essas responsabilidades. Em (2Cor. 3:5) A Palavra diz que Somos capacitados por Deus.
Em (Neemias 8:16) A porta de Efraim significa A porção dobrada.
Efraim significa = fruto dobrado, porção dobrada da herança, frutífero. A porção dobrada é dada por direito da primogenitura. Jesus é primogênito, mas nós temos direito a mesma herança de Jesus através da igreja. Nós pertencemos à igreja? Em (Oseias 11:8), diz que Deus diz: Como te deixaria ó Efraim?

Qual rumo você decide tomar em sua vida?

Vai se expor ao Espírito Santo para continuar sendo tocado por ele e usufruindo da igreja de Jesus e amando-a como Ele o amou? Neemias fala todo tempo da reconstrução das portas, dos ferrolhos e das trancas.

Sómente Deus pode fortalecer as trancas das suas portas e te abençoar.

Entregue a reconstrução de sua vida a Ele.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ABORTO - IMPLICAÇÕES ESPIRITUAIS E PSICOLÓGICAS NA MULHER

"Pois inquire do derramamento de sangue e lembra-se dele; não se esquece do clamor dos aflitos." (sl 9:12)

O Aborto é crime, e desta forma muitas pessoas estão amarradas ao altar de moloque. Quero deixar claro o que significa MOLOQUE (aparência de meio homem e meio boi), Se existe algo que permanece na memória de Deus é o derramamento de sangue inocente.


A adoração a MOLOQUE era particularmente repelente porque exigia sacrifícios humanos, em especial o de crianças, que eram oferecidas ao ídolo. De todos os elementos pagãos que invadiram Israel, esse foi o lamentável e repugnante. Hoje não é diferente. MOLOQUE era e é um ídolo horrendo. As vezes, dava-lhe a aparência de um ser híbrido, quer dizer se apresentava de diversas formas.

E uma das formas que ele se apresentava era (meio homem, meio boi), e estendiam-lhe sem medida as mãos a fim de que, nos grandes festivais e cultos, viesse a acolher pomposa e vorazmente os filhinhos de seus tolos adoradores para serem queimados num ritual desumano e abominável. Como se apresentava este ídolo, ou seja, este deus. Era esculpido todo em bronze, seus sacerdotes recheavam-no de produtos inflamáveis.

Em seguida, utilizando-se de uma tecnologia que vinha sendo aperfeiçoada de geração em geração, aqueciam-no até que se fizesse infernalmente vermelho. Com o deus já todo esbraseado e sob o sádico olhar de seus sacerdotes, vinham-lhe os adoradores como que hipnotilizados por todos os demônios para lhe oferecerem o que de mais precioso haviam recebido do ÚNICO E VERDADEIRO DEUS. E, agora, sob o rufar dos tambores, colocavam seus filhinhos nas mãos enrubescidas, ou seja, vermelhas e aquecidas terrivelmente de MOLOQUE. Covardemente e barbaramente! E assim eram assassinadas milhares de crianças amonitas.

O sangue é um elemento vital que transforma aquilo que é físico em espiritual e aquilo que é transitório em eterno. Em primeira instância, o sangue derramado promulga uma aliança ou estabelece um relacionamento com reino espiritual. Também sanciona um testamento de cunho espiritual e eterno, ou seja: um legado sobre a pessoa e a sua descendência.

Crimes de sangue deixam influências espirituais e duradouras. Espiritualmente, uma aliança é inaugurada e perpetuada através derramamento de sangue. Assim como nossa aliança com Deus se baseia no sangue de Jesus. O ABORTO é a versão mais satânica do sacrifício de Jesus, alguém está dando não uma mera oferenda, mas um sacrifício; sacrifício humano de seu próprio filho.

Alguém já disse que o sangue é "moeda espiritual". Se sangue é dinheiro espiritual, o aborto seria talvez a maior nota. Atualmente o maior altar de MOLOQUE é o ventre de mães que abortam.

Espíritos Territoriais

"E serviram os seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço. Demais disto, sacrificaram os seus filhos e suas filhas aos demônios; e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos, que sacrificaram aos ídolos de Canaã, e a terra foi manchada com sangue (sl. 106: 36-38).

Esta é uma explicação para lugares assombrados e amaldiçoados. Veja o caso de Caim e Abel. Deus explicou a Caim a conseqüência de seu pecado: "E disse Deus: o que fizeste? A voz do sangue do teu irmão está clamando a mim desde a terra. Agora maldito és tu desde a terra que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue do teu irmão. Quando lavrares a terra não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra." (Gn. 4:10-12)

Este ato de assassinato gerou no corpo físico de Caim maldições e gera, nas mulheres, esterilidade, problemas menstruais e tumores, também problemas emocionais como culpa, depressão, frigidez e bloqueios. Quando um sangue inocente é derramado numa terra, espíritos territoriais passam a gozar de uma concessão espiritual que podemos denominar de direito territorial de posse.


Isso perdura, até que este território seja redimido. Através do aborto, muitas maldições físicas como doenças, e também emocionais, se instalam no corpo da mulher fazendo com que este se torne um solo contaminado de demônios, espíritos malignos de morte, um verdadeiro cemitério.


E moloque passa a paralisar estas feridas da alma. Quando moloque se instala através do aborto, tudo que havia de vida, saúde e esperança começa a morrer. E caso esta mulher engravide novamente, seu filho será gerado no túmulo de seu irmão, local do assassinato de seu irmão (aborto). Com isso, a mãe e a nova criança que nascerá recebem o "manto de moloque" e toda sorte de maldições se instalarão sobre eles. Para que tudo isso seja quebrado é necessário um profundo ato de redenção e libertação.


SOMENTE JESUS CRISTO PODE QUEBRAR SUAS MALDIÇÕES. LEMBRE-SE: PECADO CONFESSADO É PECADO PERDOADO.

Para a libertação completa de aborto, primeiramente o arrependimento genuíno da mãe, o confessar, a paralisação dos demônios, e um ato profético tirando o feto do mar de moloque e o colocando nos braços do pai eterno: Deus. Retira todo sangue de suas mãos, sangue inocente, e consagra-se o ventre, somente após o libertador jogar o fogo de Deus para queimar todos os vermes dentro de seu ventre, trazendo vida onde há morte. E para a criança que nasceu no túmulo de seu irmão, retirar o manto de moloque que está sobre ela.

SE VERDADEIRAMENTE CRISTO TE LIBERTAR VERDADEIRAMENTE SERÁS LIVRE! VOCÊ É LIVRE PELO SANGUE DE JESUS CRISTO!

Útero ou Inferno?

Na antiguidade, moloque era um grande ídolo com braços na forma de um altar em brasas ou com uma garganta aberta e um ventre em chamas onde crianças eram colocadas para serem queimadas vivas. Deus proibiu este tipo de prática em Israel dizendo:


"EM TI SE NÃO ACHARÁ QUEM FAÇA PASSAR PELO FOGO O SEU FILHO E A SUA FILHA A MOLOQUE." (DT. 18:10)

Porém, com o passar do tempo, o povo de Israel se apostolou agregando esta extinta prática. O próprio Deus, em um grito de desabafo, confronta a situação:

"E EDIFICARAM OS ALTOS DE TOFETE, QUE ESTÁ NO VALE DO FILHO DE HINON, PARA QUEIMAREM A SEUS FILHOS E AS SUAS FILHAS; A QUE NUNCA ORDENEI, NEM ME SUBIU AO CORAÇÃO." (Jr. 7:31)

Este vale onde se realizavam sacrifícios se transformou em lixo na cidade de Jerusalém durante a época de Jesus. Em um dos seus sermões, Jesus fez uma comparação direta deste vale com inferno em (Mc. 9:47-48). Um depósito de lixo, onde existiam vermes que se alimentavam dos resíduos. E somente com fogo estes vermes eram destruídos.

A palavra tofete refere-se aos tambores que eram tocados para abafar os gritos das crianças quando eram queimadas vivas a moloque. MOLOQUE TEM UM RIO DE SANGUE DE FETOS ABORTADOS QUE DÃO VIDA A ELE NO MUNDO ESPIRITUAL, NO PRÓPRIO INFERNO.

A alma da mulher que aborta torna-se um porão de culpa, tristezas e transtornos psicológicos.

Veremos a seguir uma abordagem do aborto na visão médica / cientifica:

CONTRA FATOS NÃO VALEM ARGUMENTOS
(TAMPOUCO AS OPINIÕES DE GRUPOS DE PRESSÃO DA CULTURA DA MORTE)


1. “Quando a mulher está grávida, é secretado o hormônio da manutenção da gravidez, a progesterona, o qual adapta o corpo feminino à nova realidade biológica através de sinais que interagem as 75 trilhões de células, tornando a mulher, mãe do ser em seu ventre concebido.

Quando a gravidez é interrompida com o aborto, ocorre uma diminuição abrupta de neurotransmissores secretados pelas células nervosas, ocorrendo por este motivo um desequilíbrio nos sinais celulares é a depressão causada por motivos moleculares e, conseqüentemente, levando ao aumento da taxa de suicídio e infertilidade.

(Fonte: Dra. Lílian Piñero Eça, biomédica, pesquisadora em biologia molecular pela Universidade Federal de São Paulo (Brasil) no artigo “Aborto: liberdade feminina para escolher a própria morte” publicado no Jornal do Advogado em março de 2006)

Por quê? – Por que... a realidade de ser mãe se inicia no momento da concepção, logo, qualquer tentativa induzida de aborto, independente das condições em que esse indivíduo é gerado (desejado ou não-desejado), será conseqüência do assassinato do próprio filho pela mãe.

2. Estudo que comprova as pesquisas moleculares da Dra. Lílian foi realizado nos Estados Unidos (EUA) pela Dra. Priscilla Coleman, professora de Desenvolvimento Humano e Estudos Familiares da “Bowling Green State University”, com 1.000 mulheres para descobrir as diferenças entre as adolescentes que tinham dado à luz e as que tinham praticado o aborto diante de uma gravidez inesperada.

Ela constatou que as adolescentes que procederam ao aborto manifestaram cinco vezes mais necessidade de ajuda psicológica do que as que tiveram seus filhos. A pesquisadora afirma que “ser mãe na adolescência é inevitavelmente uma experiência que implica dificuldades, mas a ocorrência de problemas psicológicos com a prática do aborto é muito maior do que com a condução da gravidez”.

(Fonte: Agência de notícias ZENIT, 01 de setembro de 2006, artigo intitulado “Estudo demonstra que adolescentes que abortam têm mais problemas psicológicos”.)

3. Nova Zelândia, um estudo similar realizado com 1.265 mulheres, das quais 500 engravidaram, pelo menos uma vez, aos 25 anos, e 90 delas interromperam a gravidez através do aborto. Destas, 42% sofreram depressão, tendências suicidas, abuso de drogas e álcool.

(Fonte: Agência de Imprensa (ACI), dia 06 de jan. de 2006, em “Estudo revela que o aborto - e não a gravidez - pode causar problemas mentais”)

4. Em 25 de janeiro de 2006, a mesma agência noticiou outra pesquisa de Pricilla Coleman, “Mulheres que abortaram consomem álcool e drogas para superar trauma”, informando que elas têm “cinco vezes mais probabilidades de consumir drogas e álcool do que uma mulher que não abortou”.

5. Em outro estudo, a Dra. Coleman observou uma relação entre abuso e maus tratos infantis 2,4 vezes maiores por mães que se submeteram a um aborto induzido na sua vida pregressa. A pesquisa, com 518 mulheres de baixa renda de Baltimore (Estados Unidos), publicada no “Acta Paediatrica” em 2005, sugeria que “as dificuldades emocionais e a resposta insuficiente à dor” poderiam levar a atitudes negativas com os outros filhos que essas mães gerariam no futuro, pois “a história maternal de um aborto induzido parece ser um indicador do aumento do risco para o mau trato infantil”

(Fonte: Agencia ACI dia 07 de novembro de 2005: “Estudo demonstra que aborto pode aumentar risco de maus tratos infantis”)

Logo, ao contrário do que dizem os abortistas (que é melhor para a mulher dar cabo de filhos “não desejados” ainda intra-útero, do que tê-los), o aborto acarreta em maior risco de violência para com outros filhos “desejados” que essa mulher possa vir a ter ao longo de sua vida.

Se essas mulheres não tivessem optado pelo aborto, não sofreriam o trauma psíquico que ele causa e não projetariam isso n’outras crianças, poderiam, inclusive, ter dado a luz ao filho não planejado e cuidado dele e dos outros que viessem com mais carinho, paciência e amor.

As incompreensões e críticas da sociedade passam, assemelham-se a um barulho produzido por uma notícia que se espalha e perde-se, mas um aborto fica gravado na história e na psique da mulher para sempre.

6. Psicólogo estudou o contexto que leva uma mulher a abortar e os efeitos que se seguem em decorrência desse ato: “o que ela consente que se mate é seu filho, é o ‘bebê que tem na barriga’. Pois a boca da mulher pode pronunciar que palavra for mas ela sabe o que é o que lhe está na barriga, ela sabe que escolheu voluntariamente a possibilidade de ter o que tem na barriga. O que lá está é seu filho, tão verdadeiro quanto ela mesma”.

7. Exemplo: Janice, uma mulher casada, resolveu abortar o primeiro filho porque não se sentia preparada para tê-lo e explica: “Como disse, só no dia após a operação, é que tive consciência de que 'aquilo' de que me tinha livrado não era um monte de geléia, mas meu próprio filho. Só quando ele não mais existia é que se tornou real”.

Após a cirurgia, ela sentiu uma vontade incontrolável de ver uma criança “passar a mão no seu rostinho, sentir a sua pele macia”.

O psicólogo Joel Nunes comenta: “O que permite concluir que todo e qualquer elemento (interocorrência) que envolva uma vida, traumático ou não, vai tendo importância psicológica esvaziada quanto mais a vida vai assumindo expressão concreta, sob a forma de choro do recém-nascido”.

Janice visitou uma cunhada que tinha uma criança: “peguei a filhinha dela, de quinze meses, estreitei-a ao peito”, sua vontade de ter um bebê aumentou e ela ficou grávida do marido, novamente, pouco tempo depois: “a gravidez foi o período mais infeliz da minha vida. Mês após mês, cada pontada, cada contração me lembrava do 'monte de geléia' anterior (...)

Pensei que depois que Sammy nascesse eu iria esquecer, que ele iria substituir o primeiro. Mas não foi assim. Penso no meu primeiro filho todo o tempo. Este ano, no dia do aniversário (do aborto), deixei Sammy com minha mãe durante o dia porque não suportava olhar para ele e lembrar-me”.

O psicólogo explica: “Tendo consentido que um certo filho fosse morto, ela posteriormente poderá ter um batalhão de outros filhos, cada um deles afigurando-se, no seu coração (ou seja, isto sendo-lhe portanto mais real e constante do que são reais os filhos que vê com os olhos "que a terra há de comer"), que precisamente este poderia ter sido aquele que foi morto. (...) A eliminação de uma vida não tem como ser compensada com a gestação de outra.

8. Mulheres que abortaram têm maiores chances de vir a abortar novamente devido mesmo aos inúmeros traumas que a prática acarreta com diminuição de auto-estima, um desejo consciente ou inconsciente por uma gravidez de “substituição” e uma maior atividade sexual pós-aborto.

Nancy conhece um homem recém-separado e é babá da pequena filha dele, Jane, que tinha entre 7 e 8 anos. Com o tempo, os dois se envolvem e ela engravida: “Quando ele me disse que não intencionava casar novamente, nunca mais, fiquei transtornada. Senti-me gelada, entorpecida, completamente arrasada.

Não que ele não quisesse mais saber de mim, mas simplesmente porque ele não queria casar comigo. Disse que eu resolvesse se queria continuar a gravidez ou abortar. De repente, cavou-se entre nós um abismo terrível. Sentia-me sozinha”.

Abortou uma primeira vez, e mudou sua relação tanto com o companheiro quanto com a criança. Sentiu-se deprimida: “Naturalmente aos poucos consegui vencer a depressão. Mas mudei. Senti que tinha mudado”.

Eles continuaram o relacionamento, mas agora ela exigia que ele se afastasse da filha o que, aos poucos, aconteceu, e ela não seria mais babá da menina. Nancy, no decorrer do caso, engravida novamente, o namorado diz que o aborto é uma decisão dela e ele não quer se intrometer nisso, ela aborta outra vez.

Observa-se, no início do relato, o quanto ela gostava de crianças: “Eu sempre tinha sido babá. Gostava de crianças e vinha de uma família numerosa, e isto era um trabalho bastante fácil”. Depois dos dois abortos, entretanto, ela afirma: “Como eu odeio esta palavra 'criança'. Ele sente-se radiante quando está com Jane ou outras crianças. Sabe divertir-se com elas.”

Lembra-se de como poderiam ser seus filhos que foram suprimidos: “Fico às vezes matutando se meus filhos se pareceriam com Jane, se seriam mais inteligentes, mais bonitos, meninos ou meninas”.

E revela seu sentimento de frustração e baixa auto-estima quanto à maternidade: “Não ligava para Jane, não pensava que iria rejeitá-la um dia. Ela também tinha necessidade de amor, de mais amor do que as outras crianças, por causa do casamento desfeito, e eu não posso dar-lhe este amor”.

Joel Nunes conclui: “Modifique-se psicologicamente a mulher, fazendo-a consentir conscientemente com o ato que, em si mesmo, é a negação da humanidade da criança, qual seja, a morte do próprio filho (...) a mulher que consente com o aborto, "suicida", faz morrer algo em si mesma, para sempre (...)

Ora, isto que "morre para sempre" na mulher é justamente aquilo que confere à mulher "moral" para reclamar e sobrepujar o erro, mas não um errinho besta, mas o erro entendido em sua acepção forte, de falsificação (ou negação) do real”.

Essa falsificação da realidade de ser mãe com as tentativas de negar a humanidade da criança a fim de esmagá-la em seu ventre, desenvolvem traumas na mulher que se submete ao aborto, fazendo-a relembrar-se do ato nas vezes em que olha para um filho que posteriormente teve, ou mesmo para um bebê de outra mulher.

Ao contrário do que se costuma divulgar, a mulher que olha para o filho concebido em estupro não se lembra da violência em si, porque sabe que a criança nascida não tem culpa do acontecimento pretérito. Já a que aborta, sabe que a culpa de ter suprimido uma vida inocente e indefesa foi uma escolha dela e lembra-se disso toda vez que olha para um bebê e imagina quantos anos, ou como seria justamente aquele filho que ela nunca deixou vir à luz.

Destarte, uma mulher que tem o aborto em sua história de vida, manifesta e exterioriza como reage perante esse erro ao mundo de alguma maneira.

(Fonte: Joel Nunes dos Santos, em 19 de maio de 2002, artigo “Alguns efeitos psicológicos do aborto”.

9. A mãe que consente no aborto, costuma desenvolver um quadro típico chamado “Síndrome Pós- Aborto”: queda de auto-estima, aversão ao marido ou amante, frustrações no seu instinto materno, depressão, neuroses diversas. No sítio www.providaanapolis.org.br existe o exemplo de Juliana. Com 25 anos foi morar em Londres, conheceu um rapaz e, aos 26 anos, engravidou e abortou, resultado:

Frustração no seu instinto materno: “senti que nao era boa o suficiente pra ser mãe...ja que meu namorado falava isso o tempo todo (sic)”;

Insônias: “ele estava com 13 semanas...ja formadinho.. .era o meu bebezinho...a pessoinha que eu mais quis na minha vida... mas minha fraqueza e meu egoismo nao a deixaram vir ao mundo... sonho com essa imagem a cada noite que eu consigo dormir...quando consigo...porque já não durmo bem... (sic)”;

Depressão e aversão ao amante: “....chorava muito... o arrependimento dói na alma.. .ele chegou um dia do trabalho e me disse que nao entendia porque eu chorava tanto... ‘aquilo nao tinha vida’ dizia ele.... minha mágoa por ele cresce e cresce a cada dia...porque eu matei meu bebê e ele o ofende como se não fosse nada...(sic)”;

Tentativa repetida de suicídio: “Um dia estava tendo mais um acesso de insanidade... queria me matar novamente... foi uma crise horrivel.. .eu chorava muito... fiquei descontrolada... não tinha ninguém comigo...(sic)”.

(Salmos 139:13-14) – A Bíblia diz: “Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.”

Deus abençoe a todos!