segunda-feira, 31 de maio de 2010

OS OLHOS REFLETEM NOSSA ALMA

Uma das personagens mais transparentes da Bíblia é Pedro, ele reflete a carne nua do pecador perante Deus. Pedro é tão atual, que quando lemos a sua história na bíblia, rimos da suas peraltices, mas é como se estivéssemos diante do espelho.
As suas explosões de polaridades, durante o seu processo de amadurecimento, realçam em nós uma identidade com Pedro, de luta de identidade com Cristo.

No livro de (Lucas 5:8), ele expressa uma palavra que permeia sobre o que queremos trabalhar neste texto, Pedro fala “ ..... Senhor, ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador.” Depois de uma pesca maravilhosa, onde o Senhor Jesus faz um maravilhoso milagre, Pedro é iluminado pela Luz do mundo, e quando essa Luz entra no interior da pessoa, ela revela o que estava velado. Pedro enxerga sua própria condição, a luz de Cristo mostra as cavernas da obscuridade do caos no homem.

Não existe Salvação sem Revelação. Pedro é revelado, eis aí a revelação ... “ Sou um pecador “... A Salvação existe no mundo de pessoas que tomam uma atitude diante de Deus, onde assumi sua verdadeira posição, não é à toa que o próprio Pedro cita em sua carta em (I Pedro 5.6) “ Humilhai-vos perante a potente mão de Deus....” Humilhação é revelação, Humildade é a expressão mais significativa de Humanidade. Salvação é dom gratuito de Deus, mas temos que saber receber, crendo em Jesus, e crer em Jesus é uma posição de identidade com Cristo.

Pois é devido a esta questão que Pedro expressa tanto no evangelho de Lucas como em sua carta, a atitude de uma posição. Não podemos enfatizar o lado humano do cristão e de transparência, sem primeiro falar de atitude e reconhecimento. Para entender o lado humano, é preciso antes de tudo olhar para si, mergulhar nos recônditos da alma. Para alcançarmos os mais altos níveis de conhecimento espiritual, é preciso descer no mais profundo das nossas almas.
Quando Jesus diz no livro de (Mateus 7.5) “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.” Ele estava fazendo um convite para que adentremos no nosso mundo interior e olhemos para nós, antes de querer olhar para o irmão do lado.

Muitos hoje em dia fazem isso mesmo, querem esconder suas falhas, apontar os erros do irmão. Tirar a trave do teu olho é olhar para si mesmo. Estamos tecendo nossas máscaras com os fios da negligência espiritual. O pior cego é aquele que não quer enxergar!

Quando a Bíblia expressa em (João 4.24), que Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade... também estava expressando que para ser um autêntico adorador de Deus é preciso ser verdadeiro, sincero. Pessoas verdadeiras não mentem, não mentem pra si mesmo.

Enxergar sua humanidade, enxergar seus limites, enxergar sua pecaminosidade, enxergar seus defeitos e assumi-los é ser verdadeiro e apto para começar a ser um verdadeiro adorador. E a pergunta é essa ? Quem é o intruso? E a palavra intruso aqui denomina causador de brigas e desequilíbrio, e intruso também expressa desconhecido, expressa sem laços de intimidade.

Quando o homem desconhece a si mesmo, ele trata a si mesmo como estranho. Falta de identidade é isso. Não corra para longe, entre por aqui, nas escadas do entendimento, desça pra o sótão da alma, Deus quer um encontro com você ali! Não adianta fugir, Jesus precisa curar as feridas, mas toda a cura requer dor de cicatrização, e descer ao sótão, causa dor.

E tem algo não resolvido dentro de cada um de nós que Jesus quer resolver. O intruso precisa ser convidado a se revelar, tirar a máscara, você pode reparar que o intruso da imagem estava de máscara, e tirar a máscara significa encontro, encontrar o medo.
A transparência no olhar é a virtude mais digna de um homem e mulher que quer ser segundo coração de Deus. Pintar a alma de transparência é seguir o que Jesus disse, em (Mateus 7.4) “ E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?”

CONCLUSÃO

“São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas... Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão” (Mateus 6.22,23).

Nossos olhos refletem o estado em que nossa alma se encontra, quando o porão do nosso interior encontra-se sujo, apagado e sem brilho, estaremos refletindo em nós perante as pessoas, a nossa ferida interior.

Devemos tratar então de nossa alma, de tudo aquilo que faz que estejamos em trevas, para que só assim possamos refletir o caráter de Cristo em nós, só poderemos chegar a esse patamar quando tirarmos toda a sujeira de dentro de nós.
p/ Marcelo de Carvalho Araújo
CPPC/SP

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O CLAMOR DE UM NECESSITADO

Gostariamos de sugerir (para uma melhor compreensão do texto), a leitura das passagens paralelas do texto de (Lucas Mt 20.29; Mc 10.46). Quantos cegos estavam presentes neste episódio, em Jericó? Será que temos aí uma contradição bíblica?

Na verdade, o que existe nestes textos correlatos não é uma contradição, mas sim uma informação complementar. A idéia que os textos nos passam é que havia mais de um cego, porém, Bartimeu protagonizou o diálogo e recebeu conseqüentemente a cura do Cristo.

O que você considera como cegueira? A falta de um nervo ótico sadio, ou em um sentido mais amplo, a incapacidade de ver? Essa pergunta se torna pertinente, pois dependendo da resposta, o número de cegos muda consideravelmente. Afirmamos isto nos valendo do dito popular:
“o pior cego é aquele que não quer ver”.

Bartimeu é qualificado, obviamente, dentro da primeira classe de cegueira (a física), porém, se levarmos em consideração a capacidade de “enxergar”, aquelas coisas que estão para além da capacidade física, coisas que só podem ser visualizadas com a alma, então Bartimeu estaria mais próximo de outro dito da sabedoria popular: “quem tem olho em terra de cego, é rei”, ao qual nós talvez acrescentariamos que, se não é rei, ao menos se torna filho do Rei.


O texto declara que “ele estava assentado junto do caminho, mendigando” (v. 35), o que dentro da realidade sócio-cultural da época nos leva a concluir que, sua condição era de alguém marginalizado, excluído, e para o pensamento religioso judaico, era um “amaldiçoado” por Deus (Jo 9.2). Mas mesmo estando à beira do caminho, abandonado por tudo e por todos, quiçá até por Deus (segundo o pensamento da época), seu desejo de encontrar um caminho para a vida era tão intenso, que o Caminho o encontrou, para mudar a sua vida definitivamente (Jo 14.6).

Suas palavras ao se aproximar de Jesus revelam que, apesar de ser cego, enxergou com nitidez a obra de arte que Deus pintou em Cristo, percepção de quem foi adestrado pela vida, e que mesmo em trevas, estava aberto para a visitação da “Luz do Mundo”
(Jo 8.12).

Ele disse: “Filho de Davi, tem compaixão de mim”. Com esta frase, ele expressou algumas verdades latentes na sua alma, como por exemplo, o reconhecimento que Jesus era o Messias que viria da linhagem de Davi, coisa que muitos fariseus não conseguiram crer apesar de verem os sinais que por Jesus eram realizados e o conteúdo de suas palavras que expressavam o “espírito” da Lei.

Outro fato que percebemos em sua declaração, é a perspectiva pela qual ele se aproximou de Jesus, sem negociações a fazer, sem mascarar os seus interesses, sem esconder as suas limitações, apenas clamando por compaixão, que é o sentimento que viabiliza todas as bênçãos de Deus para a humanidade.

O dicionário define compaixão como sendo “pesar que a desgraça ou a dor de outro despertam em alguém”, o que nos remete a um raciocínio muito simples: se este sentimento ainda habita nos corações dos homens (ainda que cada vez mais raro!), o que dizer de um Deus que é Pai, e um Pai que é Amor, ao ouvir um filho seu clamar por compaixão (Lc 11.11-13; I Jo 4.16)?

E por último, Jesus condiciona o milagre à autenticidade da fé de Bartimeu (v. 40), pois quando a fé não é apenas uma arma da mente ou produto de uma confissão vazia de significados, mas sim a afirmação do que está no coração, então imediatamente os nossos olhos se abrem
(v.42).

Até esta altura o povo estava atrás de Jesus (mas não o seguia), ouvindo seus ensinamentos (mas não guardando suas palavras), olhando na direção de Jesus (mas sem vislumbrar a presença de Deus). Mas diz o versículo 43: “e todo o povo vendo isso, dava louvores a Deus”.

CONCLUSÃO

Bartimeu era cego, cheio de limitações vivendo a margem da sociedade, sentia-se o pior, humilhado, rejeitado, era portador de uma deficiência física, mas pior do que a enfermidade física, eram as limitações que sofria em seu interior, sua alma estava abatida esmorecida, ferida pois vinha sofrendo várias afrontas.

O fato de ser um miserável, cego e pobre não o impediu de despojar-se do orgulho levando-o assim a se humilhar perante o Senhor Jesus.

Ele necessitava de uma cura física e sabia no seu intimo que ao ser curado fisicamente, estaria também sendo liberto de sentimentos que enfraqueciam e abatiam sua alma.

Por mais que as pessoas o mandassem calar, mais ele clamava pelo Senhor, ele necessitava ser socorrido sabia que para ser visto e atendido necessitava clamar e pedir socorro.

Não olhando para as suas limitações, Bartimeu continuou com o firme propósito de clamar ao Senhor, não atentando para os sentimentos de dureza de coração dos opositores, egoísmo, resistência, soberba, orgulho, e perseguição.

Bartimeu humilhou-se, pois a única forma de chamar a atenção do Mestre era gritando: Jesus Filho de Davi... têm compaixão de mim.

E nós quantas vezes temos nos humilhado perante ao Senhor e clamado deixando de lado todos os preconceitos e amarras que nos prendem? Pense nisso!

O milagre na vida de Bartimeu ocasionou outro milagre em Jericó:

“A cura do mendigo sem-vista, serviu para curar um povo sem-visão”.

A HUMILDADE

A humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Humildade vem do Latim "humus" que significa "filhos da terra".

Se diz que a humildade é uma virtude, quem se vangloria da sua, mostra simplesmente que lhe falta.

Ela torna as virtudes discretas, despercebidas de si mesma.

A humildade não é depreciação de si mesmo, não é ignorância com relação ao que somos, mas ao contrário, se tem conhecimento exato do que não somos. Se apresenta com humildade, sem que a vaidade se manifeste.

Podem-se encontrar diferentes graus de humildade, como também falsas humildades, pode-se ser humildade em breves momentos, ante algo que nos parece grandioso.

São falsas humildades: Aqueles que se rebaixam ante os outros querendo parecer humildes, porém estão cheios de ressentimentos, inveja ou ambição.

Outra falsa humildade é não reconhecer ou não acreditar em seu real valor e se sentir inferior, pode até possuir humildade porém se inferioriza a tal ponto ante seus semelhantes, sentindo grande sofrimento em seu interior, este ser não respeita a sua dignidade.

1 -Ter humildade não significa ser servil.

2 -Ter humildade não é signo de fraqueza.

3- Pode-se ser humilde sem se depreciar ou reconhecer os valores de cada um.

Mas, a verdadeira humildade, é aquela que o homem tem consciência e possui uma convicção do que ele é, da sua capacidade, da sua força ou da sua fraqueza, compreende a sua inferioridade, reconhece seus limites mas, não sofre por isso, se esforça e trabalha para ser melhor e procura constantemente seu aperfeiçoamento físico, moral e espiritual.

Ser humilde é saber ir até o ponto de não interferir nos outros, ser humilde é não entrometer-se na vida dos outros.

Esta humildade, esta consciência, este sentimento se adquire lentamente pelo trabalho interior ou pode ser provocada pelo recolhimento da existência de algo superior em nós mesmos, reconhecer a grandeza de Deus, o Ser Supremo, das suas Forças Universais ou das leis que as regem, ante essa compreensão e reconhecimento interior há humildade, reverência à grandeza do Criador.

A verdadeira humildade sempre está acompanhada de outras virtudes: caridade, misericórdia, amor, verdade e compaixão.

O Mestre Jesus deixou-nos grandes ensinamentos de humildade: Ao lavar os pés dos seus discípulos, assim como nos ensinou o amor ao próximo e a caridade, quando se comovia com o sofrimento dos pobres.

Suas bem-aventuranças são os humildes que alcançam o Reino dos Céus, humildes no coração, nos sentimentos e na alma.

O homem pode nascer com tendências à virtude da humildade, pode nascer humilde, como também pode trabalhar para adquiri-la.

A humildade é uma virtude que atua sem ilusão, sendo guiada pela razão. Um bom conhecimento teórico da humildade favorecem o aprofundamento nesta virtude assim como também o conhecimento exato de nossas limitações.

A humildade produz no interior do homem alegria, paz e serenidade, todo o ser tem conformidade do que ele realmente é e se sente satisfeito em sua fraqueza.

A força da virtude está na alma. Devemos afastar o orgulho, a vaidade, a prepotência e o egoísmo, tal como disse Davi em seus Salmos: "Oferecendo o arrependimento ao Senhor, de nossas faltas, seremos melhores". É neste ser que encontramos eloqüente expressão de humildade a virtude que o coroou com majestade.

Quando Deus disse a Davi que Ele o tinha escolhido para ser rei, Davi prostrou-se diante de Deus e exclamou: "Nada fiz de merecedor, todas as minhas realizações foram inteiramente as Tuas ações".

VERSÍCULOS SOBRE HUMILDADE NA BÍBLIA

O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e diante da honra vai a humildade.
Provérbios 15:33

e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.
Mateus 18:3

Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
Romanos 12:3

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, ...
Colossenses 3:12

Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte, ...
1 Pedro 5:6

O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, e honra, e vida.
Provérbios 22:4

as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne.
Colossenses 2:23

Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,...
Colossenses 2:18

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, etc...
Colossenses 3:12

com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
Efésios 4:2

O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e diante da honra vai a humildade.
Provérbios 15:33

porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
Lucas 1:48

Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
Filipenses 2:3

Antes de ser quebrantado, eleva-se o coração do homem; e, diante da honra, vai a humildade.
Provérbios 18:12

servindo ao Senhor com toda a humildade e com muitas lágrimas e tentações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram;
Atos dos Apóstolos 20:19

Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
1 Pedro 5:5

terça-feira, 25 de maio de 2010

JEFTÉ UM LIDER COM MARCAS PROFUNDAS

Analisaremos um personagem bíblico importante, cuja história não passa despercebida, não por causa das suas virtudes, das suas conquistas ou de qualquer característica louvável de sua personalidade, mas por causa de suas ações inconseqüentes, insensatas, irresponsáveis. Fruto de uma personalidade descom-pensada e ferida.

Estamos nos referindo a Jefté, um dos juízes do povo de Israel. Portanto, o crédito desta mensagem é do Espírito Santo. A história de Jefté está registrada no livro dos (Juízes capítulo 11).

Desde a morte de Josué, sucessor de Moisés, até a escolha de Saul como rei, o povo de Israel foi governado por 16 juízes: OTNIEL, EÚDE, SANGAR, DÉBORA, BARAQUE, GIDEÃO, ABIMELEQUE, TOLA, JAIR, JEFTÉ, IBSÃ, ELOM, ABDOM, SANSÃO, ELI e SAMUEL.

O que faz Jefté destacar-se dos outros juízes? A sua obsessão pelo sucesso. A coisa era tão forte que numa das suas campanhas de guerra, ele fez um voto a Deus: “Se o Senhor fizer com que eu vença os amonitas, eu sacrificarei aquele que sair primeiro da minha casa para me encontrar quando eu voltar da guerra. Eu o oferecerei em sacrifício a ti”.

Que tipo de pessoa faz um voto imprudente como esse? O que o motivava a pôr em xeque a vida de alguém da própria família? Que vitória pessoal compensaria a morte de um ente familiar?

Para compreendermos Jefté, precisamos ir aos bastidores da sua existência, e descobrir a origem de seu desequilíbrio psicoemocional. Todo problema tem uma causa. Vejamos qual a causa do desequilíbrio de Jefté. (Juízes 11.1):

Jefté, da região de Gileade, era um soldado valente. O seu pai se chamava Gileade, e a sua mãe era uma prostituta. Temos aqui duas realidades, dois pratos de uma balança: No primeiro prato, temos:

(a) um homem nascido em Gileade (a terra do bálsamo; um lugar abençoado e conhecido como “lugar da saúde”).

(b) um soldado valente; um grande guerreiro; um homem com um potencial tremendo de liderança. No segundo prato, temos um porém: (a) ele era filho de uma prostituta. É neste porém que a vida de Jefté se descompensa.

E conforme podemos observar ao longo de todo o (capítulo 11 de Juízes), todas as ações de Jefté, todas as suas escolhas e decisões giram em torno deste “porém”. “Jefté estava debaixo de um terrível legado de rejeição e imoralidade.

Um homem maldito e discriminado. Literalmente, era a expressão da vergonha do adultério do pai e da prostituição da mãe. O texto prossegue mostrando o desenrolar do trauma de Jefté: (Juízes 11:2-11).

“A esposa de Gileade também teve filhos. Quando cresceram, eles expulsaram Jefté, dizendo: – Você não vai herdar nada do nosso pai porque é filho de outra mulher. Jefté fugiu dos seus irmãos e foi morar na terra de Tobe. Lá alguns homens ordinários se juntaram a ele, e andavam juntos. Algum tempo depois os amonitas foram guerrear contra o povo de Israel.

Quando isso aconteceu, os chefes de Gileade foram buscar Jefté na terra de Tobe e disseram: Venha com a gente e seja o nosso chefe na guerra contra os amonitas. Jefté respondeu: – Eu sei que vocês me odeiam; e odeiam tanto, que me fizeram sair da casa do meu pai. Como é que vocês vêm me pedir ajuda, agora que estão em dificuldade?

– Nós viemos falar com você porque queremos que comande todo o povo de Gileade na luta contra os amonitas! – responderam eles. Jefté disse: – Se me levarem de volta para casa a fim de lutar contra os amonitas, e se o Senhor Deus me der a vitória, eu serei o governador de vocês. Está certo? Eles responderam: – Sim.

Nós faremos como você diz. O Senhor é a nossa testemunha. Aí Jefté foi com os chefes de Gileade, e o povo o colocou como governador e chefe. E em Mispa, na presença do Senhor, Jefté fez o povo jurar que faria tudo o que havia sido dito.”

Além da vergonha, Jefté teve ainda que lidar com a rejeição: primeiro dos irmãos por parte de pai, depois dos líderes da cidade. Neste ponto já podemos entender por que “bem estar familiar” não era uma preocupação para Jefté porque ele não sabia o que era isso.

Mas o problema de Jefté não estava circunscrito a um traumazinho familiar, mas a um terrível drama existencial calçado num profundo sentimento de rejeição que diuturnamente golpeava a sua alma. Não deixemos de ver a indiferença do pai de Jefté diante de todos os dramas vividos por ele.

Enquanto Jefté sentia as conseqüências da imoralidade do pai, este nada fazia para pelo menos amenizar a sua dor, aumentado assim o seu drama: Pois além da rejeição ativa dos irmãos, ele ainda tinha que lidar com a rejeição passiva do pai. Jefté foge. Vai embora de casa. Abandona o lar.

Abertamente, responde a rejeição com rebelião. Ao fugir do linchamento emocional, Jefté leva consigo a dor da rejeição. A fuga é o escape dos que perderam a capacidade de lutar. Jefté vai para Tobe. A terra da orfandade; lugar para onde iam os renegados, os marginalizados. Os homônimos se atraem.

“lá alguns homens ordinários se juntaram a ele, e andavam juntos”. Algum tempo depois, diz a Bíblia, os líderes de Gileade se viram diante de uma guerra contra os amonitas e, como não dispunham de liderança militar corajosa e valente, vão buscar Jefté. Observe o diálogo entre eles nos versos 7 a 11 de Juizes.

Jefté ainda tenta espremer a ferida, mas os líderes da Gileade preferem seguir outro caminho: o da bajulação, do massageio de um ego ferido. Eles sequer ouvem as queixas de Jefté e já vão dizendo: “queremos que você seja o nosso líder”.

Doente e descompensado, Jefté vê naquela proposta uma oportunidade ímpar de dar a volta por cima, de ir à desforra contra aqueles que o machucaram tanto. Então faz uma proposta para eles: “se Deus me der a vitória e me torno o governador de vocês”. É nesse contexto que Jefté faz a mais famosa e irresponsável de todas as promessas:

“Se o Senhor fizer com que eu vença os amonitas, eu sacrificarei aquele que sair primeiro da minha casa para me encontrar quando eu voltar da guerra. Eu o oferecerei em sacrifício a ti”.

Jefté só tinha uma filha. E foi exatamente ela quem saiu primeiro ao seu encontro. E a desgraça caiu sobre toda a família. A vitória de Jefté fracassou.

CONCLUSÃO

O QUE ESSA HISTÓRIA NOS ENSINA?

1) Não é o lugar que faz a pessoa, mas a pessoa curada que faz o lugar. Nascer e viver em Gileade, terra da cura, não fez de Jefté um homem saudável. Do mesmo modo, viver dentro de uma igreja ou comunidade de fé não nos tornará saudáveis se nossos problemas existenciais não forem encarados, reconhecidos e resolvidos.

2) “Vitórias internas precedem vitórias externas” – Com a alma descompensada até podemos conseguir uma vitória aqui e outra ali, mas não conseguiremos mantê-las por muito tempo nem desfrutar plenamente delas.

3) Qualquer oportunidade que nos leva a ignorar conflitos não resolvidos é potencialmente perigosa. Antes de aceitar o convite dos líderes de Gileade, Jefté precisava resolver os conflitos e os traumas emocionais. Então ele iria agir pelas razões certas. E seria dirigido por um propósito saudável e não pelas carências da sua alma adoecida.

4) Fugir do problema no mínimo só o agravará mais. Quando diante do linchamento moral e emocional, Jefté decide fugir para Tobe, a cidade dos rejeitados, o que ele encontra não é a solução, mas a ampliação das suas feridas:

“Homens ordinários se juntaram a ele”. A Bíblia descreve isso como “um abismo que chama outro abismo” (Sl 42:7/RA).

5) Deus não vai intervir em nossas decisões, por mais estúpidas que pareçam, nem vai cancelar os votos que fazemos a Ele, por mais inconseqüentes que sejam, para que aprendamos a agir com responsabilidade. Em (Eclesiastes 5:4) a Bíblia diz: “Assim, quando você fizer uma promessa a Deus, cumpra logo essa promessa. Ele não gosta de tolos; portanto, faça o que prometeu. É melhor não prometer nada do que fazer uma promessa e não cumprir”.

Nossos conflitos e traumas se não resolvidos, resultará em uma ferida cada vez maior e consequentemente colocará vidas de pessoas que amamos em situação dificil. Que possamos nos examinar, pedindo a Deus que nos sonde e nos mostre quem verdadeiramente somos.

Mesmo que sejamos confrontados com algo que não queiramos admitir. Mas para sermos curados precisamos enfrentar o processo terapeutico de Deus.

Que o Senhor Jesus os abençoe.




sábado, 22 de maio de 2010

CADEIAS QUE ESCRAVIZAM A VIDA DO HOMEM

Prisões sem muro retratam algumas ações demoníacas sobre a vida do homem e da mulher sem DEUS, e daqueles que pensam que tem DEUS, pelo fato de terem um cartão de membro ou estarem presentes entre quatro paredes (templo). Nós somos a igreja templo do Espírito de Deus, nós que amamos a palavra e andamos por ela.

Desde quando foi expulso do céu (Ez 28:11-19), e veio como invasor a terra, satanás tem lançado prisões sobre a vida do homem, e queremos que você preste a atenção em algumas dessas prisões sem muros como nos revelou o Espírito do Senhor. (Detalhe importante estas prisões são compostas por palavras).


Deus te fez chegar a este estudo baseado na revelação do seu próprio Espírito, porque quer falar contigo, talvez você ou algum parente seu esteja preso por uma ou algumas delas; então leia com muita atenção.

Existem uma variedade incrível de prisões em que satanás vem mantendo cativos os seres humanos (sem DEUS), e algumas delas são:
SINDROME DO PÂNICO: Esta prisão tem por objetivo limitar o espaço das pessoas, mantendo-as cativas dentro de suas próprias casas, pois esta investida visa fazer com que a pessoa não deslumbre coisas que lhe façam entender que quem manda nesta terra é a igreja do DEUS VIVO, e que falta de espaço para atuar vai existir somente para satanás quando a igreja entra em ação, (Jo 8:36).

VICIOS: Esta cadeia visa escravizar o homem através da doença, pois todo vicio é maligno e nocivo à vida do homem, a ciência diz que o vicio leva a dependência, ou seja, você fica dependente daquele mal para viver, mas devemos crer que a única dependência que temos que ter é ao Espírito Santo de Deus e a palavra do Testemunho, pois o vicio mata, mas a palavra de DEUS e o Espírito Santo dão vida.

SENTIMENTOS: Talvez haja inúmeras pessoas presas nesta área que consideramos uma das mais vulneráveis na vida do ser humano. E a que o diabo mais procura investir, lançando setas malignas nos sentimentos e com isso levando muitas jovens a engravidar de namorados, homens e mulheres se meterem em casamentos no qual DEUS não está no negócio, e conseqüentemente causando muitos sofrimentos nas famílias.

Relacionamento em que ambos se espancam, sem amor, sem respeito, sem objetivo, sem fidelidade e sem comunhão; gerando assim traumas nas vidas que só DEUS, pode apagar inclusive dependendo do grau em que a pessoa esteja sendo atingida pode levá-la até mesmo a tentativa ou ao suicídio.

DEUS nos tem concedido por misericórdia a palavra de ciência e o dom de cura, por isso escrevemos baseados no que temos recebido do SENHOR, não de nós mesmos. Outro objetivo de satanás com essa cadeia é condicionar a vida das pessoas à outra, aceitando conselhos que muitas das vezes são inspirados pelo diabo, e levando-as a fazer coisas sem pensar nas conseqüências.
Nossas vidas têm que está condicionada somente ao Espírito do Senhor e a palavra do testemunho. (Jo 8:32).

PRISÃO NA MENTE: Este tipo de prisão acontece quando a pessoa aceita a palavra de satanás que passa então a condicionar as suas ações usando a mente e interferindo no que a pessoa passa a pensar, queremos aqui deixar bem claro que satanás não sabe o que pensamos, mas ele pode sugestionar palavras, se aceitas, vão influenciar nos pensamentos do homem.
Pois conhecer o que pensamos antes mesmo de pensarmos (Sl.139) só DEUS que é o­nisciente. Isto significa ser conhecedor de todas as coisas; atributo exclusivo de DEUS.

TRAUMAS: Há três maneiras de a pessoa ser atingida por traumas, que é outra terrível prisão sem muro de satanás. São elas pelo que a pessoa vê, ouve ou pelo que fala:

Pelo que VÊ:

Há certas ações demoníacas através de cenas (imagens) de fatos dolorosos da vida, que quando as pessoas vêem, funcionam como um flash que vão reproduzir as lembranças na mente (alma).

Sendo assim, sempre que lembrar-se do fato sentirá os sintomas e conseqüências, mesmo que já tenha passado muitos e muitos anos.

Pelo que OUVE:

Satanás fala, cuidado! E ele tem várias maneiras de falar. Ele pode estar presente em uma pessoa bem próxima a você e naquele momento usar uma palavra que fira a sua mente (alma).

E você se vê não conseguindo esquecer o fato e sempre que vê uma cena na tv, cinema, dvd, ao vivo e etc... a sua mente fica condicionada ao que ele falou a você, diretamente ou usando alguém que não tem o Espírito de DEUS.

Pelo que FALA:

JESUS disse: (Mt 15:11), o que contamina o homem é o que sai da boca, por isso os dois fios da espada que é um dos símbolos da palavra de DEUS, tanto pode ferir aos outros mas pode e vai primeiramente ferir a você. Cuidado com o que falas! Pois por tuas palavras serás julgado e por ela condenado.

Existem muitas outras prisões sem muros que satanás tem lançado por ai, mas cremos que com este esclarecimento básico irá despertar a sua atenção para o fato.

CONCLUSÃO

Creia no Espírito de DEUS, pois Ele é vivo, nos falará e nos ensinará todas as coisas. Pedindo sabedoria ao Senhor, Ele nos concederá discernimento e sobretudo equilibrio; em não espiritualizar todas as coisas pois o homem é um ser formado por corpo, alma e espírito.