terça-feira, 30 de março de 2010

QUAL A SUA PRIORIDADE ?

“Então, vi que todo o trabalho e toda a destreza em obras provém da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.” Rei Salomão - (Eclesiastes. 4.4).

Todas as pessoas neste mundo estão envolvidas numa corrida de loucos desde o dia em que nascem, onde são induzidas a conquistar todas as coisas que todos ao nosso redor têm, e também tudo que nos é mostrado em anúncios que devemos comprar. Então você cresce com esse desejo de ser bem sucedido nos seus estudos, em seguida casar com a pessoa que ama, conseguir um bom trabalho com um ótimo salário, e talvez até ter um filho ou dois no decorrer desse tempo.

Quando você chega na altura em que está já demasiadamente cansado para trabalhar, voce decide então participar o máximo possível na vida dos seus netos, e fica recordando-se dos seus “dias de gloria.” E é nesta mesma hora que as pessoas se perguntam; “Será que a vida é só isto?” “A minha vida já está no fim e o que fiz eu com ela?”

Neste momento você repara que a sua boa aparência já acabou, os seus filhos que você ama tanto, agora têm as suas próprias vidas e suas novas famílias, e já não têm tanto tempo para lhe ver. É nesta hora que você repara que aquilo que nunca fica velho e que você negligenciou foi desprezado toda a sua vida; A SUA ALMA!.

Quanto mais cedo você reparar que TUDO neste mundo envelhece e eventualmente desaparece, mais rápido você poderá fazer algo significante com a sua vida. Se você não chegar ao ponto de entender isto, será a mesma coisa de cometer suicídio bem devagar. A sua vida vai estar escapando pelos seus dedos sem você poder impedir que isto aconteça.

Enquanto você conquista todos os alvos que tem na vida, a sua alma está morrendo devagar, porque ao contrário de todas as outras áreas da sua vida, ela está sendo desprezada e negligenciada. Contudo, a corrida que temos diariamente de comprar o melhor e mais recente modelo de tudo, tem nos cegado a esta realidade.

Então apesar da felicidade momentânea que você sente ao mudar para uma casa nova, e de receber a promoção que você sempre quis; você sempre acaba por ficar desiludido com a vida porque nada lhe preenche realmente.

Muitas pessoas que infelizmente se encontram no meio dessas catástrofes que têm acontecido, agora têm uma perspectiva completamente diferente de suas vidas. A dor nos olhos daqueles que têm perdido entes queridos mostram-lhe o quão banais todas as coisas que tinham realmente são.

Se as pessoas lutassem pela salvação das suas almas com a mesma determinação com que lutam pelo sucesso de suas carreiras, nós viríamos verdadeira felicidade nos olhos das pessoas que nos rodeiam.

O rei Salomão disse: “Então, vi que todo o trabalho e toda a destreza em obras provém da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.” (Ecl. 4.4)

CONCLUSÃO

A sua alma nunca acabará ou envelhecerá, então faça com que ela seja a sua prioridade.

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? (Mateus 16:26)


segunda-feira, 29 de março de 2010

A PACIÊNCIA NOS AJUDA ATINGIR NOSSOS OBJETIVOS

Conta uma lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência.

O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.


Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. O mestre perguntou: Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.


O mesmo vale p/ a inveja, a raiva e os insultos. Quando não aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior depende exclusivamente de você.

As pessoas não podem lhe tirar a calma.....a não ser que você permita!!!!!!

O que a Bíblia nos ensina a respeito da paciência ?

Paciência, aspectos positivos

Em um mundo em que a grande maioria se prostra diante do altar da gratificação instantânea, a paciência parece ser uma virtude à beira de extinção.
Temos restaurantes "fast-food", porque não queremos esperar que nossa comida seja cozida. Nas nossas casas, fornos de microondas nos apresentam refeições prontas em minutos, até mesmo segundos.
Quando não podemos encontrar nossos contatos de negócios em seus escritórios, digitamos o número de seus telefones celulares, porque não queremos esperar até que respondam nossos recados. Ficarmos retidos no tráfego lento e pesado deixa nossos nervos em frangalhos e despertam nosso temperamento agressivo e impaciente, porque temos pressa, estamos impacientes para chegar, seja qual for nosso destino. Nos dias atuais, raramente alguém permanece na mesma empresa por mais de dois ou três anos.


Diferentemente das pessoas nas décadas passadas, que trabalhavam longa e fielmente em busca de uma eventual promoção, a maioria salta de um emprego para outro, para poder avançar na carreira, de acordo com suas próprias condições e no seu próprio ritmo.
Sim, paciência se tornou uma arte do passado, mas que talvez valha a pena resgatar. Assim como Roma não foi construída num só dia, vidas e carreiras realizadoras e de sucesso não podem ser forjadas por meio de ações acidentais, apressadas ou mesmo impulsivas enraizadas em nossa alma.
Por difícil que possa ser numa era em que o limite da atenção raramente ultrapassa uns poucos minutos (freqüentemente desaparecendo em poucos segundos), há algo para ser dito sobre a admoestação da Bíblia que diz: “Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência” (Salmos 37.7).
Você pode querer debater: “Ser paciente? Descansar? Você está brincando! Eu tenho que ir a diversos lugares, tenho coisas a fazer. Tanto por fazer e tão pouco tempo. Estou impaciente demais para praticar a paciência!” Se é isso que você está pensando, é compreensível.
Mas, por favor, por apenas uns momentos, considere alguns dos princípios que o livro de Provérbios tem a oferecer sobre este tema.

Paciência nos ajuda a atingirmos nossos objetivos.

Às vezes, a atitude do tipo “Eu preciso ter isso e preciso tê-lo imediatamente”, produz o efeito contrário, arruinando oportunidades de se atingir a meta desejada. Mas sendo paciente, adotando uma visão de longo prazo, podemos reunir poderes de persuasão para ver importantes decisões mudarem, e até mesmo construírem os suportes para os resultados desejados. “Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos” (Provérbios 25.15).


Paciência subjuga a ira improdutiva.

Quando as coisas não vão do modo como gostaríamos é fácil nos irarmos e reagirmos motivados pela frustração, deixando vir a tona tudo aquilo que tem encarcerado nossa alma a muito tempo.
Contudo, permanecendo calmos e sob controle, podemos evitar causar danos desnecessários em relacionamentos, ou em nossas causas preferidas.
Se formos pacientes, poderemos ver as circunstâncias mudarem drasticamente e obtermos resultados muito melhores do que aqueles que esperávamos. “Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade” (Provérbios 16.32).


Paciência extingue o fogo da disputa.

Quando alguém chega até nós com raiva, isto geralmente dispara dentro de nós o gatilho instintivo de “lutar ou fugir”. Tentar vencer a raiva com mais raiva é o mesmo que tentar apagar fogo com fogo. É muito melhor, e geralmente mais eficaz responder a uma confrontação irada com paciência, cuidadosamente ouvindo o problema que está sendo expresso e buscando uma resolução de maneira calma e racional.
Do contrário, um pequeno aborrecimento pode rapidamente se transformar numa guerra total. “O homem irritável provoca a dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão” (Provérbios 15.18).
Mas cuidado! Não ore pedindo paciência, porque o melhor e mais eficiente meio de se adquirir paciência é descobrir-se sendo forçado a lidar com situações em que não se tem outra alternativa, se não ser paciente!

sábado, 27 de março de 2010

BUSQUEMOS NO SENHOR SER: ESTÁVEIS, FIRMES E INABALÁVEIS

Sabemos que a vida humana é marcada pela inconstância do coração. Há dias em que somos tomados pela esperança e outros pela melancolia.

Há dias de encorajamento e dias de inquietante desmotivação. Há dias de paz e dias de angústia. Dias de alegria e dias de amargura. Dias bons e dias maus.

Perante esta inconstância da vida somos confrontados com um Deus totalmente estável, firme e inabalável. A Bíblia nos apresenta o sol do meio dia, as grandes montanhas de Sião, o forte cedro do Líbano e as altas muralhas de Jerusalém.

O escritor cristão C.S.Lewis nos lembra que o Senhor não se abala, e esta é a fundamentação da certeza de que seremos salvos.

Davi é um exemplo de inconstância humana como talvez nenhum outro personagem na Palavra de Deus. Foi guerreiro implacável e na força de Deus derrotou o gigante filisteu. Por outro lado adulterou com Bate-Seba e traiu Urias, um dos seus leais soldados. Reconstruiu Jerusalém que passou a ser chamada cidade de Davi. Mas magoou seus filhos e foi um desastre como pai.

Era temente ao Senhor e foi chamado homem segundo o coração de Deus. Entretanto, em sua família houve incesto, assassinato, mentiras e traição. Talvez um dos momentos de maior melancolia e desespero em sua história tenha acontecido quando, voltando exausto de uma batalha, encontra Zicagle, a cidade onde habitava, saqueada e destruída.

Todas as mulheres e crianças levadas cativas. Seus homens, amargurados, falam em apedrejá-lo. E ali se encontra Davi, caído, sem consolo e sem esperança. Mas algo inesperado acontece que é descrito em uma frase arrebatadora: “ E Davi se reanimou no Senhor seu Deus”.

Esta frase, encontrada em (I Samuel 30:6), revela-nos uma das mais poderosas obras de Deus na vida de seus filhos. Levantar-nos quando tudo parece perdido. Abrir o caminho quando não sabemos para onde ir. Fazer romper o sol quando estamos presos na neblina da vida.

Dar-nos perseverança quando a vontade é parar. Quantas vezes o Senhor traz a nossa mente e coração este verso, reanimando-nos para dar um passo mais. O mais interessante é que este reanimar vem absolutamente do Senhor pois não havia ali elementos de esperança. Caiu destruído, levantou reanimado. Devemos orar para que Deus nos reanime a cada dia em nossas emoções, tornando-nos pessoas estáveis, firmes e inabaláveis.

Vejamos aqui dois exemplos de maior ação das emoções instáveis, onde há falta firmeza e abalos constantes:

Casamento: O hedonismo (do grego hedonê, que significa prazer) é talvez o maior elemento da nossa atualidade que contribui para a inconstância conjugal. Ele nos ensina que nós nascemos para nós mesmos, não para Deus, não para o outro. Não para a esposa ou para o marido. E assim, quando eu me torno o centro inquestionável de minha relação com aquele que está ao meu lado, esta relação só durará enquanto eu estiver feliz e auto-realizado. Não durará muito nem suportará o dia mal.

Emoções: A ansiedade humana é um dos aspectos mais corrosivos da alma. Conhecemos inúmeros irmãos e irmãs que tomados pela ansiedade crônica que não passa, pela insatisfação constante do coração, tornaram-se secos, perderam a brandura e não sorriem mais. Vivem sempre na esperança que amanhã seja melhor, menos triste. Que algo novo aconteça. A ansiedade crônica tem ceifado vidas, ministérios e a felicidade.


CONCLUSÃO:

Se olharmos para Davi naquele dia, ele estava acabado. Sem família, sem cidade, sem liderança, sem a lealdade de seus amigos, sem futuro. Mas a reação de Davi indicou uma atitude necessária para cada um de nós: obediência ao encorajamento de Deus.

Ele se levantou! Davi se reanimou em Deus. Levantou-se e perseguiu os amalequitas, com alguns de seus homens. Tomou de volta as mulheres e as crianças, e o despojo. Reconstruiu a cidade e habitou nela. Recuperou o respeito de seus homens com o brilho de quem um dia iria reinar sobre todo Israel. E serviu a Deus. Pois se levantou quando Deus disse: levanta-te!

Levante-se você também, Jesus te encoraja a vencer e buscar equilíbrio todos os dias !!! Se você já conhece ao Senhor estabilize-se e fique firme com Ele, se você ainda não o conhece, busque-o de todo o seu coração, Ele é um perfeito cavalheiro, baterá a sua porta e se você permitir entrará e fará morada.

Deus abençoe !!!


quinta-feira, 25 de março de 2010

CIÚMES: ENTRISTECE A FACE DE DEUS E DILACERA A ALMA

..Idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, CIÚMES, iras, discórdias, dissensões, facções..." (Gálatas 5:20) CIÚMES !Olha que interessante essa palavra.

No grego o vocábulo "zelos" , que pode ser encontrada traduzida por "emulações" ou contendas", porém, tem um sentido, digamos, positivo que é "zelo" ou "ardor". O que muitos, que aceitaram a Jesus, desconhecem é que o Espírito Santo anseia por nós com ciúmes - (Tiago 4:5).


Por desconhecerem a profundidade de tal verdade, vivem uma vida muitas vezes de amores com as coisas mundanas. Isso para Deus é adultério, então Ele afirma que a amizade do mundo é inimizade com Deus - (Tiago 4:4). Existem outros tipos de ciúmes. Digamos um desejo intenso pela vantagem pessoal, tendo em vista a degradação das realizações e qualidade dos outros.O ciúme invariavelmente se manifesta na, ou através da, inveja.

Será muito difícil vê-los separados. Naturalmente a inveja é uma forma maligna de egoísmo, e, na maioria das vezes, deseja-se o mal ao próximo. A equação é simples: Se eu sinto ciúmes por algo que não posso ter, alimento a inveja que passa a desejar que o possuidor perca o que possui.

Lembra-se daquelas duas mulheres que disputavam uma criança, que se apresentaram diante de Salomão ? A que não era mãe verdadeira disse: "Nem meu, nem teu, seja dividido" (I Reis 3:26). Ficou claro que o ciúme e a inveja tinham tomado conta daquela mulher para agir de tal maneira.Outro exemplo bem claro na Palavra é a parábola do filho pródigo. O irmão teve ciúmes e isso foi o início de suas dificuldades. (Lucas 15:25-30).
E o ciúme de um cônjuge?

É estranho que o ciúme geralmente venha acompanhar um intenso amor entre as pessoas. Já observou que ele cega tanto as pessoas, que, às vezes, tal pessoa toma a atitude de matar, eliminar, banir definitivamente uma vida, ao invés de ter controle sobre tal sentimento ?

Alguém já disse que o ciúme é o mau cheiro do amor. Será mesmo ?
Olhe só o termo no hebraico é "qinah" e aparece por 41 vezes no Velho Testamento. Mas o que há de curioso ou que nos chama a atenção?

É curioso a Palavra chamá-lo de "espírito de ciúmes" - (Números 5:14). Ora, se a Palavra diz que é um espírito, devemos evitá-lo e também, evitar a ação dele sobre nossas vidas...Eu creio que fica evidente a ação de um espírito maligno, agindo diretamente sobre pessoas que deixam se enredar por esse ciúme negativo que mistura amor com egoísmo.

Se fossemos listar, teríamos "n" casos para relatar, onde A sentiu ciúmes de B e acabou destruindo um relacionamento, uma família, e até mesmo heranças. Rapidamente o que era amor, é infecionado pelo ciúme e imediatamente se transforma em ódio.

Quero colocar um parágrafo aqui que o irmão em Cristo, Takayoshi, escreveu sobre o ciúme no relacionamento conjugal :

"O ciúme de que trata a Bíblia é oriunda do sentimento de propriedade. Propriedade no sentido de ser próprio, ser parte de um todo de forma indivisível. Tal e qual nossos braços ou mãos são nossa propriedade, e jamais poderíamos dispor deles. Jamais poderíamos dá-los ou emprestá-los a outrem. Compreende o que quero dizer?

O segundo tipo é oriundo da arrogância ou da insegurança. Da arrogância quando um dos cônjuges trata o outro como uma coisa preciosa, como uma propriedade qualquer cujo egoísmo não deixa ser vista ou tocada por outrem. As pessoas a quem amamos (ou pelo menos pensamos que amamos) não nos pertencem. Muito pelo contrário. Nós é que pertencemos às pessoas que amamos. Somos capazes de deixar a pessoa a quem amamos ser feliz, ...mesmo que seja ao lado de outro alguém ?".

É claro que um relacionamento baseado na Palavra, onde ambos os cônjuges assumiram seus compromissos segundo a vontade de Deus, dificilmente sofrerão agruras assim.
Finalizando, podemos dizer que o ciúme e a inveja se manifestam no ser humano, pois este é, ou pode ser essencialmente egocêntrico.

Amar consiste em deixar de lado o egocentrismo e a dureza de coração. O apóstolo Paulo escreveu à igreja de Corinto, que o amor NÃO arde em ciúmes e nem ultrapassa seus legítimos direitos.Por que dar espaço para ação desse espírito de ciúme ?

Vamos dar espaço ao amor, que tem origem divina, pois Deus É amor, e portanto, É um antídoto para todo sentimento humano e negativo que possa querer permear o coração humano.Tire a dureza de coração, de qualquer coração e verá que não haverá limites para amar, perdoar, restaurar e viver em liberdade...liberdade que só Deus pode dar...porque Ele É amor...

CONCLUSÃO

Você é o responsável por sua felicidade. A vida é maravilhosa e você pode mudar em si mesmo o que é negativo e o que o atrapalha a crescer e a viver bem. Você pode deixar de pensar que as pessoas não o amam, não o admiram. Você pode afastar os pensamentos de menosprezo para consigo mesmo.

Você pode valorizar seu trabalho, seu estudo, sua família, sua escola, seu mundo e você. Se você pode fazer isso com a sua vida, porque, então, permitir que a sementinha do ciúme, que é gerado pela insegurança habite dentro de você? E como nasce o ciúme?

Uma maneira é quando você descobre que é amado por alguém e fica com medo de que não seja bom o suficiente para aquela pessoa. Começa, então, a encontrar defeitos em si e ao mesmo tempo quer, de todas as maneiras, segurar aquela pessoa para você, como se isso fosse possível. Você não é dono de ninguém e nem de nada.

Você compartilha as pessoas, usa as coisas e nada mais. Querer ter outro sentimento é querer se enganar. Você pode sim, se preocupar com quem ama. Pode, sim, querer que o respeitem por aquilo que “possui”, mas ir, além disso, é sofrer em vão.

Algumas pessoas imaginam que o ciúme dá um toque especial ao amor. Em pequenas doses é até salutar para a relação amorosa, familiar, de amigos, mas quando é o lado egoísta que entra em cena, atrapalhando a sua vida e impedindo-o de ser feliz, o melhor é procurar controlar-se e principalmente GOSTAR DE SI MESMO.

Quem se ama, respeita-se e se faz respeitar. Cuidar do seu amor é imprescindível. Tratá-lo com carinho é excelente, mas sufocá-lo JAMAIS. Quem ama verdadeiramente deve incentivar o outro a crescer, porque o amor é força. Quem prende, achando que assim o outro gostará mais, está perdendo seu tempo e seu amor e o que é pior, afastando-o e, talvez, matando-o.

Se você quer controlar seu ciúme, observe alguns pontos: manter sempre o diálogo; não se magoar por pouca coisa; não exigir do outro aquilo que é impossível ao outro cumprir;. Cada pessoa e cada sentimento deve ser um complemento para a sua felicidade e não motivo de dramaticidade e desespero. Fazer de uma única pessoa o motivo para se viver é não ser cristão e não ter amor a si mesmo.

O ciúme é o reflexo da insegurança, da falta de diálogo, do egoísmo. Para combatê-los confie em si mesmo, converse com seu amor e doe-se, errando se não for possível acertar, mas buscando sempre o melhor, o acerto, o equilíbrio.

Jesus está pronto e te libertar e trazer de volta tua confiança, liberdade e felicidade. Entregue totalmente suas dúvidas e receios nas mãos do Senhor.

terça-feira, 23 de março de 2010

A ARTE DA AUTENTICIDADE

Em nossos estudos e buscas para entendermos de facto o significado verdadeiro e profundo da origem da autenticidade do caráter humano, não encontramos maior, melhor e reflexiva definição a respeito do assunto em epígrafe, abordada pelo autor Augusto Cury em "O Mestre da Sensibilidade" (Exposto p/:Carvalhos de Justiça).

Cristo, durante a sua vida, mostrou possuir um poder fora do comum. Suas palavras deixavam extasiadas as multidões e atônitos os seus opositores. Ao se pronunciar aos seus três discípulos no jardim do Getsêmani, revelou-lhes uma face que eles nunca pensaram ver, a face da sua fragilidade. Todos nós possuímos comportamentos contraditórios. Temos uma necessidade paranóica de que as pessoas conheçam os nossos sucessos e nos aplaudam, mas ocultamos nossas misérias, não gostamos de mostrar nossas fragilidades.

O mestre teve a coragem de confessar aos seus três amigos íntimos aquilo que ele guardava dentro de si. Disse com todas as letras: “Minha alma está triste até à morte" (Mateus 26:38).

Como pode alguém tão forte, que curou leprosos, cegos e ressuscitou mortos, confessar que estava envolvido numa profunda angústia? Como pode alguém que não teve medo de ser vítima de apedrejamento dizer, agora, que sua alma estava profundamente triste, deprimida até à morte? Os discípulos, acostumados à fama e ao poder do mestre, ficaram extremamente abalados com a sua dor e fragilidade. Nunca esperavam que ele dissesse tais palavras. Jesus era para eles mais do que um super homem, alguém que tinha a natureza divina.

No conceito humano, Deus não sofre, não tem medo, não sente dor nem ansiedade e, muito menos, desespero. Deus está acima dos sentimentos que perturbam a humanidade.

Contudo, apareceu na Galiléia alguém que proclamou com todas as letras ser o próprio filho de Deus e afirmou que tanto ele como seu Pai têm emoções, ficam preocupados, amam cada ser humano em particular. O pensamento de Jesus revolucionou o pensamento dos judeus que adoravam um Deus inatingível.

Os discípulos também tiveram seus paradigmas religiosos rompidos. Não conseguiam entender que aquele que consideravam o filho de Deus estivesse revestido da natureza humana, que fosse um homem genuíno (autêntico). Os discípulos não tinham consciência de que o mestre seria condenado, ferido e crucificado, não como o filho de Deus, mas como o filho do homem. Todo o sofrimento que Cristo passou foi como homem, um homem como qualquer outro. Os açoites, os espinhos e os cravos da cruz penetraram num corpo físico humano. Ele sentiu as dores como qualquer ser humano sentiria se passasse pelos mesmos sofrimentos.

No Getsêmani, Jesus teve gestos inesperados. Como é possível que o portador de um poder jamais visto em toda a história da humanidade tenha a coragem de dizer que sua alma está profundamente triste? Como pode alguém que se colocou como Deus eterno e infinito precisar de amigos mortais e finitos para confessar sua dramática angústia? Que homem na história reuniu essas características diametralmente opostas em sua personalidade?

Os discípulos, fascinados com o poder de Cristo, jamais pensaram que ele sofreria ou precisaria de algo. Então, de repente, o mestre não apenas diz que está profundamente triste, mas que gostaria da companhia e da oração deles naquele momento. Jesus Cristo viveu na plenitude a arte da autenticidade. Os discípulos pasmos não entenderam nem suportaram a sua sinceridade. Jesus não escondia seus sentimentos mais íntimos, enquanto nós os represamos.

Somos impiedosos e autopunitivos com nós mesmos. É como se não pudéssemos falhar, manifestar fragilidade, errar. Alguns nunca expõem seus sentimentos. Ninguém os conhece por dentro, nem mesmo o cônjuge, os filhos ou os amigos mais íntimos. São um poço de mistério, apesar de terem necessidade de dividir suas emoções.

O Mestre dos Mestres da escola da vida deixou-nos o modelo vivo de uma pessoa emocionalmente saudável. Ele se entristeceu ao máximo e não teve medo nem vergonha de confessar abertamente suas emoções aos seus amigos. Estes registraram em papiros essa característica de sua personalidade e a expuseram ao mundo.

Até hoje, a maioria das pessoas não entende que tal procedimento é característico de uma pessoa cativante. Só os fortes conseguem admitir suas fragilidades. Aqueles que fazem questão de se mostrar fortes por fora são de fato frágeis, pois se escondem atrás de suas defesas, de seus gestos agressivos, de sua auto-suficiência, de sua incapacidade de reconhecer erros e dificuldades.

O mestre era poderoso, mas sabia se fazer pequeno e acessível. Posicionava-se como imortal e parecia inabalável, mas, ao mesmo tempo, gostava de ter poucos amigos e de dividir com eles seus sentimentos mais ocultos. Muitos querem ser “deuses” ou se comportar como “anjos”, mas Jesus amava os gestos mais simples.

Muitas pessoas, incluindo cristãos, não têm uma vida intelectual e emocional saudável. Sofrem intensamente, mas não admitem seus sofrimentos ou não conseguem ter amigos com quem possam dividir seus conflitos. Alguns gostariam de compartilhá-los, mas não encontram alguém que os ouça sem preconceitos e sem prejulgamentos. Outros podem cometer suicídio simplesmente por não terem um amigo com quem desabafar suas dores. As pessoas que não possuem amigos íntimos, capazes de gostar delas pelo que são e não pelo que têm deixam de viver uma das mais ricas experiências existenciais.

Vivemos ilhados na sociedade. Infelizmente, muitos só têm coragem de falar de si mesmos quando estão diante de um terapeuta. Creio que menos de um por cento das pessoas têm vínculos profundos com seus amigos. A maioria daqueles que chamamos de amigos mal conhece a sala de visitas de nossas vidas, muito menos nossas áreas mais íntimas.

A grande maioria dos casais não constrói uma relação de companheirismo e amizade em seus casamentos. Marido e esposa, apesar de dormirem na mesma cama e respirarem o mesmo ar, são dois estranhos que pensam que se conhecem bem. Pais e filhos repetem a mesma história, constituindo com freqüência grupos absolutamente estranhos.

Precisamos aprender a penetrar no mundo das pessoas. A arte de ouvir deveria fazer parte de nossa rotina de vida. Todavia, pouco a desenvolvemos. Somos ótimos para julgar e apontar com o dedo a falha dos outros, mas péssimos para ouvi-los e acolhê-los. Para desenvolver a arte de ouvir é preciso ter sensibilidade, é preciso perceber aquilo que as palavras não dizem, é preciso escutar o silêncio.

O Mestre de Nazaré sabia tanto ouvir como falar de si mesmo. Ao expor a sua dor, estava treinando seus discípulos a serem abertos e autênticos uns com os outros, a dividirem suas angústias, a aprenderem a arte de acolher as palavras alheias. Por amar aqueles jovens galileus, ele não se importou em usar a própria dor como instrumento pedagógico para conduzi-los a se interiorizar e construir uma vida saudável e sem representações.

Após análise profunda, vejamos alguns mecanismos de defesa, contrários a autenticidade:

AS MÁSCARAS:

Um mecanismo de defesa do Ego. Constitui-se de emoções e tendências comportamentais que se manifestam em nós automaticamente, ao percebermos, de forma consciente ou não, uma ameaça psíquica e buscamos proteção dessa realidade “ameaçadora”.

TIPOS DE MÁSCARAS:

Consciente (Máscara Social - Externa)

Inconsciente (Máscara Interna)

PORQUE USAMOS MÁSCARAS ?

Todos nós passamos por situações, para nós, consideradas constrangedoras, sejam internas ou externas e por não sabermos lidar com essas situações e por desconhecer a origem dos constrangimentos, quase sempre acionamos mecanismos de defesa do ego.

As máscaras funcionam como “molas” que amenizam os golpes psicológicos que sofremos na alma. Por isso, não devem ser vistas simplesmente como sinônimos de patologia emocional, porquanto seu uso instintivo será considerado adequado ou não, desde que sejam utilizados durante o “tempo necessário” para equilibrar ou recompor a saúde integral.
CONCLUSÃO:

Busquemos de Deus sabedoria para aprender a sermos nós mesmos, aprender a conviver pacificamente com nossos conflitos e aprender a dividir nossas angústias.

Abandonemos o “verniz social” que nos impusemos no transcorrer da vida, substituindo-o pela autenticidade de nós mesmos. Sejamos pois autênticos. Descubramos nossas reais potencialidades interiores, que herdamos de nosso Criador.

Desenvolvendo nossas potencialidades, agiremos com maior naturalidade e, conseqüentemente, estaremos em paz conosco e com o mundo.

Devemos reconhecer que o primeiro passo para a renovação das atitudes é deixarmos de olhar o mundo através de uma máscara, e nos ligarmos à amplitude do centro que é Deus. (Mateus 5:37)