terça-feira, 8 de abril de 2014

VULTOS DE SI MESMO!



“E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam”- Marcos 8:24.
 

No versículo anterior diz:” E chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse. E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa” ( v.22-23).


Ora, este homem era cego, mas, agora nem era cego e nem via perfeitamente, pois, via os homens andando como árvores... (pois os vejo como árvores que andam).


É possível encontrar pessoas que estejam em condições semelhantes. É possível que corações estejam carregados de inquietações e desta forma não tenham uma visão clara como deveriam ter. Também e possível que muitos não se vejam a si próprios como pessoas que possuem qualidades e potenciais. 

Há pessoas que elas mesmas iniciam um processo de depreciação sobre si mesmas de maneira que sua conduta ou o que pensam coloca por terra o cristianismo que as vezes alegam conhecer. É preciso ter cautela!


João em Apocalipse já nos advertiu que haveria um tempo em que pessoas não seriam nem quente e nem frias, tamanha a letargia presente no mundo e nas próprias pessoas.

Como estamos nos vendo? Qual a visão que temos de nós diante daquilo que alegamos crer? Qual a visão que temos do Evangelho do Reino? E de Cristo em nosso viver?


O ver apenas “vultos” da vida ou sobre si mesmo é uma condição alarmante e depressiva.

Agora, Jesus possui o remédio para tratar esse mal. Se naquele tempo Ele “cuspiu” nos olhos daquele cego e o curou tirando-o daquelas duas condições – de totalmente cego e depois de ver pessoas como árvores -, agora Ele dispõe de um suprimento de colírio celestial que se encontra gratuitamente a disposição de todo o que assim desejar: 

“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas”. – (Apocalipse 3:18).


Dá parte do Senhor ninguém vem a este mundo por acaso!




 Por Vilson Ferro Martins




terça-feira, 1 de abril de 2014

O DIA DA MENTIRA E A VIDA DE MENTIRA


O dia 1º de abril é marcado como sendo o dia da mentira. Não se sabe ao certo quando se deu o início dessa “comemoração” mas hipóteses têm sido levantadas. 

Alguns acreditam que a origem está ligada com a adoção do calendário cristão, no século XVI, que mudou o primeiro dia do ano para 1° de janeiro e não mais 1° de abril, como era até então. Outros explicam o dia da mentira através da mitologia nórdica, a qual consagrava o dia 1° de abril a Loki, o deus das trapaças.  

Loki (também conhecido como Loke ou possivelmente Lothur) é um deus ou um gigante da mitologia nórdica. Deus do fogo, da trapaça e da travessura (“esse pseudo deus nos é muito familiar” não é mesmo....), também está ligado à magia e pode assumir a forma que quiser. Ele não pertence aos Aesir, embora viva com eles. É frequentemente considerado um símbolo da maldade, traiçoeiro, de pouca confiança; e, embora suas artimanhas geralmente causem problemas a curto prazo aos deuses, estes frequentemente se beneficiam, no fim, das travessuras de Loki. Ele está entre as figuras mais complexas da mitologia nórdica.

Ele possui um grande senso de estratégia e usa suas habilidades para seus interesses, envolvendo intriga e mentiras complexas. Sendo um misto de deus e gigante, sua relação com os outros deuses é conturbada.Segundo as lendas nórdicas ele iria liderar um exército no Ragnarok. Entretanto, ele é respeitado por Thor. Ele também ajuda Thor a recuperar seu martelo Mjölnir, roubado pelos gigantes, obtém alguns dos artefatos mais preciosos dos deuses - como a própria Mjölnir, a lança de Odin, Gungnir, os cabelos de ouro de Sif e o navio mágico de Freyr, Skidbladnir.

As referências a Loki estão no Edda em verso, compilado no século XIII a partir de fontes tradicionais, no Edda em prosa e no Heimskringla, escrito no século XIII por Snorri Sturluson. Ele também aparece nos Poemas rúnicos, a poesia dos escaldos, e no folclore escandinavo. Há teorias que conectam o personagem com o ar ou o fogo, e que ele pode ser a mesma figura do deus Lóðurr, um dos irmãos de Odin. O compositor Richard Wagner apresentou o personagem com o nome germânico Loge em sua tetralogia de óperas Der Ring des Nibelungen. Entretanto, essa variação do nome na realidade diz respeito a outro personagem nórdico, o gigante de fogo Logi, o que reforça sua relação com o fogo.

Já no Brasil, a primeira referência histórica a essa data remonta ao tempo do império, mais particularmente em 1848.  No dia 1° de abril daquele ano, na cidade pernambucana de Olinda, teria sido publicado um jornal intitulado “A Mentira”, cuja matéria de capa anunciava a morte de Dom Pedro. Essa manchete, é claro, foi desmentida no dia seguinte.

A data é lembrada no mundo todo e até mesmo meios de comunicação de respeito e prestígio aproveitam o dia para noticiar mentiras como uma maneira de brincar com o público.

Alguns, entretanto, apregoam a prática da mentira não somente como zombaria, mas também como sendo uma opção filosófica. Um exemplo é a atual adoção do relativismo e a consequente desqualificação dos valores absolutos. Guiados por esse pensamento, há aqueles que defendem a mentira como sendo a opção pelo mal menor, ou seja, se a verdade trará consigo implicações desastrosas, a mentira pode ser justificada.

 A raiz disso é muito antiga, pois no século XIII, Tomás de Aquino já classificava a mentira em três categorias: jocosa, perniciosa e benevolente; em termos atuais seria como dizer que existe “mentira”, “mentirinha” e “mentirona”. Por esse prisma, as “mentirinhas” podem, então, ser facilmente toleradas ou até adotadas como prática usual. Os americanos têm até uma expressão para isso; eles as chamam de “mentiras brancas”.

Quer brincando, quer falando sério, a prática da mentira é quase tão antiga quanto a própria existência humana.  O “quase” é porque Deus não criou um ser mentiroso e sim santo e destinado a verdade, mas a mentira foi uma opção do ser humano ao se desviar do propósito de Deus para sua vida. Apartado do seu Criador, ele agora não consegue fazer uma distinção clara daquilo que é mal e por consequência, torna-se prisioneiro da mentira (Is 59.1-3). O rei Davi, ao descrever os homens que não conhecem a Deus chega ao ponto de dizer que eles “se deliciam com a mentira” (Sl 62.4).

O ser humano, em sua situação natural de ignorância pode ser personificado em Pilatos que ao interrogar Jesus perguntou: “Que é a verdade?” (Jo 18.38) Mal sabia ele que o Mestre já havia respondido essa pergunta antes, quando afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14.6) Através de sua morte e ressurreição, Jesus deu condições para que os olhos humanos fossem abertos a fim de enxergarem a verdade, afinal.

Ao ver a realidade dos seus próprios pecados e a liberdade que existe em Jesus, o ser humano pode imitar seu Senhor e passar a andar em uma vida nova (Rm 6.4). Agora, transformado em filho de Deus, ele deixa a mentira de lado e fala somente a verdade (Ef 4.26) tendo como motivação principal o amor (Ef 4.15).

Sob essa ótica, todos os dias humanos são como dias de mentira, mas com Cristo, todos os dias passam a ser dias de verdade, pois ele agora tem discernimento da verdade.

  
Fonte: Rev. Ms. Fernando de Almeida



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

VERDADEIRA ALEGRIA "SEM MÁSCARAS"



"Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e me levanto... Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos... para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também... Se eu digo: As trevas, com efeito me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras; as trevas e a luz são a mesma cousa" - Salmo 139. 

Ao iniciar o ano, muito em nosso país já se armam na maior expectativa em torno do carnaval. Nesse período do ano, pessoas surgem no anonimato das máscaras procurando gozar ao máximo o que a folia pode oferecer. Elas (pensam que) se livram das cordas da responsabilidade, da autodisciplina, do domínio próprio, das preocupações e se lançam num mergulho colossal numa vida de "máscaras", fazendo o que lhes dá na cabeça. Só que esses dias passam rapidamente. Como a ressaca segue-se a bebedeira, assim os que usam máscaras serão, certamente desmascarados pela própria vida que continua.


Existem UM, que independente da fantasia que alguém venha a usar, Ele não se deixa enganar. Alguém cujos olhos de fogo penetram para além das fronteiras das máscaras. São os olhos do Deus vivo e santo que veem todas as coisas. Eles nos seguem sempre e em todos os lugares!
E como não poderia ser diferente, também nesses dias de carnaval, os olhos de Deus continuarão atentos e observando. Mesmo que venham se utilizar a máscara das máscaras, mesmo que nenhuma pessoa consiga identificar, todavia Ele reconhecerá e diante dEle um dia todas as máscaras cairão de vez.

Se usarmos de sinceridade, vamos observar pessoas que comentam ter curtido ao máximo a folia, mas, não passam de corações vazios que se contentam com apenas alguns dias de intensa agitação; depois, se tornam pessoas mal-humoradas pela ressaca e cansaço, sentindo-se miseráveis. A vida voltou a ser monótona e vazia. Resta somente um gosto amargo de folia, pois, algo que se apresentou em vestes de alegria, se foi com vestes de luto deixando a esperança de alegria somente no próximo ano novamente. (Se é que isso acontecerá).

Bem-aventurado é a pessoa que já se livrou das máscaras. A alegria que vem de Deus, não dura apenas alguns dias, mas, nos acompanha para toda a vida, e mais, ela é completamente de graça.

Virá o dia em que todas as pessoas do mundo terão que comparecer ao juízo de Deus "para que ao nome de Jesus se dobre TODO joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e TODA língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai" – (Filipenses 2:10-11). Nesse grande dia, TODOS os que estiverem de máscaras serão revelados, portanto, se ainda não o fez, faça hoje mesmo - inicie hoje uma nova vida com Deus, uma vida que não precisarás se envergonhar na eternidade. Uma vida sem máscaras.

Muitos hoje se sentem em verdadeiros desertos e até reclamam muito por isso, todavia, estão, simplesmente colhendo quarenta anos de deserto, porque plantaram quatro dias de "máscaras". É necessário mudar em Deus essa situação o mais breve possível, e não continuar a plantar "máscaras" . Quem planta "máscara", colherá "desertos".

 Por Vilson Ferro Martins

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

PAZ E SOSSEGO

Então Gideão edificou ali um altar ao Senhor, e chamou-lhe: o Senhor é paz; e ainda até o dia de hoje está em Ofra dos abiezritas" Juízes 6:24.
YAHWEH-SHALON - Yahweh é paz ou Deus é paz e também podemos afirmar o Deus que manifesta a paz dentro de nosso ser!
Tomemos por exemplo a vida de Gideão. É bem possível que ele sequer suspeitasse que Deus um dia fosse lhe fazer uma visita pessoal e lhe daria instruções precisas acerca de seu povo e, lógico, de si mesmo e de sua família.
Quando Gideão recebe a missão em Ofra para libertar o povo de Israel do jugo dos midianitas, Deus se utilizou da força do Nome Yaweh-shalon para lhe garantir vitória e a certeza da paz que lhe acompanharia em todo o processo. (Juízes 6:24).
Quem eram os midianitas? Em resumo o inimigo!
Quem são os "midianitas" que querem nos tirar a paz? Não importa quem são ou quantos são. O importante é que o mesmo Deus que se apresentou a Gideão igualmente nos acode e nos garante a paz! Sabe por quê?
Porque significa que essa Paz é divina e possui natureza e caráter especiais. Não é a mesma paz que um trago, uma tragada ou uma cheirada ou uma noitada pode proporcionar.
Jesus É o "príncipe da Paz", portanto, Seu principado está cercado e sustentado pela Paz. Sua promessa não se trata de uma isenção de aflições, mas, de paz acima de qualquer uma delas.
Nunca fracassaremos em Cristo, pois, o Nome dEle é poderoso e o podemos usá-Lo em qualquer situação, sendo a Sua força a nossa força. Naquilo em que não podemos, Ele pode e sem Ele nada podemos realizar de fato.

Como Paulo certa vez mencionou... nosso exterior pode até transparecer que se corrompeu, todavia o nosso interior se mantém tranquilo e confiante. Externamente podemos até transparecer pesaroso, todavia em nosso interior pulsa o sentimento e a certeza de que: "Eu sei EM QUEM tenho crido...".

 Sim, podemos, pois como afirma Filipenses 1:6: "Ele começou boa obra em cada um de nós, e há de terminar" - portanto, o desígnio de Deus para cada um de Seus filhos está em "execução", cada dia nos transformando na imagem de Cristo.
A natureza da Paz que vem do alto, não somente nos traz eterno peso de glória, como também nos proporciona justificação, conforme lemos em Romanos 5:1. Por sua vez a justificação nos outorga a salvação, seguida de tranquilidade, confiança e bem-estar nos momentos difíceis. Aliás, difícil mesmo é crer e praticar verdades assim... mas, isso não é utopia... e sim a mais pura realidade...
Por mais que a superfície da alma esteja agitada e impelida por fortes ventos das situações adversas, e a existência esteja sendo sacolejada pelas tempestades que se levantam em nossa vida, todavia, bem lá no fundinho de nossa alma, a Paz continuará que vem dEle reinando...
 “Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantaram a sua cabeça; e sossegou a terra quarenta anos nos dias de Gideão”. (Juízes 8:28).
 
por Vilson Ferro Martins - www.vozdotrono.com.br
 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

VOCÊ ESTA PASSANDO POR UM DESERTO ?

Texto: Êxodo. 3. 1-11
Introdução.

Todos nós atravessamos algum tipo de deserto na vida.

Deserto existencial; Deserto emocional; deserto financeiro; deserto sentimental; deserto conjugal.

Moisés foi um dos homens usados por Deus que experimentou desertos na sua vida.
Houve momentos em que esses desertos se materializaram numa adoção;
Houve momentos que esses desertos se incorporaram em forma de patriotismo; existencial; da culpa;Medo; rejeição;decepção ...

Qual é o seu deserto hoje?

Vamos aprender algumas coisas a respeito desses desertos que Deus nos proporciona para nos educar nEle e para a vida.

1. Saibas que: A maior parte da nossa vida vai ser gasta sem nada acontecer. 1

João BATISTA – Não experimentou nenhum milagre, mas mesmo assim, foi considerado pelo próprio mestre Jesus, o maior homem deste planeta.
Nos desertos da vida aprenda a ser fiel a Deus. Tenha o cuidado com a vontade de sair do deserto sem que ainda não seja o tempo.

Moisés – passou 40 anos cuidando de ovelhas do seu sogro Jetro. Somente saiu de lá quando Deus falou nitidamente e sem que ele estivesse demasiadamente ansioso, mas estava quieto sem perder a confiança pois algo Deus estava ensinando a ele e chegou o momento que ele havia aprendido um ouco a lição.

Simão – Passou a vida inteira esperando ver o salvador de Israel.

Paulo – Nos seus 35 cristão, passou 17 no deserto sendo rejeitado pelos mesmos. Só degustou de 22 no mistério e passou por grandes desertos até a morte.

2. A grandeza de uma pessoa está na capacidade de conviver com os desertos e vales da vida. 3,4

Jesus começou seu ministério, depois de 30 anos de espera e depois do batismo ainda levou 40 dias no deserto; esperou 3 anos para completar o que queria.

Passar pelos períodos longos com fé e integridade isso é que faz a grande diferença.
Todos os homens de Deus souberam conviver com as crises nesses períodos de deserto.
Deus passou mais tempo polindo Paulo do que o usando na obra( 3 anos rejeitado pelos cristãos; mais de 10 anos no anonimato; 4 anos preso.)

3. Nos desertos, nós aprendemos a trabalhar em áreas que jamais estaríamos dispostos a ser trabalhados.

A arrogância; a prepotência; a ambição desenfreada, tudo isso é desfeito por Deus nos desertos da vida.

O príncipe Moisés sai de cena e agora está no deserto e depois um fugitivo e depois um peregrino.

O apóstolo Paulo, de um grande arrogante prepotente fariseu, zeloso, religioso, para depois se tornar um perseguido, humilhado, prisioneiro de Cristo Jesus e que trazia as marcas do seu Deus.

Quem se diz, servo de Deus, não pode se queixar de ser tratado como tal.
Quem esta com Cristo está não somente nas glórias mas também na cruz, beber o cálice de vinho tinto de sangue.
Não sentir só o assedio e a admiração mas também a perseguição e desprezo.

4. O deserto nos lembra as bênçãos de Deus.

No deserto valorizamos até as pequenas coisas que o Senhor faz por nós.
Você é um puro exemplo disso: Você é um milagre de Deus, basta apenas uma celula dá errado e gera um tumor.

Basta uma veia do seu cérebro estourar e um derrame ocorrer.
Por isso é bom que sejamos pessoas que se valorizam e reconhece a bondade de Deus em tudo.

5. Nos desertos da vida, somos chamados a não perder a visão da nossa caminhada. 7-10

Na rotina da vida corre-se o risco de perder o foco.

Abraão e Sara é exemplo disso. Agente quer apressar Deus e dá tudo errado.

O homem do tanque de Betesda é o exemplo de quem sabe esperar e saber que um dia as coisas podem mudar para melhor.

Que possamos esperar de Deus o refrigero e a cura em meio aos desertos da vida, e com certeza sairemos para cumprirmos a vontade Soberana do Senhor.

Pr. Santos