quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

AS FRAQUEZAS E VIRTUDES DE PEDRO

Antes de Pedro tornar-se um apóstolo cheio do Espírito Santo, um pregador ungido e um líder eficaz, revelou sua fraqueza e chegou ao ponto de negar a Jesus. Pedro caiu, suas lágrimas foram amargas, mas sua restauração foi completa. A queda de Pedro passou por alguns estágios. A seguir, mostraremos os 4 degraus de sua queda.

1. Autoconfiança (Lc 22.33)

Quando Jesus alertou Pedro acerca do plano de Satanás de peneirá-lo como trigo, Pedro respondeu que estava pronto a ir com Ele tanto para a prisão como para a morte. Pedro subestimou a ação do inimigo e superestimou a si mesmo. Ele pôs exagerada confiança no seu próprio “eu”, e aí começou sua derrocada espiritual. Este foi o primeiro degrau de sua queda.

Estamos vivendo o apogeu da psicologia de autoajuda. As livrarias estão abarrotadas de obras que nos ensinam a confiar em nós mesmos. O cristianismo diz exatamente o contrário. Somos fracos e limitados. Não podemos andar escorados no bordão da autoconfiança. Precisamos mais da ajuda do alto do que a autoajuda.

2. Indolência (Lc 22.45)

O mesmo Pedro que prometeu fidelidade a Cristo e a disposição de ir com ele para a prisão e a morte, agora está cativo do sono no jardim do Getsemani no auge da batalha. Faltou-lhe a percepção da gravidade do momento. Faltou-lhe vigilância espiritual. Estava entregue ao sono em vez de guerrear com Cristo contra as hostes do mal. A fraqueza espiritual de Pedro fê-lo dormir e, ao dormir, fracassou no teste da vigilância espiritual.

As palavras de Pedro eram de confiança, mas suas atitudes, trôpegas. Promessas desprovidas de poder evaporam na hora da crise. O sono substituiu a autoconfiança. O fracasso se estabeleceu no palco da arrogância.

3. Precipitação (Lc 22.50)

Quando os soldados romanos, liderados por Judas Iscariotes e pelos principais sacerdotes, prenderam a Jesus, Pedro sacou sua espada e cortou a orelha do sumo sacerdote. Sua valentia era carnal. Porque dormiu e não orou, entrou na batalha errada, com as armas erradas e a motivação errada. Pedro deu mais um passo na direção da queda. Ele deslizou mais um degrau rumo ao chão. Nossa luta não é contra carne e sangue. Precisamos lutar não com armas carnais, mas sim com armas espirituais.

Precisamos entrar nessa guerra com os olhos no céu e os joelhos no chão. Precisamos despojar-nos da autoconfiança para recebermos o socorro que vem do alto.

4. Seguia a Jesus de longe (Lc 22.54)

Depois que Cristo foi levado para a casa do sumo sacerdote, Pedro mergulhou nas sombras da noite e seguia a Jesus de longe. Sua coragem desvaneceu. Sua valentia tornou-se covardia. Seu compromisso de ir com Jesus para a prisão e a morte foi quebrado. Sua fidelidade incondicional ao Filho de Deus começou a enfraquecer. Não queria perder Jesus de vista, mas também não estava disposto a assumir os riscos de sua ligação com Ele.

Mas haviam também virtudes em Pedro, sendo elas:

1 – Um líder firme e decidido – Quantas vezes perdemos oportunidades por não tomarmos iniciativas, por não tomarmos decisões certas e por não sermos mais firmes e decididos. Ex: quando Jesus o convida a vir sobre as águas.

2 – Reconhece o Senhorio de Jesus – Nós precisamos diariamente reconhecer a importância e o poder de Jesus e declarar isso a Ele em uma confissão de amor e gratidão. Muitos tinham deixado de seguir a Jesus, então Ele pergunta aos seus discípulos se também queriam abandoná-lo. Pedro responde: “Para quem iremos nós? Só tu tens a palavra da vida eterna” (Jo 6.68).

Em outra ocasião Pedro reconhece o seu poder e declara a Jesus: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16. 16).Em outra ocasião ele confessa da onisciência de Jesus: “Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabe que eu te amo” (Jo 21.17).

3 – Demonstra fraqueza humana – Mesmo tão perto de Jesus, Pedro mostrava as suas fraquezas.


CONCLUSÃO

Pedro não era nem melhor do que nós. Era um homem com fraquezas e com virtudes, mas, acima de tudo, foi um homem que encontrou o seu caminho de volta para Deus, que viveu sua humanidade, mas que se comprometeu com sua fé até a morte.

Somos pessoas como Pedro que cometemos erros, temos medo, sono, muitas vezes negamos Jesus ou o seguimos de longe, mas não podemos permanecer acomodados em nossos erros e fraquezas. Pedro confessou a Deus os seus pecados, arrependeu-se e deixa de exemplo sua confissão: “Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que eu te amo.” (Jo 21.17).


A partir daí, seu ministério foi restaurado. Podemos ver seus feitos em Atos dos Apóstolos 1; 2; 5; 10.

P/ Pr Marcelo Oliveira

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

JESUS E OS SEGREDOS DO CONTROLE DO ESTRESSE

Você se sente como se sua vida e sua agenda estivessem fora do controle? Você não pode eliminar o estresse mais pode controlá-lo. Não é o quanto de estresse você suporta, mas sim como você lida com ele que faz a diferença.
Jesus Cristo experimentou estresse e pressões tremendas, com tudo, eles não perturbaram sua paz interior. Apesar das oposições, exigências constantes e escassa privacidade, sua vida refletia uma calma sensação de equilíbrio. Qual era o seu segredo? Um exame mais profundo do seu estilo de vida revelam sete segredos “demolidores de estresse”.

1. Princípio da identificação - Saiba quem você é! (João 8:12) Dezoito vezes Jesus se defendeu publicamente. Não havia nenhuma dúvida em sua mente acerca de quem Ele era. Se você estiver inseguro quanto à sua identidade, vai permitir que outros o pressionem para que se enquadrem em seus moldes. Tentar passar por alguém que você não é, provoca estresse!

2. Dedicação - Saiba a quem você quer agradar ! (João 5:30) Você não pode agradar a todos. Nem mesmo Deus pode fazê-lo! No momento em que você fizer o “Grupo A” feliz, o “Grupo B” está aborrecido com você. Jesus jamais deixou que o medo da rejeição o manipulasse. Ninguém pode pressionar você sem sua permissão.

3. Organização - Estabeleça metas claras! (João 8:14) Jesus disse: “Eu sei de onde vim e para onde vou”. A preparação evita as pressões, ao passo que a procrastinação as gera. Você trabalha movido ou pela suas prioridades ou pelas pressões.

4. Concentração - Focalize apenas uma coisa de cada vez! (Lucas 4:42-44) Você não pode perseguir dois coelhos ao mesmo tempo! Jesus sabia como lidar com as interrupções, sem permitir que o distraíssem do Seu objetivo principal.

5. Delegação - Não tente fazer tudo pessoalmente! (Marcos 3:14) Ficamos tensos quando sentimos que tudo depende de nós. Jesus convocou 12 discípulos. Não permita que o perfeccionismo, ou o temor de que os outros possam fazer um trabalho melhor, o impeça de envolver outras pessoas na realização de uma tarefa.

6. Meditação - Crie o hábito de orar! (Marcos 1:35) Não importava o quão ocupado Jesus estivesse, Ele encontrava tempo para estar a sós para orar todos os dias. Um “Tempo de Quietude” diário é uma grande câmara de descompressão para o estresse. Use este tempo para conversar com Deus sobre suas pressões e problemas. Avalie suas prioridades e descubra as regras para uma vida bem sucedida através da leitura da Bíblia.

7. Relaxe - Separe tempo para curtir a vida! (Marcos 6:30-31) O equilíbrio é chave para o controle do estresse. O trabalho deve ser dosado com diversão e adoração.


p/: Witt Criswell

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O ORGULHO É UMA TRAGÉDIA

“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Provérbios 16.18)

Introdução:

O orgulho é uma tragédia, uma desgraça na vida de uma pessoa, em especial porque ele só encontra defeito nos outros. Está acoplado a impaciência e ao descontentamento. E assim o foco está em concentra-se em si mesmo e na auto-suficiência.


Quando vem o orgulho, chega a desgraça, mas a sabedoria está com os humildes.” (Pv11.2) A palavra orgulho vem do latim: “superbia” (daí supérfluo). Uma palavra similar em português é a presunção.

o sentimento que mais provoca dor em nossa vida, sabe por que:porque o orgulho encabeça outros sérios pecados..
retém a mágoa, o ódio e o desejo de vingança, ele nos engana a ponto de nos levar a ilusão de que somos intocáveis e os únicos que nunca podem ser machucados, e que sempre devemos ser poupados.

O orgulho não é a característica boa ou ruim de uma pessoa, o orgulho é um pecado porque a pessoa orgulhosa, é indiferente, é egoísta, é avarenta, geralmente é mentirosa.
Você nunca viu um curso para a pessoa deixar de ser orgulhosa, porque o orgulhoso nunca teria humildade suficiente para se matricular neste curso.

O orgulhoso odeia ouvir a verdade sobre ele!

Características do orgulho

A maioria de nós temos um apetite muito grande por louvor.
Uma alma orgulhosa não se satisfaz com nada.
Não há nada de que o orgulho humano se ressinta mais do que a correção e a repreensão.

Orgulho é Igual a Queda!

O orgulho sufoca, destrói, mata, derruba, etc. É um pecado mencionado com bastante freqüência nas Escrituras e todas as suas menções indicam que Deus o odeia. Deus realmente abomina o sentimento de orgulho! Toda criatura que cai nesta perigosa cilada enfrenta o Deus todo poderoso sem o menor temor.

Isto porque o orgulho cega o entendimento. Ele faz seus escravos pensarem que podem tomar o lugar do Onipotente Deus ou que podem ser uma criatura superior às outras. Mas isto é engano, um caminho que leva tudo à destruição.

O primeiro pecado mencionado na Bíblia é o orgulho. Satanás queria ser como Deus, queria destroná-lo. Assim nasceu a primeira contenda no céu. Um terço dos anjos foram seduzidos. Acreditaram nas promessas do suposto futuro “senhor” de tudo. Se encheram de orgulho influenciados por Satanás.

A propósito, aqueles que pensam que o sentimento de orgulho não traz contenda e desordem, estão completamente errados. O orgulho causa confusão, contenda, mágoa, brigas, discussões, divisões, etc.

Além disso, o cristão quando é orgulhoso envergonha o nome de Cristo, pois isto contraria tudo o que o Mestre ensinou e viveu.

Características do Orgulhoso

O pecado do orgulho pode ser facilmente detectado. Preste atenção:

Quando não aceitamos exortação de nossos pastores, líderes e até mesmo de nossos companheiros de ministério;
Quando sempre achamos que estamos certos;
Quando não damos ouvido às outras pessoas;
Quando achamos que somos melhores do que alguém;
Quando achamos que somos dignos de receber alguma glória e louvor;
Quando achamos que a obra que executamos está tendo sucesso pela nossa capacidade;
Quando achamos que a nossa espiritualidade é a mais correto perante Deus;
Quando humilhamos, subestimamos ou não valorizamos aqueles que estão iniciando no ministério.

Amor-próprio muito acentuado: contraria-se por pequenos motivos;
reage explosivamente a qualquer observação ou crítica de outrem em relação ao seu comportamento; necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias; não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência, fechado ao diálogo construtivo; menospreza as idéias dos outros.

Ao ser elogiado por qualquer motivo, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que dizendo eu mereço mesmo; preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal; acha que todos os seus familiares e amigos devem girar em torno de si.

Como vencer o orgulho

Vencemos o orgulho com a humildade.

O que é humildade?

Humildade refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas.

Humildade vem do Latim “humus” que significa “chão”, ou “filhos da terra”, ou “perto do chão”
A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Ser humilde é ser mais humano, ser humilde é ser mais parecido com Jesus;
Ser humilde é considerar os outros superiores a você.

Vamos ler uma passagem das escrituras, que nos dá um exemplo claro de humildade:(Filipenses 2:5-8).

Jesus, além de ser o nosso Salvador, foi o maior Mestre que pisou na face da terra. Suas maiores lições sempre tinham a ver com humildade. Ele sabia que a falta de humildade causava destruição, ruínas, separação, tristeza, e o pior de tudo, entristecia a Deus. Foram de Jesus as palavras:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. ” (Mateus 5.5)

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. “ (Mateus 5.11).

“Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. “ (Mateus5.18)

Jesus não só ensinou sobre a humildade, mas sua vida refletia isto em cada atitude. Dia a dia ele mostrava que o orgulho não fazia parte do seu caráter. Não foi o Rei Jesus quem lavou os pés dos discípulos na noite da Ceia? É importante ressaltar que nenhum dos 12 homens merecia isto.

Outra prova de humildade foi a sua terrível morte na cruz. Na época de Jesus, a morte de cruz era um dos piores e mais humilhantes tipos de morte existente. Na polida sociedade romana até a sua menção era proibida. Você consegue imaginar o rei da glória, o filho de Deus se submetendo aos soldados romanos, apanhando, levando chutes, socos, chicotadas e tendo sua cabeça furada por uma coroa de espinhos? É difícil compreendermos isto, mas entendemos que foi uma das grandes, senão a maior prova de humildade de Jesus.

A soberba é a marca do homem caído.

O que podemos retirar para nós deste texto?

Ter a mesma atitude de Jesus, nosso maior exemplo de humildade;

Esvaziou-se abriu mão em prol de outro;
Humilhou-se, tornou-se húmus, abaixou-se para que outros fossem levantados.

Queridos…O orgulho aprisiona a pessoa, mas a verdade SOBRE JESUS liberta, Jesus nos liberta desse orgulho que nos consome e nos ensina o caminho da humildade.

É fácil se humilhar? Sozinho é muito difícil!

Como posso ser mais humilde para que assim eu vença o orgulho em minha vida?

Vamos orar: Jesus quero ser igual a Ti, quero ser humilde igual a Ti, quero ter a mesma atitude sua Jesus.

Declare: Neste dia Eu quero expulsar o ORGULHO da minha vida.

CONCLUSÃO:

Querido(a) irmão/irmã, faça o possível para viver uma vida de humildade, refletindo este ensinamento de Cristo em cada atitudes, palavras e até pensamentos. Lembre-se sempre: sem humildade, não há verdadeira adoração. Por isso, dedique um bom tempo de sua oração pedindo a Deus um caráter livre do orgulho, derrame-se aos pés do Pai e peça para Ele te curar de qualquer tipo de soberba e espere os desafios que aparecerão a você, porque, certamente o seu coração será posto à prova em muitas ocasiões.

Perguntas para Compartilhar:

1 -Você se considera uma pessoa orgulhosa?
2 -Quais atitudes revelam que você é uma pessoa orgulhosa?
3 -Qual a sua reação quando os outros corrigem você?
4 -Para o mundo ser humilde é sinal de fraqueza de pobreza. Para Jesus é virtude e atitude de honra e caráter transformado. E para você o que significa humildade?
5 -Em que momento você percebe que precisa calçar as sandálias da humildade?
6 -Na sua opinião, o que Tiago quis dizer nessa expressão“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”
7 - Existem pessoas que quando passam por situações difíceis, preferem morrer do que pedir ajuda. Esse tipo de orgulho é destruidor, é egoísta. Outros são tão orgulhosos e amargos que recusam a ajuda dos outros. Outros, aceitam a ajuda, mas com o coração fechado. E você como age diante de uma situação difícil?

Frases para você meditar:

“O cúmulo do orgulho é desprezar-se a si próprio.” (Gustave Flaubert)

“O orgulho é o complemento da ignorância.” (Bernard le Bovier de Fontenelle)

“Há dois graus no orgulho: um, em que nos aprovamos a nós próprios, o outro, em que não podemos aceitar-nos. Este provavelmente o mais requintado.” (Henri Frédéric Amiel)

“O orgulho divide os homens; a humildade une-os.”(Henri Lacordaire))

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PERDÃO OU DESCULPA ... HÁ DIFERENÇAS !!!!

"Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno;quando te falar suavemente, não te te fies nele, porque sete abominações há no seu coração.ainda que o seu ódio se enconbre com engano, a sua malícia se descobrirá publicamente.Quem abre uma cova nela cairá; e a pedra rolará sobre quem revolve.A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de ruína." (Prov. 26:23-28).

Muitos nos perguntam: Qual é a diferença entre PERDÃO e DESCULPA?

Você prefere o mal ao bem, a falsidade, em lugar da verdade (Sl 52.3)

Depois que inventaram a desculpa, ninguém mais tem culpa ou pelo menos pensa que pode justificar-se dizendo simplesmente: “Me desculpe”. O assassino diz que matou por amor, o ladrão roubou por necessidade, a mulher se prostituiu para comprar comida para seu filho, casais se separaram porque o amor acabou, funcionários trabalharam relaxadamente porque são mau remunerados, vendedores cobraram caro porque afinal todo mundo faz assim.

Embora pedir desculpa e pedir perdão pareça a mesma coisa, é algo bem diferente. Pedir desculpa é uma alegação atenuante ou justificativa de culpa. É isentar-se da culpa, apontar outro culpado e outro motivo para seu erro, é quase dizer o mesmo que não foi minha culpa. Agora pedir perdão é declarar-se culpado. Admitir o erro. Confessar o pecado em atitude de arrependimento.

Quem pede perdão demonstra que deseja mudar. Quem pede desculpa, não se responsabiliza por seus atos, não admite seu erro e logo vai errar novamente. Isso acontece também porque existe uma dificuldade de perdoar por parte das pessoas que ouvem alguém admitir o erro. As pessoas preferem ouvir uma desculpa à verdade. Se você chega atrasado a uma reunião e diz: “Me desculpe, o trânsito estava congestionado”. Todos vão sorrir e desculpar. Mas se você diz: “Me perdoem, eu não dei a importância necessária a esta reunião e saí atrasado de casa”. Com certeza todos vão te criticar.

O amor deve ser sincero. No lugar de nos acostumarmos em disfarçar nossas intenções com desculpas, com sorrisos falsos, conversa lisonjeira devemos tratar nosso coração limpando o ódio, a inveja, a preguiça que tanto nos faz ser individualistas.

Como servos de Deus, devemos nos aproximar das pessoas com responsabilidade e quando errarmos, precisamos pedir perdão buscando corrigir nossa falta. Ter uma vida de sinceridade com nosso próximo é um grande passo para quem quer ser correto diante de Deus.

É melhor ser ferido por dizer a verdade do que amado pela falsidade.

Por Pr. Celso Defavari

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DESERTO - ESCOLA DA ALMA, CORPO E ESPÍRITO

Não há na Bíblia nenhum homem que teve um ministério próspero e reconhecido sem ter passado pelo deserto, e todos que tentaram assumir posições, sem a devida formação, foram lançados por terra.

O alvo de Deus para nossas vidas é que sejamos completamente aprovados em nossas atitudes, nas motivações do nosso coração, que sejamos a expressão de Cristo para as pessoas no Seu quebrantamento, amor e brandura.

O poder de Deus expressa sempre Sua grandeza e glória; por outro lado, o caráter de Cristo em nós revela Sua pessoa. Deus não tem como meta apenas revelar Sua grandeza, Ele quer revelar-Se.

Mas como homens duros, obstinados, arrogantes e cheios de si podem chegar a essa posição de expressarem Cristo? Como serão quebrantados? Através dos tratamentos de Deus. Dentre estes, os mais eficientes são o deserto e as circunstâncias.

O que é deserto?

O deserto aponta para uma fase em nossas vidas determinada por Deus para nos amadurecer e nos aprofundar no relacionamento com Ele. É um tempo difícil para a carne e para o ego, pois normalmente o deserto vem para golpeá-los.

A Bíblia nos diz que Deus é Pai, que nos ama e zela por nós com grande cuidado.

Quando estamos no deserto, normalmente nos entristecemos achando que Deus não nos ama, não nos ouve e que nos rejeitou. Mas é exatamente o contrário!

Não gostamos do deserto porque somos infantis no conhecimento de Deus. Tal como as crianças nós gostamos do que é agradável, mas detestamos o que nos causa desprazer.

Deus não tem compromisso em nos ser agradável. Ele tem a decisão de fazer o que será melhor para nós.

Muitas vezes o que fazemos não agrada nossos filhos, mas não nos perturbemos. Sabemos que o que fazemos é o necessário. E o melhor.

DESERTO É TEMPO DE PRESSÃO

E é com essa ótica que Deus nos envia ao deserto.

Só somos totalmente conhecidos quando colocados sob pressão. E esta pressão vem primeiro para que se torne conhecido o que realmente somos. Nós achamos que nos conhecemos bem. Que engano!

Nesse processo de nos conhecermos, a auto-análise e a introspecção só atrapalham pois as suas cogitações vêm da mente, com conceitos totalmente deturpados. A auto-análise gera orgulho ou sentimentos de inferioridade, é carnal e altamente nociva.

Fora da luz e revelação do Espírito Santo, nenhum conceito sobre nós mesmos é digno de crédito.

O deserto traz essa pressão a fim de que se manifeste o que somos para as pessoas.

Há muitos irmãos que, em condições normais, gastam imensa energia da alma para manterem firmes suas máscaras de espiritualidade, paciência, brandura, pureza e profundidade no conhecimento de Deus. Estão o tempo todo se policiando, a fim de vender uma imagem que não corresponde à sua realidade. Entretanto, quando as pressões do deserto vêm, tudo desmorona.

O que somos, somos. O que fingimos ser, cai à vista de todos. Toda a nossa carnalidade fica exposta.

O deserto nos capacita a suportar pressões. Não é possível Deus confiar nada a nós antes de passarmos pelo deserto. Esta fase em nossas vidas visa transformar pessoas fracas e vacilantes em pessoas fortes e corajosas.

Antes de passarmos por esse tempo, quando as pressões de satanás, do sofrimento e do conflito nos atacavam, nossa tendência era jogar tudo para cima, assentarmos sobre uma pedra e chorarmos chamando pela nossa mãe. Não éramos confiáveis.
O deserto nos toma rijos, destemidos e calejados para as pressões. Com o tempo, nossa capacidade. de suportar pressões vai aumentando, ao mesmo tempo em que aumenta a unção, as responsabilidades e o reconhecimento dos homens.

Sem passarmos pelo deserto, tomaríamos para nós toda a glória que pertence a Deus, pois não éramos confiáveis. Quando, sob a menor pressão, nos tornávamos incrédulos, murmurávamos e abandonávamos tudo. Após o deserto as coisas mudam.
DESERTO É TEMPO DE SOLIDÃO

Por muitas vezes, diante das nossas adversidades desejamos a presença de amigos, pastores e discípulos. Muitas vezes desejamos a intimidade de grandes homens de Deus, mas em todas estas ocasiões somos frustrados por Deus.
Depositamos grandes expectativas na vida de alguns notáveis homens de Deus, mas o Senhor nunca permite que estas expectativas se cumpram: Deus quer que dependamos exclusivamente d'Ele, não do homem.

Temos toda essa tendência, sincera, de buscar a Deus através de homens e mulheres que já alcançaram grande intimidade com Ele. Não queremos passar pelo processo do deserto.
Desejamos achar nas pessoas o que Deus quer nos dar de Sua própria presença. O deserto vem para nos decepcionar com toda expectativa e esperança colocada no homem. Isso não é negativo, é muito bom para nós. Passamos a ter como única alternativa o Senhor.

Chega um tempo em que já esperamos tanto do homem sem nada receber que nos desiludimos.
Abandonamos aquela idéia infantil do "grande homem de Deus que vai vir de não sei onde, vai impor as mãos não sei de que jeito, eliminando todos os problemas e transformando a vida num mar de rosas".

Na solidão do deserto parece que não há mais ninguém com quem podemos contar. Todas as pessoas se tomam distantes, impessoais e parecem não nos compreender. Isso é obra de Deus. Ele quer se tornar o nosso amigo mais íntimo, nosso companheiro de todas as horas, o ombro amado onde choramos as nossas tristezas.
Ele se torna, no deserto, a única pessoa a quem podemos recorrer. Ao sairmos do deserto perdemos as amizades naturais, os heróis humanos, os parentes mais queridos e ganhamos a Deus.

Bendita perda; bendito ganho!

DESERTO É LUGAR DO ESGOTAMENTO DA ALMA

No deserto não há água, não há vida, não tem descanso. Só calor e exaustão. Nossas energias naturais vão se esgotando pouco a pouco até não haver mais nenhuma força, nenhum ânimo, nenhum entusiasmo.

O tempo do deserto é tempo sem sabor, sem cor, sem novidade, sem sentimento. Deus retira todos os estímulos naturais que nos animavam no natural. O alvo de Deus é nos livrar da dependência da nossa vida natural e nos capacitar a depender inteiramente do Seu Espírito.

Enquanto temos estímulos de todas as formas, não precisamos depender de Deus. Fazemos tudo no entusiasmo da alma. Com esse tempo, o alvo de Deus é retirar os estímulos a fim de andarmos nas nossas próprias forças e nos exaurirmos completamente.

Quantos homens e mulheres de Deus passam por períodos de estafa!! O que caracteriza esse esgotamento é a exaustão de todas as energias da alma. Às vezes até oramos por tais irmãos para que Deus os restabeleça.
Tal oração é contrária à vontade de Deus. Aliás, Deus mesmo vai cooperar para que a estafa, o esgotamento mais completo venha o mais depressa possível.

Se andarmos baseados em nossa vida natural, não estamos andando por fé e nem no Espírito. Chame como quiser, mas a Bíblia diz que isso é andar na carne.
Precisamos saber que andar na carne não é só cometer pecados grosseiros e manifestar aqueles frutos horríveis mencionados em (Gálatas 5). Andar na carne é não depender de Deus, é depender de sua vida natural, de seu ego.

O deserto, pois, vem para nos acabar, para destruir toda autoconfiança, um modo de passar o prejuízo para outro. Quando injustiçados, vamos à desforra. Reivindicamos, exigimos, desprezamos e usamos da nossa força humana para estabelecer nossa própria vontade.

Não percebemos que, ao nos impormos, estamos fora do padrão do caráter de Cristo e nos endurecemos contra os tratamentos de Deus, pois justamente aquilo que mais nos incomodou era a mão de Deus nos tratando.
Aquele chefe no trabalho, aquele líder na Igreja, aquela pessoa que mais te incomoda. Aquele a quem mais é difícil de se submeter, amar e aceitar é justamente quem está mais sendo usado por Deus para te aperfeiçoar.

Ceda! Seja maleável, mude, responda a Deus. A mão bendita do obreiro está sendo revelada justamente na situação que você mais detesta.

p/ Pra. Mara Barbosa