terça-feira, 29 de junho de 2010

ADVERSIDADES - DISCIPLINA DE DEUS

“O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.” (Prov. 15:32).

Quando o fogo cai sobre a madeira, a destrói; quando cai sobre o ouro, o purifica. O fogo é símbolo da disciplina divina, das provações e adversidades que aparecem na vida. Precisamos entender que a disciplina divina não é como o castigo humano. Nada que traz dor, lágrimas e tristeza nasce na mente divina. Deus só é o autor de coisas boas.


Se eu rejeitar a disciplina, coloco-me numa estrada perigosa. “Menospreza a sua alma”, adverte Salomão. Nada acontece neste mundo sem a permissão divina e, se Ele permite que a adversidade bata à porta do coração, é porque deseja que escrevamos capítulos mais brilhantes de nossa própria história. Teologicamente, a adversidade chega na vida do filho de Deus porque o Senhor quer despertá-lo para o perigo que se aproxima.

O verbo hebraico ma’as que Salomão usa, e que é traduzido como “rejeita”, em português, significa literalmente sentir-se revoltado, incomodado, não estar de acordo. Não é assim que nos sentimos cada vez que as coisas não saem como queremos? E, no entanto, essa aparente adversidade é o instrumento que Deus usa para livrar-nos de tragédias maiores.

Se aceitamos a prosperidade e a alegria, dons preciosos de Deus para fazer-nos felizes, não deveríamos também aceitar que o Senhor nos acorde para a realidade, quando a nossa humanidade nos leva a adormecer no volante das circunstâncias favoráveis?

Nenhuma dor é permanente. Nenhuma adversidade dura para sempre. Não para os filhos de Deus. Porque o objetivo não é destruir, e sim educar e edificar. A dor que você vive neste momento é passageira. Amanhã será um novo dia. O sol brilhará de novo e você terá crescido na sua maneira de ver a vida. Atenda à repreensão com humildade.

Por isso, hoje, mesmo que as coisas não estejam todas cor-de-rosa, mesmo que no céu haja nuvens ameaçadoras, vale a pena lembrar-se do conselho divino: “O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.”

Em nosso viver sempre enfrentamos situações aflitivas e nessas circunstâncias esperamos uma ajuda, uma bênção divina. Quase sempre a esperamos na forma de um milagre, algo estrondoso, algo maravilhoso, nunca visto. No entanto, precisamos estar de coração aberto, pois Deus pode nos abençoar de muitas maneiras e usando pessoas. Quantas vezes quando a adversidade parece-nos uma tragédia, no meio do nosso sofrimento Deus usa alguém para nos mostrar o seu amor.

Deus pode usar para nos abençoar pessoas às quais nunca demos atenção e que, orgulhosamente, julgávamos insignificantes, sem cultura, sem nada para nos oferecer como ajuda.

A Bíblia narra um acontecimento assim

Naamã, general comandante do exército da Síria, muito respeitado pelo rei porque havia vencido uma guerra muito importante, ficou leproso. Àquela época essa doença não tinha cura, pois não havia remédio para ela e era cercada de preconceitos. A doença veio de repente e se abateu sobre Naamã e sua família como uma tragédia. Um homem de ação estava com uma doença que aos poucos iria impondo-lhe muitos limites.

Na casa do general Naamã vivia uma menina israelita, que havia sido levada como escrava quando o exército comandando pelo general invadira Israel. A menina estava servindo a esposa de Naamã. Ao saber que o seu senhor (dono) estava doente não pensou que ele estava pagando todo o mal que fizera a ela e a seu povo. Quanto sofrimento aquela menina deve ter enfrentando longe da sua família e do seu povo...

A menina escrava havia experimentado a dor e a aflição e se mostra sensível ao sofrimento do general. Não pensa em vingança, mas oferece aquilo que tem: seu conhecimento. Ninguém pedira coisa alguma à menina-escrava, pois ela era tão insignificante diante do general e do seu gravíssimo problema. Mas, movida por compaixão, ela tem uma atitude amiga: ela diz à sua senhora que na terra de Israel, naquela época, havia um profeta de Deus, que podia curar o general.

Naamã não pensou duas vezes. Ao saber dessa possibilidade foi imediatamente ao rei que lhe deu uma carta para o rei de Israel e lhe deu um rico presente para o rei e para o profeta de Deus.
A carta do rei da Síria era atrevida, pois se dirigia a um rei vassalo e exigia que ele curasse o general. O rei de Israel foi tomado de pavor, pois sabia que não podia curar o general, então supôs que isso fosse uma estratégia para a Síria invadir o seu país e destroná-lo.

A notícia do pavor do rei se espalhou pelo país e chegou até Eliseu, o profeta de Deus, que mandou um recado ao rei dizendo para mandar o general ao seu encontro.
O general chegou à casa de Eliseu com muitos homens a cavalo e ele numa bela carruagem. Eliseu nem foi lá recebê-lo. Mandou um mensageiro dizer ao general o que ele deveria fazer para ficar curado.

O profeta Eliseu não mandou o general fazer nada de complicado nem difícil. Mandou-o mergulhar sete vezes no rio Jordão. Diante da audácia do profeta, o general ficou indignado, pois afinal ele era um homem muito importante e devia ser recebido pessoalmente pelo profeta, que por certo, esperava ele, passaria a mão sobre os lugares onde a doença já se manifestava, invocaria a Deus e aí o milagre aconteceria.
No entanto, o profeta não aparecera e lhe mandara fazer uma coisa boba. Era fácil de mais. Os soldados que acompanhavam o general lhe disseram que se o profeta houvesse mandado fazer algo difícil, o general faria, então o que custava fazer aquilo que era tão fácil. Quando Naamã fez o que lhe fora mandado, ficou curado.

CONCLUSÃO
Muitas vezes as bênçãos de Deus vêm a nós através de coisas simples, e que não reconhecemos porque queremos as difíceis e complicadas. Nem sempre Deus tem a bênção da cura para as nossas doenças e para as doenças dos nossos queridos, mas ele sempre tem uma bênção para nós.
Ele tem a bênção da paciência. Ele tem a bênção da comunhão com ele. A bênção do cuidado dos parentes e amigos. A bênção da oração. A bênção do consolo que só ele pode dar.
É certo que Deus não nos desampara na adversidade, mas precisamos ser sensíveis para receber a bênção que ele quer nos dar, pelos canais que ele quiser usar.


sexta-feira, 25 de junho de 2010

VINDE A MIM E EU VOS ALIVIAREI

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. (Mt. 11.28,29)

Tiago nos faz uma pergunta deveras interessante: “De onde veem as guerras e conflitos entre vós? Porventura não veem disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; sois invejosos, e cobiçosos, e não podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedís. Pedís, e não recebeis, porque pedís mal, para o gastardes em vossos deleites”, (Tg. 4.1-3).

A pergunta de Tiago apresenta um contraste com a proposta do Senhor Jesus. Jesus faz um convite e uma promessa: “Vinde a mim.... eu vos aliviarei... e encontrareis descanso para as vossas almas.” Por outro lado Tiago identifica a raiz dos problemas, discussões, das guerras internas e externas quando diz que os conflitos e as guerras procedem “dos vossos deleites, que os vossos membros guerreiam... Pedís e não recebeis porque pedís mal, para o gastardes em vossos deleites.”

O objetivo deste texto é ajudar a identificar a fonte de todo o stresse, abatimento, fadiga e os mais variados problemas causados pelas “janelas da alma” que contaminam todo o curso da vida do ser humano com a finalidade de destruí-lo completamente.

O Senhor Jesus hoje te chama para assentar no Seu divã, confiar nEle e receber a cura para a sua alma. O médico cuida do corpo, o psicólogo cuida da alma (sentimentos) e Jesus, O médico dos médicos, cuida tanto do corpo, alimenta o espírito e dá a cura para a alma.

O Senhor Jesus te convida a descansar em Seus braços, a vir a Ele, receber o Seu diagnóstico e a terapia divina em vossas almas.


Veja como se inicia o tratamento com o Dr. Jesus:


1. Tomar o Jugo de Jesus – “tomai sobre vós o meu jugo...”

Significa andar com Jesus diariamente, significa estar ligado, conectado em Jesus, anular a sua vontade e viver debaixo do seu senhorio, estar ligado ao Senhor Jesus assim como o galho de árvore está ligado ao tronco. (Jo. 15.1-5).


2. Aprender de Jesus – “...e aprendei de mim...”

A primeira escola da vida é o nosso lar, onde aprendemos com os nossos pais (coisas boas ou ruins), depois aprendemos por meio do ensino escolar. Em terceiro lugar aprendemos com o mundo, no dia a dia que vivemos na sociedade, todas as etapas de ensino mencionadas são importantes para nós, no entanto o verdadeiro ensino de nível superior onde devemos ser aprovados de fato é aos pés do Senhor Jesus.

Aprendemos com Jesus sobre: Obediência, servir, humildade, simplicidade, honestidade, preceitos e princípios, sobre compaixão, amor a Deus, amor ao próximo, vida familiar, devocional, disciplina, relacionamento, perdão, e muitas outras coisas que lemos na Bíblia, (Jo. 5.39).

Há pessoas que aprendem somente na dureza, através das muitas dificuldades e outros, como o filho pródigo que aprendeu até com os porcos. Porém Jesus disse para quem quer ter uma alma refrigerada: “Aprendei de mim!”

3. Ser Manso (de alma) – “...que sou manso...”

Mansidão significa brandura de gênio ou índole, sossegado, ser manso é ser tratado, sossegado, tranquilo, ser manso é algo que se aprende por meio de abnegação e entrega total do "ego" ao Senhor Jesus. Ser manso é estar disposto a obedecer e andar por meio dos princípios divinos, ser manso é receber a orientação de Deus e executá-la.

4. Ser Humilde (de coração) – “... e humilde de coração;”

Uma das grandes virtudes de uma pessoa chama-se humildade. Uma pessoa humilde sempre será honrada, pois Salomão disse que “Diante da honra, vai a humildade.” a honra é a chave para todo o tipo de promoção.

Uma marca que deve existir em todo o líder é a humildade. Jesus nos deu o exemplo supremo. Ele nasceu de uma mulher humilde (camponesa), nasceu em um país humilde, num humilde lugar e viveu uma vida de humildade. Humildade é a qualidade de humilde e ser humilde é ser simples, modesto, respeitador, acatador, submisso.

Ser humilde é reconhecer nossa condição e posição diante de situações e pessoas que estão acima de nós e a quem devemos respeitar e submeter. É honrar princípios e não quebrá-los.

Diagnóstico Final do Dr. Jesus

5. Descansar a Alma – “... e encontrareis descanso para as vossas almas.”

Alma está relacionada com nossos sentimentos e com as nossas emoções, descansar a alma é ficar livre de todo desgosto, peso exorbitante, esgotamento, fadiga.

Descansar é ter as emoções trabalhadas, tratadas e curadas. Daví disse: “Por que estás abatida óh minh’alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na sua presença”, (Sl. 42.5); e: “Bendize óh minh’alma ao Senhor e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome”, (Sl. 103.1).

Por melhor que seja um psicanalista, somente Jesus tem a solução para a cura da nossa alma a fim de fazê-la descansar pelo poder do Espírito Santo. Quando andarmos com Jesus, Ele nos ensinará a sermos mansos e humildes de coração, para encontrarmos descanso (refrigério) para as nossas almas. Ele disse que o seu jugo é suave e seu fardo é leve, (Mt. 11.30).

CONCLUSÃO

O Senhor Jesus hoje faz um convite para todos aqueles que estão cansados e oprimidos: “Vinde a mim e eu vos aliviarei...” Desta forma você poderá experimentar uma paz que excede todo o entendimento humano e que lhe fará além de descansar, ser uma pessoa de alma tranqüila. Portanto, Entregue o seu caminho ao Senhor, confia nEle e tudo Ele fará.

Somente a presença de Jesus pode te proporcionar tempos de refrigério, (At. 3.19).

terça-feira, 22 de junho de 2010

NOSSAS FRAQUEZAS NA PERSPECTIVA DE DEUS

A Bíblia está cheia de relatos extraordinários que foram realizados por pessoas simples e comuns. Pessoas que não tinham nada de extraordinário, mas que foram instrumentos para realizarem feitos que nunca havia acontecido.

A pergunta que surge é: Por que Deus age desta forma? A resposta é simples e direta: Deus realmente gosta de usar pessoas improváveis, que da perspectiva natural aparentam extremamente fracas. Na verdade todo mundo tem fraquezas, pois neste mundo não existe ninguém perfeito.

Todos nós temos debilidades em nossa vida, seja ela de ordem física, emocional, intelectual ou mesmo espiritual. Normalmente, negamos nossas fraquezas, as defendemos, damos desculpas, escondemos, não queremos que ninguém saiba, pois, achamos que o fato dos outros saberem isso nos deixará muito vulneráveis e não seremos bem aceitos na sociedade e nem mesmo na igreja. Todavia,
Deus tem uma perspectiva totalmente diferente de nossa fraqueza.

Enquanto imaginamos que Deus quer usar somente nossos pontos fortes, ignoramos que Ele quer usar também nossos pontos fracos para a Sua glória. Suas fraquezas não são um acidente, foi Deus quem permitiu, a fim de demonstrar o Seu poder através de você. Aliás, Deus nunca fica impressionado com a força e auto-suficiência, pelo contrario, Ele é atraído por pessoas que são fracas e que admitem isso.

1. Personagens improváveis de Deus

Moisés (Ex 3:10-11): A primeira fraqueza de Moisés era seu complexo de inferioridade, pois, dizia “quem sou para tirar o povo do Egito?”. A outra fraqueza de Moisés era o seu temperamento. Mas depois Deus tratou desta fraqueza e ele foi usado tremendamente como um grande líder.

Gideão (Jz 6:11-16): As fraquezas de Gideão eram a baixa auto-estima e sua profunda insegurança, mas Deus o transformou em um poderoso homem de valor. E o resultado é conhecido de todos, apesar de uma batalha desigual, Deus deu a vitória para o seu povo. Isso é uma prova de como Deus usa pessoas imperfeitas, e ordinárias para realizar coisas extraordinárias apesar de todas as suas debilidades.

Davi (I Sm 16:6-7): Este texto deixa claro que a ótica de Deus não é a nossa, Deus vê de uma forma completamente diferente de nós. Deus imputa valor onde o homem não vê valor. Deus valoriza o que o homem vê como comum. O Missionário Hudson Taylor disse: “Todos os gigantes de Deus são pessoas fracas”.

Os discípulos: Jesus também tinha seus discípulos, eles foram “chamados dentre os meninos reprovados no vestibular”. Cuidavam dos negócios da família, como Pedro, André, Tiago e João, que eram pescadores, ou se dedicavam a outras atividades, como Mateus, que era cobrador de impostos. Aparentemente também eram improváveis, mas Deus os usou para propagarem o seu Evangelho até nós.

Pedro: A fraqueza de Pedro era a sua impulsividade e a sua inconstância, mas Deus o transformou num homem firme como uma pedra, que chegou a se tornar um Mártir da fé pela sua firmeza.

João: Um dos arrogantes “Filhos do trovão” que queria mandar fogo do céu para consumir os samaritanos. Deus o transformou no apóstolo do amor. E o capacitou para escrever o livro da consumação dos séculos.

Abraão: A fraqueza de Abraão era seu medo. Duas vezes ele afirmou que sua esposa era sua irmã para poder se proteger. Mas Deus o transformou em Pai de todos os que crêem.

Deus é especialista em transformar fraqueza em força. Ele quer pegar suas fraquezas e transformá-las para que seu poder possa fluir.

2. Como Deus pode me usar com todas as minhas fraquezas?

1° Admita as suas fraquezas: Precisamos ser honestos conosco admitindo nossas fraquezas, em vez de ficarmos dando desculpas e nos recusando a aceitar.

2° Alegre-se na sua fraqueza (II Co 12:10-11): Parece uma coisa sem sentido se alegrar com as fraquezas, mas Paulo nos dá algumas razões: nossas fraquezas nos fazem depender mais de Deus; nossas fraquezas nos fazem mais humildes; nossas fraquezas nos fazem buscar comunhão com os irmãos.

3° Compartilhe suas fraquezas (Tg 5:17): O ministério bem sucedido começa com a vulnerabilidade. Quanto mais você conta as suas lutas, mais Deus poderá usá-lo para servir os outros.

CONCLUSÃO

“Porque quando sou fraco, ai é que sou forte”. Deus quer te usar independente de suas fraquezas e limitações. Deixe o Senhor que é especialista em transformar caráter, curar sua alma ferida. O Senhor gosta se usar os fracos para que a Glória seja dele. Se você se sente pequeno e improvável, com certeza o Senhor está “de olho” em você. Permita-se ser usado pelo Senhor!!

sábado, 19 de junho de 2010

MOISÉS - TEMPERAMENTO DE UM GRANDE LIDER

Moisés – O Melancólico

O melancólico Moisés nos fornece excelente material para um estado analítico do temperamento porque as Escrituras nos dão muitas informações a seu respeito. O melancólico líder de Israel ilustra claramente a diferença que o poder de Deus faz na vida de um homem.

Depois de educado aprimoradamente durante quarenta anos na sede da cultura egípcia, este brilhante melancólico passou 40 anos cuidando de animais num deserto distante. Com 80 ouviu o chamado de Deus da sarça ardente, e durante os 40 anos seguintes foi um dos maiores líderes do mundo. Como qualquer cristão dos dias de hoje, Moisés só foi produtivo para Deus quando controlado pelo Espírito Santo.

Características do Moisés Melancólico

Talentoso – em (At 7:22), Estevão, 1º mártir do cristianismo, nos informa que Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. O Egito era na época o centro da civilização e ele absorveu todo o conhecimento dos egípcios sem se deixar dominar. A habilidade de Moisés em conduzir três milhões de pessoas através do deserto; como juiz, profeta reflete sua natureza excepcionalmente bem dotada.

Abnegado – os indivíduos melancólicos têm dificuldades em desfrutar do conforto ou do sucesso sem sentir alguma culpa. Têm freqüentemente a inclinação de se dedicar a causas que exijam sacrifício. Na vida de Moisés isto é visto claramente em (Hb 11:23-27), seu exemplo de abnegação e renúncia é prova de que homem algum sai perdendo quando dá sua vida a Deus.

A lealdade de Moisés – um dos traços mais admiráveis do melancólico é a sua lealdade e fidelidade. Embora não seja fácil fazer amigos, é intensamente leal àqueles que adquire. Esta característica fez com que tivesse facilidade em ser de maneira especial devotado a Deus. A devoção de Moisés cresceu durante os 40 anos no deserto.

Quando os problemas surgiram, buscava direção divina e como líder deu várias provas de sua fidelidade ao Senhor (Ex 14;16;17). Isto não significa que Moisés era perfeito. Você encontrará diversas falhas em sua vida indicando que era muito humano, durante os anos em que serviu a Deus.

Complexo de inferioridade – os talentos de Moisés são negligenciados devido ao seu excessivo sentimento de inferioridade. As desculpas que Moisés deu ao Deus Todo-Poderoso quando conversaram junto à sarça ardente são um exemplo clássico da depreciação que os melancólicos fazem de si mesmos:

1. Não tenho talento“quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”
(Ex 3:11). Moisés depreciava suas habilidades pessoais e recuava diante da idéia de colocar seus talentos à disposição do Senhor. A resposta de Deus a Moisés é válida para todos os cristãos: “Certamente Eu serei contigo” (Ex 3:12) Do que mais Moisés precisava?

2. Ninguém acredita em mim“Mas eis que não crerão nem acudirão à minha voz” (Ex 4:1). O medo de ser rejeitado faz parte do complexo de inferioridade do melancólico. Este temor é totalmente egoísta, e quanto mais cedo for reconhecido como pecado, mais depressa experimentaremos o poder transformador de Deus em nossas vidas.

3. Não sei falar em público“Nunca fui eloqüente...pois sou pesado de boca e pesado de língua” (Ex 4:10). A resposta de Deus a Moisés é hoje tão pertinente quanto foi o passado: “Quem fez a boca do homem?... Eu serei com tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Ex 4:11). Pregar e ensinar a palavra de Deus não tem nada a ver com eloqüência e sim com obediência. A resposta do Senhor a Moisés esclarece que o êxito espiritual é alcançado pelo poder de Deus e não pelo nosso potencial e nossos talentos.

4. A ira de Moisés – além do medo, a ira reprimida freqüentemente espreita o temperamento melancólico. Sua incapacidade de controlar essa emoção o impediu de entrar na terra prometida (Ex 16:20; 32:19). A ira auto-indulgente desagrada a Deus e leva a graves pecados.

Nenhuma pessoa compreensiva criticaria Moisés por se irritar com aquele povo ingrato, mas Deus, O Todo-Poderoso, assim o fez, pois o Senhor lhe tinha oferecido toda orientação e poder necessário.

5. A depressão de Moisés – Moisés é um dos três grandes servos de Deus que ficaram deprimidos a ponto de se desesperar e pedir a Deus que lhes permitisse morrer. Os outros dois foram Elias (1 Rs 19) e Jonas (Jn 4:1-3). De todos os temperamentos, o maior problema das pessoas melancólicas é a depressão.

O relato da depressão de Moisés é dado em (Nm 11:1-15). Deus jamais pediu a Moisés que suportasse a todo aquele peso de responsabilidade, os quais eram Dele. Porém Moisés cultivou de tal forma a auto-piedade que pediu ao Senhor: “Se assim me tratas mata-me de uma vez, eu Te peço, se tenho achado favor aos Teus olhos”.

CONCLUSÃO

Lembre-se de que a reação de Moisés, face aos acontecimentos, foi o que causou a sua depressão, e não as circunstâncias em si mesmas. Apesar de grande lider, Moisés como qualquer um de nós tinha vulnerabilidades em sua alma. Deus através de sua onisciência o conhecia profundamente e sabia de suas qualidades e limitações. O deserto foi para Moisés lugar de tratamento e auto-conhecimento de sua real capacidade e total dependência de Deus.

Se suas características forem semelhantes a de Moisés e se o deserto em sua vida for necessário para a cura, não desista e nem tampouco retroceda. Deixe Deus trabalhar e grandes coisas Ele fará.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

ALIANÇA NO ESPÍRITO, ALMA E CORPO

Já é bem comum entre nós ter consciência da importância em organizar nossas prioridades. Os princípios determinam nossos valores, os valores nossas prioridades e as prioridades nossas práticas. Infelizmente muitos ainda não entenderam o que significa colocar as prioridades em ordem. Usam a justificativa da prioridade para fugir de outras responsabilidades. Por exemplo, dizem que precisam priorizar sua família e negligenciam o reino. Tornam-se individualistas!

Os princípios estão revelados na palavra de Deus. Eles determinam o que tem valor para nós.


Todo aquele que considera os princípios, que são as direções divinas para que vivamos, tem valores diferenciados daqueles que não temem a Deus , “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”.

Esses valores determinam as prioridades numa ordem, porém, nunca com a ênfase numa em detrimento da outra. Todas as prioridades são importantes, apenas cumprem uma escala de importância, pois uma não pode ser vivida sem a outra.

Por exemplo, a minha segunda prioridade é tão importante quanto a primeira, mas não pode ser colocada em prática se eu não viver a primeira; a terceira não pode ser vivida sem o pré-requisito da segunda, e assim por diante. O propósito final de tudo o que vivemos é a glória de Deus, o estabelecimento do Seu reino.

Não podemos esperar certas mudanças em nossas vidas se não considerarmos as prioridades.

Um casal não pode experimentar harmonia em seu relacionamento se cada um, individualmente, não andar no temor do Senhor e não viver os valores do reino. Muitos são iludidos pensando que certas estratégias, terapias, aconselhamento, vão resolver seus problemas. Temos que, definitivamente, parar de enganar a nós mesmos e encarar o fato de que tudo começa no relacionamento pessoal com Deus.

“O princípio da sabedoria é o temor do Senhor”. O que significa isso? Para que um relacionamento seja bem sucedido, precisamos ser saudáveis individualmente. Quando individualmente somos curados, o relacionamento é curado. Muito do que se faz aos casais não surte efeito pelo fato de não obedecerem a Deus no nível pessoal.

Aliança é uma ligação, uma entrega voluntária de duas partes. Se sabemos que casamento é aliança no espírito, alma e corpo, então tudo começa na área espiritual. É inútil tentarmos resolver os problemas na superfície.

O ESPÍRITO

A primeira prioridade individual está ligada ao espírito; é o relacionamento com Deus. No reino de Deus tudo acontece de dentro para fora.

É do espírito que flui a vida, passando pela alma, atingindo o corpo e alcançando outros.

Se eu quero ter um casamento no espírito, preciso considerar como primeira e absoluta prioridade minha aliança com Deus e me relacionar com Ele. A oração se torna a prática mais importante da minha vida!

Existem casais que estão querendo resolver seus problemas de relacionamento sem oração. Isso não é possível! Receber ministração sem oração é colocar esparadrapo em cima de ferida.

A conversão é o primeiro passo para um relacionamento abençoado. É na presença dEle que recebemos todo o suprimento e sabedoria para lidar com os problemas. É completamente incoerente que alguém tenha relacionamento íntimo com Deus e trate seu cônjuge com aspereza, sem amor, sem compreensão. No altar de Deus somos ministrados pelo Espírito Santo.

Receber apenas conceitos só piora a situação. Paulo diz: “... A letra mata, mas o Espírito vivifica” (II Co.3:6). A palavra apenas denuncia, assim como a lei, que denunciava o pecado.

Freqüentemente encontramos casais que depois de ouvirem a palavra pioraram o relacionamento. Por quê? Porque a palavra denunciou o pecado, e um passou a julgar o outro em vez de, pelo Espírito de Deus, considerar o seu próprio pecado! Quando o Espírito entra, então a palavra cumpre seu papel, pois leva ao arrependimento e cura.

A ALMA

A segunda área do casamento é a alma. É na alma que se instalam as feridas, e as fortalezas. Também é onde estão os pensamentos, emoções e sentimentos. Quando entramos na intimidade com o Espírito Santo e pela oração somos ensinados por Ele, nossa alma começa a ser curada e liberta.

Ele é o nosso terapeuta! Jesus disse: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt.26:41). O espírito está pronto, mas a alma está incompleta, doente escrava, e precisa da ação do Espírito Santo.

Raízes de amargura são arrancadas pelo poder do Espírito Santo. Só Ele pode nos ministrar e inclinar ao perdão.

A alma é a segunda prioridade porque cura e libertação vem depois de uma experiência no espírito. Muitos seguem anos sem tocar nas áreas da alma que precisam ser curadas, então seu relacionamento conjugal é o primeiro a ser afetado. É preciso querer ser curado. O orgulho, a mágoa e a falta de perdão, impedem que busquemos ajuda ou mesmo que reconheçamos precisar de libertação na alma.
Nossa mente é transformada quando passamos a ter convicções firmes, andar por fé. Isso nos faz ver as coisas do ponto de vista de Deus e compreender nosso cônjuge colocando-se no lugar dele. Pessoas curadas se expressam, se declaram, têm liberdade, não possuem comportamentos limitadores. Somos transformados pela renovação da alma (Rm.12:1,2).
Nenhum relacionamento pode perdurar se não houver mudanças de comportamento, se não houver transformação. Alguns dizem: “ele (a) casou comigo assim”, então acham que não precisam mudar, e que o cônjuge tem a obrigação de aceitá-lo (a) eternamente com suas esquisitices e defeitos. Isto é, no mínimo, egoísmo!

O CORPO

Casamento no corpo é resultado de renovação da mente (alma). Quando a mente é renovada, o corpo pode ser depositado no altar como sacrifício vivo. O corpo segue os comandos da alma. Todo estímulo, iniciativa ou compromisso que envolve o uso do corpo é resultado do que acontece no interior, nesta ordem: espírito e depois alma.
O corpo está disposto para o trabalho quando a alma está saudável. Saúde física está diretamente ligada à saúde do espírito e da alma. Quando estamos bem espiritualmente e saudáveis emocionalmente, produzimos mais, fazemos tudo com mais ânimo e alegria.

A área ministerial

Um casal do ponto de vista de Deus sabe que seu casamento cumpre um propósito divino. O ministério é conseqüência de um relacionamento bem sucedido. Se não há harmonia, o casal perde a autoridade. Satanás lança acusações sobre os que não vivem bem em seus casamentos. Ele sabe muito bem como tirar o ânimo, a alegria e a unção de um ministério, é atingindo o relacionamento conjugal e familiar.
Mas, se temos essas prioridades em dia, nessa ordem, não precisamos temer. Nosso ministério será bem sucedido e a unção vai fluir. Não seremos hipócritas e daremos fruto a cem por um!

A área sexual

Alma doente prejudica a área sexual. Sexo é assunto espiritual! Existem maridos que querem fazer sexo sem dar a mínima para o relacionamento, e nem se dão conta de que isso para suas esposas, causam feridas e traumas enormes na alma.

Por sua vez um homem tem dificuldades sexuais quando a esposa é rixosa, amargurada e vive fazendo cobranças. O “espírito de Jezabel” tanto estimula para o sexo como também o inibe. O ato sexual deve ser o resultado de um romantismo que se cultiva no relacionamento.

Têm muitas esposas que reclamam do marido quando não as procura. Ele, porém, não é estimulado porque ela, muitas vezes, com suas atitudes de querer assumir controle de tudo e exigir o tempo todo, o deixa acuado. O homem foi criado para ser responsável e lider da família e a mulher por conseguinte, sua ajudadora. Mas por causa do liberalismo feminino que tem permeado nossa sociedade, o homem têm ficado passivo, inclusive na área sexual. É preciso buscar cura e libertação, tanto por parte do homem como da mulher.

Por outro lado alguns homens reclamam que suas esposas não gostam de sexo, não são descontraídas, não mostram interesse. Mas é porque não são supridas emocionalmente. A mulher precisa se sentir segura, amada e protegida; e isso espiritualmente, emocionalmente e materialmente! Se os dois nem mesmo se comunicam, que qualidade de relacionamento sexual podem esperar?

Uma só carne é muito mais do que fazer sexo; é viver o todo de um relacionamento: espírito, alma e corpo; é andar em parceria, em equipe, um complementando o outro em tudo.

CONCLUSÃO

Deus quer cumprir o Seu propósito a partir do casamento. É nas famílias que Ele idealizou o altar do avivamento. Famílias abençoadas e bem estruturadas podem ser uma bênção. Mas tem uma seqüência no cumprimento das prioridades: espírito, alma e corpo.

Não podemos esperar lares bem sucedidos sem considerar essa seqüência. Nosso padrão não é o do mundo. Pensar que podemos ter um bom casamento sem viver essa ordem de prioridade é pura ilusão. É tempo de pararmos de pensar que existem receitas miraculosas.

Só quem faz milagres é Deus, hoje, conosco, na pessoa do Espírito Santo. Ele pode e quer fazer um milagre em seu casamento. Mas considere, também, aquilo que só você pode fazer. Amém!