quarta-feira, 16 de junho de 2010

PARA OUVIR É PRECISO CALAR

Silenciando Para Ouvir a Deus, o Próximo e o Coração.

Existe o lado bom e o ruim do silêncio. O lado ruim pode ser patológico ou pecaminoso: Silenciar por causa da timidez, baixa auto-estima ou medo incontrolável são exemplos de quadros doentios que necessitam de cura interior. Sempre que o silêncio for praticado como uma atitude de desprezo ou indiferença, orgulho e isolamento social premeditado será visto como pecado.

Silenciar para o próximo omitindo ajuda ou silenciar para Deus não confessando o pecado praticado são atitudes de corações endurecidos e refletem o lado ruim do silêncio. Felizmente existe o lado positivo do silêncio que pode trazer grandes benefícios. O silêncio pode ser uma terapia.

Silenciar para aguardar; Silenciar para evitar confronto; Silenciar para dar oportunidade aos outros; Silenciar para se submeter; Silenciar para não se envolver; Silenciar para se humilhar; Silenciar para fazer diferença; Silenciar para não revidar; Silenciar para sossegar; Silenciar para dormir; Silenciar para aquietar-se; Silenciar para se acalmar;

Silenciar para refletir e meditar; Silenciar para gerar expectativa; Silenciar para guardar segredo; Silenciar para descansar a voz; Silenciar para exercer o domínio próprio; Silenciar para melhor observar; Silenciar para aprender com os que falam; Silenciar para compreender melhor; Silenciar para dar atenção; Silenciar para respeitar; Silecniar para ouvir o próximo; Silenciar para ouvir o coração; Silenciar para ouvir Deus.

A terapia do silêncio acontece quando cultivamos o hábito de praticá-lo diante de situações específicas que mais nos provocam: A precipitação em dar uma resposta sem refletir, por exemplo, pode ser mudada se introduzirmos um breve silêncio entre a pergunta e a resposta, servindo de lembrete ao cérebro de que esta pausa significa pensar antes de responder. Quando silenciamos a percepção torna-se mais aguçada e consequentemente nossa capacidade de compreensão dos fatos e idéias.

O silêncio ajuda no entendimento. Falar sem conhecimento é um desastre. O silenciar diante de pequenas ofensas deve ser praticado como forma de exercício do domínio sobre estímulos e impulsos. Podemos e devemos treinar o silêncio em diversas situações para gerarmos o hábito do domínio próprio, da melhor reflexão e da saúde emocional.

Há três tipos de silêncio quer devem ser praticados pelos cristãos:

O contemplativo, a Deus; O atencioso, ao próximo; O terapêutico, a nós mesmos.

1- O Silêncio Diante de Deus – Contemplativo o Silenciar como atitude de: Respeito – Reverência – Temor. (Apocalipse 8.1) Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora. (Habacuque 2.20) Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra. (Zacarias 2.13) Cale-se, toda a carne, diante do Senhor; porque ele se levantou da sua santa morada.

Silenciar como atitude de fé: (Salmos 62.5) Ó minha alma, espera silenciosa somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. (Lamentações 3.26) Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor. Um tempo de contemplação. Um tempo de meditação. Um tempo para ouvir Deus. Um tempo de aprendizagem.

(LC 2:19) "Mas Maria guardava todas estas coisas, meditando-as em seu coração". Para ouvir é preciso calar. Sem a presença do silêncio não podemos ouvir, as palavras ficam imperceptíveis, confusas ou perdem o sentido. Silenciamos nossas opiniões e idéias. Calamos o ego para ouvir a Deus.

2 – O Silêncio Diante dos Homens - Praticando o silêncio atencioso. Há pelo menos cinco vantagens na prática do silêncio atencioso: Evitamos falar coisas infrutíferas; Criamos a oportunidade para que outros expressem seus pensamentos e emoções; Aprendemos com os conselhos, experiências e opiniões do próximo; Desenvolvemos um interesse maior pelas pessoas; Criamos vínculos de amizade com as pessoas. As palavras em demasia mais afastam do que aproximam. (Provérbios 10:19) "Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio". (Provérbios 17.28) Até o tolo, estando calado, é tido por sábio; e o que cerra os seus lábios, por entendido.

O sábio é aquele que também sabe silenciar e conhece a hora certa de calar. Nem tudo na vida tem de ser contado, nem todas as opiniões precisam ser compartilhadas. O silêncio pode ser proposital e estratégico, despertanto atenção, reflexão e mudança de comportamento nas pessoas. (Mateus 26.63) Jesus, porém, guardava silêncio. Quando cultivamos o silêncio atencioso, além de evitarmos falar muitas coisas infantis e improdutivas, permitimos que outros expressem seus pensamentos e emoções.

O falar com elegância fascina os ouvidos nobres, mas às vezes, o silêncio é quem enobrece o diálogo. Um silêncio vivido junto com o nosso próximo produzirá muito fruto de amizade e sinceridade. O silêncio atencioso consegue levar o coração e a mente para um interesse maior pelo nosso próximo do que a simples troca de informações. Ele desperta nossos sentimentos em direção ao próximo. O silêncio atencioso aumenta o conhecimento. Silenciar para ouvir um conselho, uma orientação, uma experiência.

3- O Silêncio a Si Mesmo - Terapêutico. O silêncio a si mesmo tem duas aplicações importantíssimas: Silenciar para ouvir o coração; Refletir e ponderar sobre nossos próprios pensamentos, feitos, sonhos e sentimentos. "Examine-se, pois, o homem a si mesmo..." (I Co 11:28). Trata-se de uma introspecção, auto-análise, um mergulho no mais recôndito de nosso ser, reavaliando nossa motivação, propósitos, sensibilidade e comportamento. Como estamos? Somos os mesmos? Em que mudamos?

A prática do silêncio em períodos programados. Um tempo de silêncio. O silêncio da fala, da voz, da opinião, do barulho. Silêncio para o corpo: Silenciar para sossegar, descansar e dormir. Silêncio para a alma: Um momento de paz, de tranqüilidade no coração. É calmante, anti-estressante, amigo da quietude, serenidade, do domínio próprio e da longanimidade.

O silêncio terapêutico é balsâmico: alivia as tensões e sereniza a alma. Silêncio para calar todas as vozes e esperar em Deus. Ele aguça nossa percepção espiritual e o discernimento da vontade do Senhor.

CONCLUSÃO

O silêncio é valioso, sobretudo quando estamos em uma situação difícil, quando é preciso mais ouvir do que falar, mais pensar do que agir, mais meditar do que correr. Tanto a palavra quanto o silêncio revelam o nosso ser, a nossa alma, aquilo que vai dentro de nós. Jesus disse que “a boca fala daquilo que está cheio o coração” (Lc 6,45).

Basta conversar por alguns minutos com uma pessoa que podemos conhecer o seu interior revelado em suas palavras; daí a importância de saber ouvir o outro com paciência para poder conhecer de verdade a sua alma. Sem isso, corremos o risco de rotular rapidamente a pessoa com adjetivos negativos.

Sabemos que as palavras são mais poderosas que os canhões; elas provocam revoluções, conversões e muitas outras mudanças. A Bíblia, muitas vezes, chama a nossa atenção para a força das nossas palavras. “Quem é atento à palavra encontra a felicidade” (Ecl 16,20). “O coração do sábio faz sua boca sensata, e seus lábios ricos em experiência” (Ecl 16, 23). “O homem pervertido semeia discórdias, e o difamador divide os amigos” (Ecl 16,28).

“A alegria de um homem está na resposta de sua boca, que bom é uma resposta oportuna!” (Pr 15,23).

Fale com sinceridade, reaja com bom senso e sem exaltação e sem raiva e expresse sua opinião com cautela, depois que entender bem o que está em discussão. Muitas vezes, nos debates, estamos cansados de ver tanta gente falando e poucos dispostos a ouvir.

Os grandes homens são aqueles que abrem a boca quando os outros já não têm mais o que dizer. Mas, para isso, é preciso muito exercício de vontade; é preciso da graça de Deus porque a nossa natureza sozinha não se contém.

Deus nos fala no silêncio, quando a agitação da alma cessou; quando a brisa suave substitui a tempestade; quando a Sua palavra cala fundo na nossa alma; porque ela é “eficaz e capaz de discernir os pensamentos de nosso coração” (Hb 4,12).

sábado, 12 de junho de 2010

NAMORAR OU FICAR QUAL A SUA DECISÃO?

O homem um ser social

O ser humano foi criado para viver em comunhão: primeiro, com o seu Criador (relação vertical); e, depois, com os seus semelhantes (relação horizontal). Na verdade, esse é o plano divino para nossas vidas. Foi o próprio Senhor Deus quem declarou: “Não é bom que o homem esteja só…” (Gn. 2: 18).

Lemos, ainda, na Sua Palavra que “Melhor é serem dois do que um…” (Ec 4:9). Portanto, a solidão se opõe ao plano divino, e, por isso mesmo, resulta em várias feridas na alma, tais como: sentimento de desconforto, de inutilidade; auto-estima baixa; depressão; ausência de laços afetivos; prostração; e, até mesmo, saudade.

Para vencer a solidão, precisamos de amizade, simpatia, empatia, cooperação, namoro, casamento. Sentimos necessidade de amizade verdadeira, de alguém que chegue quando todos saem, isto é, alguém que permaneça ao nosso lado quando mais ninguém está. Mas, por outro lado, a solidão não pode levar a pessoa a aceitar qualquer tipo de relacionamento.

Quantas vezes já se ouviu: “Ruim com ele (ela), pior sem ele (ela)…” ? Obviamente tal afirmativa não pode expressar uma verdade, não é mesmo?

O namoro cristão é uma preparação. Um período extremamente importante na vida de dois jovens cristãos e de muitas responsabilidades. Representa um período de transição entre dois jovens ou adultos, um homem e uma mulher, crentes no Senhor Jesus Cristo, sendo que ambos devem ter um bom nível de maturidade. Ambos mantém um bom ritmo de comunicação, sendo através deste relacionamento orientados e preparados por Deus para um futuro casamento.

Namoro cristão deve sempre visar o casamento. Um namoro que não tem como alvo um futuro casamento, sequer deve ser iniciado. Este é um período de conhecimento mútuo, conhecimento da alma, do coração, nunca do físico um do outro. O aspecto físico está destinado para depois do casamento.

Portanto, exige disciplina própria, vigilância constante. É um tempo onde se obtém oportunidade de duas personalidades diferentes se harmonizarem, conhecerem um ao outro. Comunhão espiritual é fator primordial. Lembre-se que quanto mais próximo cada um estiver de Deus, mais próximo estarão um do outro. Este período também serve para confirmar a perfeita vontade de Deus para a vida de ambos.

O padrão de Deus para um namoro bem sucedido é este:

1) Espiritual – forte. Deus em primeiro lugar, nunca seu namorado (a).

2) Vontade, emoções e mente dentro do plano de Deus.

3) Corpo (físico) – sob controle.

Quando um namoro está fora do padrão de Deus, o que acontece é justamente o contrário:

1) Espiritual – fraco. A sensibilidade espiritual está cauterizada.
2) Emoções, vontade e mente – descontrolada.
3) Físico – sensual.

Portanto, fora do padrão de Deus ocorre que o lado espiritual fica cauterizado; a mente, a vontade e as emoções raciocinam de forma sensual e o físico fica corrupto.
Uma pergunta séria a se pensar: A vontade de Deus é mais importante que o seu namoro? O que é ficar ?

Atualmente, a palavra “namoro” está fora de moda…para alguns. Agora, a maioria adolescentes e jovens “ficam”. O que é há de diferente?

Já vimos que o namoro é um momento muito importante na vida da pessoa. ficar, segundo o que os jovens definem é “passar tempo com alguém, sem qualquer compromisso. Pode, ou não, incluir intimidades, tais como: beijos, abraços e mesmo, relações sexuais.”

Portanto, o ficar nada tem a ver com o namorar. Infelizmente, quando um jovem fala sobre “namoro”, no sentido sério da palavra, torna-se, muitas vezes, alvo de piada e gozação, por parte dos colegas. Isso é um resultado (da distorção dos valores morais que vem sendo feita, principalmente pelos meios de comunicação).

Nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes conseqüências.

Na década de 60 (no Brasil, a partir de 70/80), começou uma revolução sexual na Europa, enfatizando que homens e mulheres podiam desfrutar de direitos iguais, inclusive no “sexo livre”. O que importava era a satisfação pessoal; a sensação do momento, sem a necessidade de qualquer ligação de sentimentos entre os parceiros. A queda, de lá para cá, foi vertiginosa e, assim, o namoro foi sendo deixado de lado e houve grande adesão ao ficar. Os jovens são pressionados a abandonar hábitos conservadores e a adotar as práticas pecaminosas ditadas pela cultura social.

Embora, aparentemente, haja muitas vantagens no “ficar”, as desvantagens, especialmente para a mulher, são inúmeras também. Entre elas, podemos mencionar o fato de que ela vai ficar mal vista, mal falada, vai estar sujeita a uma gravidez indesejada, enfim muitas são as tristezas.

É importante que você, mulher, se lembre de que não é um objeto descartável: usado agora, jogado fora depois. Infelizmente, os jovens evangélicos são alvo da mesma pressão e da mesma gozação. Por isso, apenas uma minoria discorda dos padrões e das práticas pecaminosas ditadas pela cultura secular. Os jovens -homens e mulheres -principalmente os que querem levar Deus a sério em suas vidas, precisam observar, cuidadosamente, o que Ele diz em Sua Palavra, antes de envolver-se com alguém. É óbvio que o “ficar” não deve ser uma prática para esses jovens.

E o transar ?

Este é um tema que tem sido alvo de muitos debates e discussões. Parece que agora, é muito “careta” quem não transa, não é mesmo? Por isso, as pessoas que ainda querem ser sérias nos seus relacionamentos, acabam passando por situações bem desagradáveis. São objeto de gargalhadas de ironias, de dúvida por parte de colegas, de escola ou de trabalho – de pessoas mais velhas e – pasmem! – de ”irmãos e irmãs” da igreja.

Além disso, as jovens ficam com medo de “perder” aquele rapaz “lindo e maravilhoso” e cedem à tentação, quando ele diz: “Querida, prove que me ama realmente e transe comigo… “Este é o golpe mais velho e mais baixo que existe! Ele, na verdade, não a ama, não está nem um pouco preocupado com ela nem com as conseqüências que ela – apenas ela – vai enfrentar!

Ele só quer se divertir com o corpo dela! A única resposta para esse convite é a mesma de sempre: “Se você realmente me ama, poderá esperar pelo casamento.” Muitos jovens cristãos acabam cedendo às pressões da mídia , dos colegas, dos amigos e começam a achar que o que todo mundo faz é que está certo e que eles não podem se apresentar como seres alienígenas.

Passam a viver “uma vida dupla: na igreja, são os ‘certinhos’; fora dela, agem conforme seus desejos mandarem.” Mas a Palavra de Deus condena o “transar”, pois afirma que a relação sexual é um privilégio do casamento. Na verdade, ela é a terceira etapa, e não a primeira.

“Em Gn. 2:24, lemos: ‘Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.’ Desde Adão e Eva, o próprio Deus ordenou que houvesse uma formalização do compromisso matrimonial, através do ‘deixar pai e mãe’, com a bênção destes que são autoridades, sobre nós, enquanto solteiros. Além destas autoridades, devemos obediência às leis do nosso país.

Num segundo passo, o homem ’se une à sua mulher’. A referência é àquela mulher com quem vai se casar, e não a qualquer mulher que se olhar na rua. Assim, numa terceira etapa, os dois serão ‘uma só carne’. Só após as duas primeiras terem sido cumpridas, é que vem a hora da relação sexual, e não antes. Esta idéia existe tanto no Velho como no Novo Testamento, pois este versículo é citado por Jesus (Mt. 19:5) e por Paulo (I Co. 6: 16).”

Deus não estimula, de jeito algum, a “transa”. Muito pelo contrário. Várias passagens bíblicas, condenam o relacionamento sexual fora do casamento: (At. 15:29; 21 :25; I Co. 6: 13-18; II Co. 12:21; I Ts. 4:3- 5). Entretanto, (Hb. 13:4), Deus valoriza o casamento. Lemos ali: “Digno de honra entre todos, seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros”.

Deus também aprova a relação sexual dentro do casamento. “Para o povo judeu, a relação sem pecado, era aquela em que as pessoas entravam virgens para o casamento, como descrito em (Dt. 22:13-21.)”

Querida jovem, sei que você precisa de muita força para enfrentar tudo o que o mundo está exigindo e oferecendo para você. Entretanto, procure se fortalecer com a Palavra de Deus, ocupar sua mente e seu tempo com coisas boas e aceitar o desafio de ir contra a maioria. Lembre-se de que quando sabemos que somos amados pelo que somos, e não pelo nosso físico, tornamo-nos mais saudáveis mentalmente e nos expressamos mais livremente, porque já não tememos a rejeição.

já não precisamos nos preocupar em como vamos agradar o nosso companheiro. Lembre-se. também do que dizem as Escrituras em (Eclesiastes 12:1) “Não deixe o entusiasmo da mocidade fazer com que você esqueça seu Criador. Honre a Deus enquanto você é jovem, antes que os dias maus cheguem, quando você não vai mais ter alegria de viver.”

A oração ainda é essencial

Depois de considerar, racionalmente e não emocionalmente apenas, se a pessoa que você escolheu é alguém com quem você gostaria de passar toda a sua vida leve o assunto para Deus em oração. Há um hino que diz que não precisamos perder a paz quando levamos nossos problemas ao nosso amigo Jesus, pois Ele sempre nos atende em oração.

Espere pelo Senhor (Salmo 27: 14). Ele sempre sabe o que é melhor para você. Nunca tome uma decisão nunca inicie um envolvimento sem ter certeza de que Deus está abençoando esse relacionamento, de que é aprovado por seus pais e de que você ama realmente aquela pessoa. Com certeza, você será bem sucedida na escolha que fizer.

O fim do namoro é o casamento

A finalidade, o objetivo do namoro é o casamento; mas o casamento não é o fim do namoro. Na verdade, o namoro deve continuar pelo resto da vida a dois. O namoro continua sendo muito importante dentro do casamento. Quando o fim do namoro é o casamento, grandes são as chances desse casamento desmoronar.

É interessante que, durante o período de namoro, muitas são as juras de amor eterno, os presentes, os programas, as roupas bonitas, os penteados cheios de cuidados, os perfumes, as gentilezas etc. Entretanto, aqueles que consideram que o fim do namoro é o casamento, abandonam todas ou quase todas essas práticas e passam a agir de modo totalmente inverso! Essa é uma das razões pela qual os casamentos acabam durando muito pouco.

É preciso continuar perdoando, amando, protegendo e valorizando o cônjuge. Muitos maridos passam a agir exatamente como agiriam após haverem “transado” com a namorada – isto é, passam a tratar a esposa com indiferença, sem qualquer interesse nela.

Por outro lado, as mulheres também, muitas vezes, perdem todo o encanto, pois já não se arrumam como se arrumavam, já não usam aquele perfume que o namorado tanto apreciava (quando não ficam mal-cheirosas), esquecem-se de que o seu corpo é “o templo do Espírito Santo” e deixam de cuidar dele, tornam-se relaxadas com tudo.

Tanto o marido como a mulher precisam estar atentos para que o namoro tenha sua continuação no casamento. Esposas continuam gostando de ganhar um presente, de receber flores, de sair para jantar, de ouvir elogios sobre sua aparência etc., exatamente como quando eram namoradas.

Os esposos, por sua vez, continuam gostando de ver sua “namorada” com os cabelos penteados, limpas, cheirosas, de comer algo feito especialmente para ele, de ouvir palavras de amor.

“Lembre-se de que a frase Eu amo você! , dita sincera e freqüentemente, afofa o terreno do relacionamento e pré-dispõe o aprofundamento de raízes".

terça-feira, 8 de junho de 2010

AMOLECENDO UM CORAÇÃO DURO

“O QUE ENDURECE O SEU CORAÇÃO VIRÁ A CAIR NO MAL”(Prov. 28:14)

O coração endurecido arruína, não somente sua vida, mas a vida de seus familiares. Há muitos acontecimentos em nossas vidas que ocorrem porque foram originados de um coração duro. Há conseqüências dolorosas em nossas vidas porque tomamos atitudes inspiradas num coração duro. Há sentimentos que permanecem ruindo nossas emoções porque são sentimentos alimentados por um coração duro.

Coração duro é aquele que não quer mudar, não quer se curvar à vontade de Deus e insiste em permanecer envolvido com a carnalidade humana. Um coração duro não permite a ação de Deus, mas da carne, que gera ódio, rancor, ciúmes e coisas semelhantes.

Por outro lado, o salmista Davi, no (Salmo 51), diz que Deus não rejeita um espírito quebrantado e um coração contrito. Portanto, podemos concluir que Deus rejeita toda ação de natureza carnal, porque Ele não pode agir num coração que não se submete a Ele.

A natureza de Deus é amor. Ele é essencialmente amor e nEle não cabem sentimentos incompatíveis com a Sua essência. Sendo assim, um coração doente pela carne impede a ação de Deus. Mas graças a Deus que podemos contar com Ele para nos ajudar nessas horas em que o coração insiste em permanecer duro e fechado à ação do Espírito Santo.

Vamos, então, aprender com Jesus, que nos ensina ser manso e humilde de coração (Mateus 11.29). Ora, Jesus conhecia a natureza humana e sabia justamente o que agredia essa natureza, fazendo-a adoecer, e incompatibilizar o homem com o seu Criador. Após dizer essas palavras, Jesus conclui, “e achareis descanso para a vossa alma”.

É o que Deus quer para todos nós: descanso. Mas um coração duro pesa em nossas vidas e a torna amarga e sofrida.

Há muitas pessoas aprisionadas a sentimentos que as fazem sofrer justamente porque não põem o coração nas mãos de Jesus, clamando a Ele que mude a sua forma de pensar, agir, e lidar com determinadas questões da vida. Há pessoas que são capazes de preservar um ressentimento por alguém durante anos. Isso é falta de perdão, de vontade de liberar o ofensor da sua ofensa, sendo que o grande prejudicado é quem não libera perdão.

Há pessoas que se entregam a sentimentos gerados por uma frustração, uma mágoa, uma derrota que seja, e ficam cultivando aquele fato em suas lembranças e tornam-se incapazes de viver qualquer outro sentimento. Há pessoas que já estão tão acostumadas a viver assim que facilmente são atingidas, seja por uma palavra equivocada de alguém, ou um juízo precipitado de situações que às vezes nem se tornam um fato, mas que o coração duro já se encarregou de provocar perturbação a partir do que nem existe.

A rotina desses sentimentos e dessa forma de reagir com as emoções vão minando a vida, levando a uma infelicidade que nem sempre tem um motivo real, a não ser no coração duro de quem não deixa Deus agir e esclarecer que não é nada disso, que a coisa é diferente, que Ele está presente, que nos defende, que nos enxuga as lágrimas, que supre todas as nossas necessidades e sempre está conosco.

Há tanta coisa boa que Deus tem feito e quer fazer em nossas vidas, mas, enquanto não liberamos o nosso coração de determinados sentimentos, vamos continuar presos a eles. Esses sentimentos vão reger nossas vidas, e podem até apagar-nos a visão de que há um Deus maior que qualquer frustração, decepção, angústia, o que for.

Jesus foi afrontado, humilhado, maltratado, ferido, traído, abandonado. Ele levou sobre si a culpa de todos os homens diante de Deus para dizer, “Pai, perdoa-lhes...”.
Não houve afronta, frustração, angústia, traição, maltrato e abandono que mudasse o coração de Jesus, disposto em agradar ao Pai, intercedendo pelos seus ofensores, clamando pelo perdão deles, confiando que Deus cuidaria dEle mesmo na morte, e que O ressuscitaria dentre os mortos para estar ao Seu lado para sempre.

Uma das passagens mais comoventes do Novo Testamento diz respeito à conversão de Paulo, até então - veja só você - perseguidor de cristãos: "Eu estava viajando, já perto de Damasco, e era mais ou menos meio-dia. De repente, uma forte luz que vinha do céu brilhou em volta de mim". (Atos dos Apóstolos, 22:6).

Por conta da vida nova que abraçou, Paulo foi incompreendido. De perseguidor, passou a perseguido, mas Cristo o incentivou a ir adiante:

"Tenha coragem, Paulo! Você falou a meu respeito aqui em Jerusalém e vai falar em Roma". (Atos dos Apóstolos, 23:11)

CONCLUSÃO

Queridos a nossa libertação de sentimentos que nos aprisionam está em olhar para Jesus. Paulo vai dizer, “...tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus...” (Filipenses 2.5). É preciso colocar a vida nas mãos dEle, dizer que deseja que Ele interfira nos seus sentimentos, que Ele mude o seu coração, de um coração duro para um coração quebrantado, cheio de amor e de esperança que Deus age num coração que se submete ao que Ele quer fazer.

Deus quer libertar, curar vidas, mas somente fará isso com aquelas vidas que depositam seus corações nas mãos dEle, para que Ele transforme sentimentos que geram dor em sentimentos que geram vida e alegria.

Peça sinceramente para Deus controlar sua vida, a partir da origem de todos os sentimentos, o coração. Peça que Ele toque em seu coração e liberte sua vida a partir da renovação da sua mente (alma), para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12.2).

domingo, 6 de junho de 2010

A DOR DA INGRATIDÃO

Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. (Lucas 6:35)

Estávamos pensando sobre a ingratidão...

Ser ingrato tem a ver com ser humanista, porque o humanista atribui suas vitórias a ele mesmo, e não a Deus. O ingrato não reconhece que, sem Deus, ele talvez não estivesse nem vivo.

A ingratidão também tem a ver com idolatria. Geralmente as pessoas ingratas tem dois comportamentos extremos: “amam” a ponto de idolatrarem a pessoa “amada”, e quando descobrem os defeitos (naturais) da pessoa, passam a desprezar e se tornam totalmente ingratos.

O ingrato esquece com muita facilidade… não as coisas ruins, mas esquece as coisas boas que fizeram por ele.

O ingrato vive no “seu mundo”, busca apenas os seus próprios interesses. É um tipo de pessoa que se torna cega para o amor (e doação) de quem está ao lado.

Outra característica da personalidade do ingrato é a desobediência que leva a rebeldia… e a infidelidade.

Como o ingrato acha que sabe das coisas, ele não ouve a mais ninguém, não aceita conselho de ninguém, não considera ninguém capaz de liderá-lo ou de aconselha-lo. o ingrato finge aceitar, mas na verdade, ele não aceita se submeter a autoridade, porque ele realmente acredita que sabe o que é bom para si.

A ingratidão também tem a ver com a “falta de educação”. Podemos ser “treinados” desde a infância a ter um comportamento grato, isso ocorre no processo de educação de uma criança.
Quando ensinamos uma criança a dizer “obrigado” para as pessoas que lhe servem, ou lhe ajudam, estamos lhe ensinando a ser grata. Isso faz parte da educação.

Mas não é apenas a educação, a “etiqueta”, o “protocolo”, o “ser formal”, que gera a gratidão. A gratidão tem que partir do nosso coração, e não apenas ser da boca para fora.

Quem convive com o ingrato sempre sofre. O único que não sofreu quando conviveu com um ingrato foi Jesus. Judas é o perfeito estereótipo do “ingrato”, ele foi salvo por Jesus, amado, cuidado pelo Mestre (que mesmo sabendo que Judas era um ingrato, lavou seus pés)… mas Judas não o reconheceu, ele foi ingrato, infiel e traidor. Mesmo assim, Jesus nunca o rejeitou…

Jesus tinha uma, entre muitas características: Ele não se iludia em relação as pessoas… Ele não gerava expectativas. Ele não fantasiava ou idolatrava. Ele ama sem se iludir.

É por isso que Jesus não sofreu quando Judas o traiu, porque ele já sabia quem era Judas, Ele já tinha visto a ingratidão no coração de Judas. Jesus sabia que não podia esperar nada dele, a não ser traição e ingratidão. Jesus não se decepcionou com Judas, pelo contrário, Ele se preparou para ser traído. Ele já sabia com que tipo de ser humano estava lidando, pois conhecia a fundo a alma de cada discipulo.

É claro que Jesus se entristeceu com a decisão de Judas, pois Jesus o amava, mas Ele não se deixou iludir, Ele não gerou expectativas.

A ilusão nos fere muito. Isso acontece porque quando a ilusão se desfaz, tudo que foi fundado sobre ela, se desfaz junto. Isso serve para todas as áreas de nossas vidas, mas principalmente para os relacionamentos.

Muitos “Judas” vão aparecer nas nossas vidas… faz parte. Mas nós teremos que aprender a lidar com cada um “deles”, e não deixar que eles destruam a nossa capacidade de amar e de acreditar no amor verdadeiro e que a mudança é possível através de Jesus Cristo.

A verdadeira gratidão está ligada ao exercício de “se ver”. Ela “brota”daí.

Observe que quando nos enxergamos, quando nós verdadeiramente “nos vemos” sem ter medo da rejeição percebemos quantas pessoas nos amam e não nos deixaram (mesmo sabendo de todos os nossos defeitos…) nasce então a partir daí em nosso coração uma profunda gratidão.

Nós seres humanos, somos assim: Quando percebemos as nossas limitações (quando nos enxergamos), temos medo que os outros também percebam e nos rejeitem por causa delas.

Por este motivo, tentamos esconder das pessoas os nossos defeitos a todo custo. Mas isso não adianta, mais cedo ou mais tarde, as nossas limitações e defeitos (principalmente aqueles que tentamos a todo custo esconder dentro de nossa alma) vão aparecer.

Isso pode acontecer por exemplo, sem querer, na hora do nervosismo.

Isso de certa forma é bom, porque é nessa hora que saberemos a verdade sobre as pessoas que convivem conosco, é nesta hora que conheceremos o caráter de cada um que nos cerca, pois se ao ver os teus defeitos, a pessoa te abandonar, ela estará mostrando que não te ama de verdade, ou que não está disposta a te amar e buscar em Jesus uma verdadeira mudança pra ti.
Por isso, mesmo que tenhamos medo de ser rejeitados, é melhor vencer este medo, e deixar que as pessoas nos conheçam de verdade. Assim diminuímos o risco de decepcionar aos outros e de sermos decepcionados.

Realmente dói muito a rejeição, mas dói bem menos quando não criamos raizes, quando ainda estamos no começo de um relacionamento… por exemplo, por isso temos que ser “o mais transparente possível” com as pessoas, para não geramos expectativas falsas e infundadas a nosso respeito.

A ingratidão dói muito mais do que a rejeição , pois a ingratidão é a rejeição ”concentrada”, ou seja, podemos passar por uma rejeição, e não sentirmos ingratidão, mas sempre que sentirmos ingratidão, junto dela haverá rejeição. É sempre assim, porque o próprio ato de ser ingrato, é um ato de rejeitar.

É por isso que dói tanto quando alguém a quem nos dedicamos, se torna ingrato conosco, porque nos sentimos profundamente rejeitados e “des-amados”.

Busquemos ter o sentimento de gratidão em nosso coração. O que tenho aprendemos com o Senhor todos os dias de nossas vida é o seguinte:

Faça para Ele. Faça para Jesus. Ele não tem um coração ingrato, sabe porquê? Porque Ele não te rejeita. Jesus conhece nossa motivação… Ele sabe quando agimos com amor, com zelo, com cuidado…

Ainda que as pessoas ao nosso redor nos “interpretem” errado, Jesus não. Ele conhece nossa alma e enxerga a verdade em nossos corações.

Tenha sempre um coração grato. Exercite isso. Comece hoje a exercitar:

Agradeça em primeiro lugar ao Senhor, que te criou, que te formou, agradeça por você estar vivo, agradeça até pelas lutas, porque elas são “professores” que nos ensinam o valor da vida.

Ageadeça também as pessoas, aos seus pais que te criaram, mesmo que tenham falhado, as pessoas que te criaram fizeram alguma coisa por você… mesmo que seja pouco… foi o que eles sabiam e podiam, foi o “melhor” deles… por isso seja grato a cada um deles. Diga a eles “obrigado por tudo que você fizeram por mim”.

Agradeça também as coisas simples do dia a dia: o cobrador do ônibus, a faxineira do seu trabalho, a pessoa que te serviu na lanchonete, a atendente do balcão de alguma loja… seja grato.

Ai vem a pergunta: “Mas e se eu for grato, educado com as pessoas, e elas não retribuírem? O que fazer?”

A resposta é: Faça para Jesus. Não faça esperando que as pessoas te devolvam… faça sabendo que Deus está vendo cada atitude tua, em cada minuto do seu dia, Ele te devolverá, Ele é fiel e justo e nunca vai deixar passar desapercebido uma atitude boa e correta que fizermos, mesmo que demore (aos nossos olhos) para ter “retorno”, tudo, absolutamente tudo que “plantarmos” vamos “colher”.

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mateus 7:12)

Faça para os outros o que você quer que façam a você. Você verá como Deus é justo. E como a Palavra dEle não mente jamais.

Que Deus te abençoe e possa te dar sabedoria para sempre ter um coração grato.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

TENTAÇÃO - SEDUÇÃO MENTIROSA

(Tiago 1.13-15)

Existe uma grande diferença entre pecado e tentação. Jesus foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado (Hb 4.15), pois Ele veio amando a justiça e odiando o pecado (Hb 1.9). Então, o que é a tentação? A tentação vem antes do pecado, pois é um convite para o pecado.

A tentação é um convite sedutor, bonito, atraente, que acena com possibilidades aparentemente interessante e até sensacional, mas que no fim não passa de propaganda enganosa. Como no treinamento da camuflagem militar, utilizado para enganar o inimigo, ou para capturar uma presa, assim é a tentação.

O tentador estuda sua presa, constrói esconderijos e coloca chamarizes. Os chamarizes estão por toda parte, nas ruas e até na internet. Quantas mulheres foram enganadas e até mortas a partir de um contato com um estranho pela internet? A internet é boa por um lado, mas é um ambiente propício à mentira.

Satanás é o pai da mentira. Ele, qual serpente, foi descrito como "o mais astuto de todos os animais do campo" (Gn 3.1). O apóstolo Paulo também ensina que "o diabo se transforma em anjo de luz" e que nós não podemos ignorar os seus ardis (II Cor 11.14). Por isso somos instados a "... estar firmes contra as astutas ciladas do diabo".

Vejamos, portanto, algumas características acerca da tentação.

A tentação sempre está enraizada na mentira

A tentação é uma sedução. Um convite para fazer algo errado ou pecaminoso aos olhos de Deus. Um convite para o bem não é tentação. Satanás é "o sedutor de todo o mundo" (Ap 12.9). Se pudéssemos ver o pecado como ele realmente é no fim, não o acharíamos tentador no início.

Se Sansão soubesse que o seu envolvimento com Dalila acabaria em traição, olhos arrancados e prisioneiro dos inimigos, ele jamais teria se aproximado dela, por mais bela que fosse. Se Davi soubesse que aquele adultério traria a morte dos seus filhos ele pensaria duas vezes. O inimigo tenta dizendo que vai satisfazer uma necessidade, mas engana.

As mentiras religiosas são trazidas por falsos mestres. Parecem verdadeiros, mas são falsos. Será que você já ouviu o tentador sussurrar? "O que é que tem?" "Não tem nada a ver!" "É certo que não morrereis!" Para Eva ele disse "Sereis como Deus..." ele usa mentiras e meias verdades, mas Deus trabalha com a verdade completa, no longo prazo, e nossa única defesa contra as mentiras do inimigo é a Palavra de Deus, trazida pelo Espírito Santo. Jesus enfrentou o tentador dizendo: "Está escrito..."

Todo fracasso começa com pequenas concessões

Uma grande barragem só se rompe por causa de uma pequena fenda não corrigida no paredão. O campo de batalha da tentação é a nossa alma. E cada vez que alguém ultrapassa o mandamento do Senhor é como uma fenda que se abre no muro da alma. E o tentador então coloca uma "cunha" na fenda, subjugando as emoções e a vontade da pessoa, fazendo-a prisioneira de pecados e vícios.

Todo pecado vem de longe e gera envolvimento; começa pequeno, com um olhar ou um pensamento. Pode até parecer que a pessoa foi derrubada pela crise final, mas na realidade ela começou a cair desde o início, desde que concordou com coisas aparentemente insignificantes.

O tentador sabe que cada pecado é como uma semente. E ali começa uma história de vergonha. A mente humana é como uma estufa que faz os pensamentos germinarem como sementes, levando as pessoas a praticar o que vai se tornando forte nelas.

Tudo que cresce na mente tende a se realizar. Mas a Palavra diz: "Enganoso é o coração e desesperadamente corrupto" (Jr 17.9). O que significa isso? Que não podemos confiar na consciência para discernir o certo do errado. Só a Palavra de Deus é final. Mas não é do diabo toda culpa. O problema é o nosso "eu" independente e insubmisso à Palavra.

O homem é tentado por sua própria cobiça, quanto esta o atrai e o seduz (Tg 1.14). Israel foi levado ao cativeiro várias vezes porque deu lugar a pequenas concessões, como a idolatria. Por isso, não negocie sua integridade. Devemos ser mansos, mas radicais contra o pecado. Precisamos lidar com a tentação na fonte, pois diz a Palavra: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração" (Pv 4.23). Faça de sua mente um jardim selado para o Espírito Santo (Fp 4.8).

Deus tem melhores planos para cada um de nós

Em (Isaías 55.7-9) o Senhor exorta a que deixemos os nossos próprios pensamentos e tomemos os pensamentos de Deus, porque seus caminhos são mais altos que os nossos caminhos.

O inimigo apresenta um tabuleiro de xadrex mostrando que já te deu o "xeque-mate", mas Jesus tem sempre um movimento a mais para fazer e trazer libertação e cura.

CONCLUSÃO

Talvez você se sinta derrotado hoje, achando que sua vida está muito abalada ou em completa derrota. E, assim, parece que o xeque-mate do inimigo é certo, mas o Mestre dos mestres do xadrez da vida, Jesus Cristo, pode inverter essa situação, pois satanás é mentiroso e pai da mentira (Jo 8.44).

Os pensamentos de Deus a seu respeito são mais altos e Ele tem grande prazer em destruir os planos do inimigo. Foi para isso que Jesus se manifestou, para destruir as obras do diabo (1 Jo. 3.8b).

Te convidamos a tomar uma nova posição. O Salmista orou "inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça" (Sal.119.36). Ora, você não tem que ficar enganado, porque Jesus, o Mestre dos mestres, tem uma posição de força para você no xadrex da vida.

Ele te colocará ao seu lado nos lugares celestiais, numa posição de vitória permanente, mas lembre-se, que a conquista virá sem dúvida!! Mas a obediência é a porta de entrada para a tão desejada vitória.