domingo, 11 de outubro de 2009

TRAUMAS EMOCIONAIS 2

Há traumas que envolvem apenas situações desagradáveis, enquanto que outros estão diretamente associados com pessoas que nos causaram males.

As abordagens convencionais para lidar com os traumas envolvem o uso de drogas e psicoterapias. As drogas aliviam os sintomas, muitas vezes às custas de efeitos colaterais e dependência, mas não aliviam as lembranças e os freqüentes conflitos emocionais que mantém a experiência viva no íntimo de cada um.

Apresentamos, a seguir algumas soluções para os traumas:

Ressonância Afetiva: manter a comunicação emocional

A relação afetiva é um regulador de todas as emoções e, portanto, da fisiologia do corpo. O contato emocional é uma necessidade biológica. Experiências afirmam que a qualidade da relação entre pais e filhos, definida pelo grau de empatia dos pais e pelas suas respostas às necessidades emocionais dos filhos, determina, anos mais tarde, a tonicidade do sistema parassimpático da criança, ou seja, o fator que favorece a coerência do ritmo cardíaco e permite melhor resistir ao estresse e à depressão.

Num livro sobre o cérebro emocional e suas funções, "Uma Teoria Geral do Amor", Thomas Lewis, Richard Lannon e Fari Amini, três psiquiatras da Universidade da Califórnia em San Francisco, batizaram o fenômeno de "relação límbica" e afirmaram: "A relação afetiva é um conceito tão real e determinante quanto qualquer medicamento ou intervenção cirúrgica". Mesmo o amor de um cachorro ou de um gato tem efeitos importantes sobre o humor e o estresse.

Clínica Pastoral

1) Há poder curador na oração - Como lidar com sentimentos dolorosos? Como conviver com a culpa, auto-estima em baixa, frustração e muitas outras feridas emocionais, que tanto interferem em nosso comportamento?

A Palavra de Deus nos diz que quando oramos "...o Espírito nos assiste em nossa fraqueza..." (Rm 8:26). A palavra "assistir" é colocada justamente no sentido de acompanhar, passo a passo, um processo de cura. A Bíblia demonstra a imensurável graça e infinito amor de Deus no sentido de promover a cura integral do homem. A ação libertadora e curadora do Espírito Santo restaura a alma das feridas emocionais do passado.

Clamor: "Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás." (Sl 50:15).

Refúgio: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia." (Sl 46:1).

Auxílio: "Dá-nos auxílio para sair da angústia, porque vão é o socorro da parte do homem." (Sl 108:12).

Descanso: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas." (Mt 11:29).

2) Perdão - Temos que perdoar a quem nos ofendeu. Se o trauma envolver pessoas que nos ofenderam, temos que liberar perdão para obtermos a cura. O perdão rompe as cadeias emocionais que nos prendem às experiências dolorosas do passado. Quando seguramos a raiva ou ódio de alguém que nos causou males, estamos amarrados a essas emoções e não obteremos vitória enquanto não liberarmos perdão a essas pessoas. O perdão romperá as correntes emocionais negativas. Passado e presente se distanciarão.

A falta de perdão é a principal porta de entrada de satanás na vida dos cristãos. Paulo nos exorta para perdoarmos a fim de que satanás não alcance vantagem sobre nós. (2 Co 2:11).

Nossa relação com os demais (bons e maus) deve ser a mesma de Deus para conosco: perdão, aceitação e amor.

Perdoar não significa que devemos tolerar o pecado ou compartilhar dos erros dos outros.

Há situações em que a pessoa traumatizada torna-se vítima da ingerência de demônios. Para casos desse tipo é preciso Cura Interior Redentora, ou seja, libertação espiritual e restauração das emoções.

Se você é um renascido veja seu passado à luz do que você é em Cristo. Você tem uma nova herança em Cristo. O trauma exerce efeito sobre sua natureza adâmica, não sobre sua nova natureza em Cristo.

Todos nós podemos ser vítimas de traumas e isto não pode ser evitado porque está relacionado ao nosso passado e não há como voltar no tempo e modificar nossa experiência dolorosa. Mas, o cristão tem como romper com o passado e deixar de ser vítima do tempo, seguindo a vida com sua nova identidade em Cristo.

A intensidade da emoção primária (traumática) foi gerada a partir da percepção dos fatos, quando ocorreram. A emoção secundária é gerada a partir da percepção de nossa nova identidade (hoje) em Cristo.

Muitas pessoas são escravas dos traumas e vivem num baixo padrão de vida porque estão presas às emoções negativas de experiências ruins que aconteceram no passado. Quando assumimos nossa nova identidade em Cristo, as coisas velhas ficam para trás, somos libertos delas.

A Bíblia ensina como fazer uma reengenharia na alma, de modo que os nossos pensamentos, sentimentos e vontades tenham o padrão de Jesus e não o de Adão caído.

Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Co 5:17).

CONCLUSÂO

Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.

Intimidade em adoração e oração com o Médico dos médicos, Jesus, é a melhor forma de receber a cura interior. A visitação do Espírito Santo é balsâmica: sereniza nossa alma, cura as feridas interiores.

Sofonias 3.17 - O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo.

Isaías 61.3 – "... a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma coroa em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado".

Pela obediência ao Senhor e a Sua Palavra – (Dt 30: 9-10).

Então o Senhor teu Deus te fará prosperar grandemente em todas as obras das tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo; porquanto o Senhor tornará a alegrar-se em ti para te fazer bem, como se alegrou em teus pais; quando obedeceres à voz do Senhor teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste livro da lei; quando te converteres ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AVAREZA - ÍDOLO INVISÍVEL

O QUE SIGNIFICA AVAREZA?

"A avareza é o medo de perder algo que possui. Uma pessoa avarenta tem dificuldade de abrir mão do que tem mesmo que receba algo em troca, tem cuidado dos seus pertences como uma pessoa egoísta. Prefere abrir mão do que tem menos valor e preservar o que é mais valioso. Acha que perder algo pode ser um desastre."
É também o apego excessivo ao dinheiro; Mesquinhez; Sovinice.

A AVAREZA É UM PECADO?

Sim. Cremos que se a Bíblia coloca a avareza como um comportamento inadequado para o ser humano, porque esta é uma característica do homem que ainda não foi regenerado pelo Espírito Santo. Precisa nascer de novo.

COMO SER CURADO DA AVAREZA?

Gosto sempre de citar o exemplo de Zaqueu, homem rico e avarento, que ao encontrar Jesus teve sua vida transformada. Em Jesus está a fonte de todo bem. Ele deu o exemplo maior de desprendimento quando deixou seu trono de glória, e tornou-se humano, habitando junto da sua criação.

Foi grande a surpresa de Zaqueu quando Jesus disse: “Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje”. Que privilégio! O Salvador do mundo na minha casa? O Criador de todas as coisas debaixo do meu teto, junto com minha família? Por que Ele decidiu ir a minha casa, na casa de um publicano? “Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria”. (Lucas 19.1-10)


O que poderia acontecer num encontro como esse? Aquele homem riquíssimo, avarento, um cobrador de impostos apegado aos bens materiais, agora se desprende, amolece seu coração, cai por terra todo espírito de avareza e declara ao alto e bom som: “Olha Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais”.

Logicamente Jesus Cristo já sabia antecipadamente o que ia acontecer na vida de Zaqueu e de sua família. Mas, para mostrar aos expectadores que o criticavam por estar hospedado na casa de um publicano, ele afirmou: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido”.

A salvação chegou à casa de Zaqueu, duplamente. Ele foi salvo porque creu que Jesus é o Filho de Deus, Senhor e Salvador do mundo. Ele foi salvo, também, da avareza, do apego excessivo ao dinheiro. Ele não tinha mais essa necessidade. Suas necessidades básicas foram supridas pela presença de Jesus na sua casa e vida.

A avareza escraviza a alma.

Também todas as armas do avarento são más; ele maquina invenções malignas, para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre chega a falar retamente”. (Isaías 32.7)

O avarento é uma pessoa contaminada pelo mal no seu interior. As pessoas mais contaminadas pelo crente avarento é a sua família que acaba sofrendo as conseqüências. (Marcos 7.20-23)
E dizia: O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem”.

"Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei”. (Hebreus 13.5)

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”. (I João 5.21) o maior ídolo interno que governa os corações humano infelizmente é a avareza. O avarento é idolatra, adora os bens materiais, as pessoas (pai, mãe, esposa, filhos, marido, etc...). o dinheiro, colocando em primeiro lugar em suas vidas todas essas coisas.

“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam o homem na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça (avareza), se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”. (I Timóteo 6.9,10)

CONCLUSÃO

Podemos ver que a prática da avareza nos leva a ser egoístas e idólatras, o avarento fica cego, limitado, não consegue usufruir daquilo que Deus o concede. Por conseguinte leva toda a sua família a passar privações, claro, não podemos ser consumistas por impulsão, mas temos que ser moderados em tudo, conforme a palavra de Deus nos ensina, devemos pedir orientação ao Espírito Santo para lidarmos com as finanças, como bons mordomos de Deus. Ele nos dá os recursos para que possamos usar com sabedoria e sermos uma benção para o nosso semelhante.

O povo de Israel quando reclamava a Moisés por falta de comida, Deus concedeu-lhes o maná (pré figura de Jesus o mais excelente pão), e disse lhes que a cada dia daria a porção necessária e que eles não acumulassem, pois o mesmo (maná) estragaria. O povo como sempre rebelde e obstinado, não obedeceu, deixando com que a incredulidade gerasse mesquinhez e por sua vez a avareza tomou conta de seus corações rebeldes e idólatras. (Ex.16:4-10)

Queridos a palavra de Deus nos ensina que jamais deixará um filho seu passar necessidades, e nos adverte que a avareza é o medo de perder algo que possui (dinheiro, bens materiais, filhos, cônjuge, etc), fazendo dos mesmos o seu deus. Deus jamais repartirá a sua glória com outra coisa. Por isso que seja somente dEle a sua adoração.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MENTIRA - ALMA VAZIA E AMARGURADA

Existem muitos hábitos que prejudicam o homem de forma exagerada, entre estes hábitos encontra-se o da mentira. Muitos por quererem escapar de uma situação ou encobrirem uma falta, optam pela mentira. Existem aqueles que afirmam que uma "mentirinha" não faz mal a ninguém; quero aqui ressaltar que sempre uma meia-verdade nunca deixará de ser uma mentira inteira, e como mentira as suas conseqüências são inevitáveis, não somente no que se refere ao julgamento futuro, mas também nesta vida atual. Erramos em pensar que com relação a mentira, Deus em nossos dias a deixa passar impune, pois, as "conseqüências" aparecerão dentro de nós! A penalidade interna pelas nossas mentiras é a perda instantânea de uma consciência limpa, de paz mental, o temor de sermos expostos, o sacrifício do nosso respeito próprio, e o inevitável enfraquecimento da nossa fibra moral. Assim sendo o fato de contarmos a verdade ou sofrermos as conseqüências torna-se uma escolha liberal e inevitável e que afeta todos os aspectos do homem, física, mental e espiritualmente.

Que a mentira é fato, está claramente demonstrado pela exortação de Paulo a Igreja de Éfeso que diz assim:
"Pelo que deixai à mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo "(Ef. 4:25).

Agora reflitamos: como pode permitir um cristão que os seus hábitos profiram mentiras quando nele habita o Espírito Santo que é chamado de "o Espírito da verdade"; e àqueles que optam por essa prática assemelham-se aos que engerem comprimidos que são cobertos de açúcar para torná-los saborosos e esconder os seus ingredientes amargos, pois o hábito de "meias-verdades" ou de "mentirinhas" sempre trarão amarguras para a alma.


Lembre-se, para Deus não existem "meias-verdades", pois o homem que rouba dez centavos é tão ladrão quanto aquele que rouba um milhão de reais, o homem que se afasta da verdade em questões mínimas é de fato tão mentiroso quanto o mais desavergonhado contador de mentiras, e a sua parte é o lago de fogo. (Ap.21:8;22:15).

O cristão que verdadeiramente nasceu de novo, que vive a vida de Cristo em sua vida, deve tomar o máximo de cuidado para não manusear a verdade de forma descuidada, e assumir e falar a verdade independentemente das "conseqüências" que lhe sobrevenha, honrando com isto a presença Daquele que tem selado para o dia da salvação, o Espírito Santo da Verdade.

CONCLUSÃO:

Já passei por este amargo gosto da inverdade. Quantas vezes mentimos e alimentamos esta terrível situação dentro de nós, simplesmente por medo de substitui-la pela verdade, ficamos cegos, tememos perder se falarmos a verdade, mas esquecemos muitas vezes que uma mentira plantada e alimentada pode ocasionar grandes males a nós próprios (perda da tranquilidade) e até mesmo aquele que consideramos vítima de tal mal. Por experiência própria digo "a verdade cabe em qualquer lugar", temos que ser importantes e bem vistos assim como somos, Deus nos criou e nos aceita assim... sejamos verdadeiros sempre mesmo que nos custe perder, vale a pena. Sigamos sempre com Jesus, em verdade, para que Ele possa habitar dentro de nós.
Escrito por Eliane

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

VOCÊ SABE DIZER NÃO?

Poucas são as pessoas que têm facilidade de dizer não quando alguém lhes pede alguma coisa. Por receio de parecerem egoístas ou grosseiras, elas seguem deixando-se sobrecarregar por não sentirem-se capazes de dar uma boa razão para sua recusa.

Aprender a dizer não, entretanto, é essencial para o nosso bem estar. Ao dizer não para alguém, estamos dizendo sim para nós mesmos e, assim, evitando provocar um excesso de tensão em nossas vidas. Ser uma pessoa prestativa e disponível para fazer um favor a alguém é algo inteiramente diferente de deixar-se explorar... E há pessoas que sabem ser excessivamente persistentes! Observamos que em muitas situações, por medo de que se não fizerem o que lhes é pedido deixarão de ser amadas, há aqueles que preferem dizer um sim e depois verificar, que provavelmente, não poderão cumprir o prometido. Com certeza um firme, mas delicado não logo de início (dando chance para que a pessoa encontre outra alternativa) será melhor para todos e evitará constrangimentos de ambas as partes.

Todo mundo deseja ser querido e apreciado e não quer parecer ineficiente. A preocupação com uma possível reação de agressividade a enfrentar é também razoável. Mas há graus e graus de necessidade de sentir-se admirado e de temer se confrontar com a reação negativa de alguém...
Ao invés de calar-se e sucumbir à pressão do outro, podemos, ao dizer-lhe um não, contribuir para que esta pessoa tome consciência da dimensão de suas exigências, perceba o tempo e o esforço que seu pedido exige e aprenda a respeitar as prioridades alheias.

RAZÕES PORQUE DIZER NÃO É TÃO DIFÍCIL

Falta de auto-estima

Quando nós não temos uma visão correta de quem somos realmente, e o que significamos para Deus, tentamos desesperadamente a aceitação das pessoas e com isso em muitas situações ficamos neutralizados, buscamos a simpatia e a aceitação a todo custo, criamos um imenso vazio em nossa alma, pois a necessidade que temos de nos apresentar e sermos valorizados, mostra nossa fragilidade, levando-nos a olhar mais para a opinião dos outros, deixando assim, nosso verdadeiro querer de lado. Evidentemente que se sua autoconfiança está alicerçada em Deus, sua probabilidade de se deparar com qualquer situação e dizer não é maior!
O Apóstolo Paulo escrevendo em uma de suas cartas diz assim:

Mas pela graça de Deus sou o que sou, e a graça que Ele me deu não ficou sem resultado. (Cor. 15.10 – BLH)

Culpa

A culpa é uma das mais destrutivas das emoções. Sofre-se de culpa pelo que se fez ou por algo que se deixou de fazer. Não é uma sensação agradável e, talvez por isso quando nos pedem algo que não queremos fazer, hesitamos em recusar com medo de voltarmos a ter esta horrível sensação. Talvez valha a pena analisar o que o faz sentir-se culpado e porque isto tem este efeito sobre você. Claro que cometemos erros no passado.

Qualquer um de nós pode olhar para trás e lembrar de atos que não gostaria de ter praticado e de palavras que gostaria de nunca ter pronunciado. Mas só vale a pena olhar para os erros do passado se for para aprender com eles. Olhar para trás para reviver as angústias da culpa é uma grande perda de tempo. Se experimentarmos a graça de Deus e fixarmos nossos olhos nEle, essas raízes e expressões da culpa serão superadas.

Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.
Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.
Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.
Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio.
Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Salmo 32:1-5)

Necessidade de ser apreciado!

De uma coisa pode estar certo: mesmo que seja perfeito, nem todo mundo gostará de você. Concordar com tudo que lhe pedem para que todos gostem de você é tarefa fadada ao fracasso! Se você não aprecia a si próprio, ninguém o fará e, muito menos, porque faz tudo o que lhe pedem. Logo alguns se aperceberão de que a única razão pela qual você faz tudo o que lhe pedem é o seu anseio esperado de ser apreciado.


Quando temos uma identidade em Jesus Cristo, temos a certeza de que somos importantes e amados por Ele, e assim podemos amar o próximo sem esperar nada em troca.

Quando amamos verdadeiramente a Deus, amamos nosso próximo (João 20-5.2)

CONCLUSÃO

Entregue a Jesus este fardo, esta carga, este sobrepeso! Ele mesmo nos deu o exemplo a este respeito. Jesus atendia multidões, mas às vezes se retirava para ficar só, para orar, falar com Deus e ouvir a Sua voz, sem interferências. Era o momento do "NÃO"!

sábado, 3 de outubro de 2009

NO PROCESSO DE AUTO-CONHECIMENTO, A CURA É DOLOROSA MAS EFICAZ

Num processo de cura interior é muito importante que observemos alguns aspectos importantes. O primeiro deles é o exercício de uma verdadeira, autêntica e profunda vida espiritual. Através da vida de intimidade com o Senhor somos introduzidos num processo de cura, pois esta intimidade nos leva ao conhecimento de Deus e conseqüentemente ao auto-conhecimento.

Neste momento com o Senhor, o Espírito Santo está em ação e ilumina nossa inteligência, esclarecendo-a sobre fatos, sobre realidades profundas, sobre sentimentos, sobre verdades religiosas, sobre o plano de Deus para determinados momentos, mesmo que estes sejam muito doloridos, ajudando-nos a tirar conclusões sábias.


O Espírito Santo também age na nossa vontade, inspirando-lhe decisões acertadas, firmes, perseverantes, corajosas e criativas. Ele concede à vontade motivações sobrenaturais claras, convincentes e gratificantes, que nos impulsiona a agir com muito vigor, a entender com amor as motivações das pessoas que provocaram algum constrangimento a nós ou foram causa de traumas profundos.

O Espírito Santo age ainda na nossa imaginação, na nossa memória e na nossa afetividade, concedendo-nos imagens esclarecedoras, sejam elas acontecimentos do passado, da vida cotidiana. Pode inspirar sentimentos como compaixão, alegria, piedade, vigor, de gratidão... que são capazes de transformar, de dar vida nova aos corações e de nos reconciliar com a nossa própria história.

A busca intensa de Deus e da Sua verdade é muito importante, porque temos imagens e impressões muito deformadas dos acontecimentos, das pessoas e de nós mesmos, e não ficarmos limitados na superficialidade na cura interior, mas descermos ao mais profundo do nosso ser à luz de Deus. Não basta deixarmos que Deus retire a casca grossa das nossas feridas, mas permitir que a Sua luz penetre nas raízes das nossas feridas mais profundas, que muitos de nós não têm o conhecimento e que são verdadeiros obstáculos para a vivência da salvação em nossas vidas. A salvação precisa atingir nossas vidas como um todo.

A obra de salvação de Deus em nossa vida passa pelo auto-conhecimento. Este acontece a medida que o Espírito Santo nos revela a nossa verdade interior. Quanto mais nos aproximamos de Deus em espírito e verdade, mais ele nos revela a nossa realidade interior. É interessante observarmos isto, porque existem dois motivos que nos impedem de sermos curados e assim livres, a ignorância e o medo de olharmos para dentro de nós mesmos, preferimos culpar os outros. Quanto mais profunda for a ferida, maior o amor de Deus para nos curar.

O Senhor possui o remédio eficaz para a nossa ferida mais profunda. Aliás, só ele tem o remédio. Só ele é o remédio. Ele tem amor suficiente para derramar sobre as nossas feridas que doem, que queimam como um fogo, que ardem, que incomodam, como um bálsamo que as acalma, que as alivia e que as cura. É muito importante que aceitemos a nossa vida, a nossa história, o nosso passado e presente que temos.

É fundamental que aceitemos a dor, a ferida que temos em nossa vida. Devemos crer que esta dor se constituirá na manifestação da glória de Deus. É preciso trocarmos a amargura e o medo da dor pela esperança de que em Jesus venceremos, seremos transformados. Há um futuro para nós, por maior que seja a nossa dor, a nossa ferida. As nossas feridas se transformarão em pérolas, serão as nossas riquezas, não só para nós, mas também para os outros. Se deixarmos Deus trabalhar em nossas vidas, se deixarmos Deus penetrar naquela ferida, em vez de ser amargura, se transformará em amor. Não nos assustemos com a dor inicial, pois para Deus curar as feridas, precisa abri-las, rasga-las.

A graça do Espírito Santo é Luz e pode iluminar todas as áreas da nossa vida até que elas se tornem muito mais resplandecentes do que a luz do sol, do que os seus raios do meio dia, isto é, alcançarem a plenitude do Espírito. Quando o Espírito Santo inunda a vida humana com seus dons, o homem passa a se sentir extraordinariamente bem, com a alma cheia de um silêncio, uma paz, um calor e uma alegria inexplicável.

Uma delícia extraordinária! Acontece exatamente o que o Apóstolo Paulo diz: “O que os olhos não viram, o que os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” ( 1Cor 2,9).

Todas estas graças que o homem passa a experimentar neste momento aqui na terra, nada é em comparação com o Bem Supremo que o Senhor tem preparado para ele na eternidade. É apenas uma antecipação da glória que desfrutará no céu.

A graça do Espírito Santo renova as forças humanas, formam-lhe asas como as águias, os impulsiona a correr e não se fatigar, a caminhar e não se cansar (Is 40,31). O Reino de Deus, que se entende pela graça do Espírito Santo, passa a habitar no mais profundo de nós, em nosso coração. E aí ele nos ilumina e aquece, alegra os nossos sentidos, enche o ar de perfumes suaves e sacia o nosso coração com seu amor, com alegria indizível. A nossa fé não é mais vacilante, frágil, nem de livros, nem de testemunho de outros, mas da manifestação do poderio do Espírito. Pequenos como somos, podemos, pela misericórdia de Deus sermos cheios da plenitude de Seu Espírito.

Precisamos decidirmo-nos em entregar verdadeiramente o nosso coração a Deus, passarmos a ser seus amigos de verdade. É isto que o Senhor procura um coração que o adore em espírito e verdade, um coração cheio de amor por Ele e pelo próximo, um coração cheio de fé Nele e em Seu Filho único, em resposta envia do alto a graça do Espírito Santo. Ele mesmo diz em Provérbios: “Meu filho, dá-me o teu coração, e o resto eu te darei por acréscimo” ( Pr 23,26).

A saúde do nosso coração consiste no perfeito amor a Deus

Nós não podemos nos desfazer do mal sozinhos, nem devemos deixar o tempo passar sem recebermos a cura dos nossos males porque não nos abrimos para a graça de Deus, precisamos da ajuda da graça divina. Quanto mais nos tornamos amigos de Deus mais experimentamos o seu amor por nós e mais o amamos e é essa relação de amor, de confiança, de abandono em suas mãos que vai nos configurando a ele e vamos nos sentindo extraordinariamente bem.
CONCLUSÃO

No processo de auto – conhecimento, a ferida interior será aberta, e Deus começará a nos mostrar quem somos de verdade, com nossas fraquezas, defeitos, virtudes, estará assim nos despindo, desnudando-nos, preparando-nos para vivermos experiências que jamais poderíamos imaginar. Esse processo é muitas vezes doloroso, pois é difícil encararmos de frente quem somos de verdade, é ai que as máscaras caem, o Senhor Jesus certa vez censurando os religiosos de Israel falou assim:

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade.

Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.
Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente são cheios de ossos de mortos e de toda imundícia.
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheio de hipocrisia e de iniqüidade (Mat.23:25-28).

Para que o homem conheça a sua enfermidade, em primeiro lugar Deus o entrega a si próprio, para que ele compreenda que nada pode fazer por si, para compreender a sua impossibilidade e nunca julgar a graça divina como algo supérfluo. Chegando neste ponto em sua vida onde conheceu sua pequenez e sua enfermidade, o Senhor, convenientemente, lhe concedeu a sua graça pela qual se ilumina um cego e se cura um doente.

É importante o processo de cura interior porque na verdade as nossas feridas por serem frutos do nosso pecado e do pecado dos outros, estão ligadas diretamente a nossa vida com Deus. Pela ação da graça divina em nós somos iluminados para o conhecimento da verdade, somos esfriados para o desejo do mal, somos inflamados pelo amor as virtudes, somos comprometidos com a aliança do Senhor, enfim amamos a Deus e aos irmãos com o perfeito amor.

Precisamos, portanto, ir além da teoria e praticarmos. Como? Nas orações pessoais ministre sobre você mesmo a cura interior, ore pela sua cura interior. Exponha a sua vida diante do Senhor Jesus. Dê espaço na sua oração pessoal para que a cura interior aconteça. Não tenha medo. Não resista. Você vai sentir mais bem-estar do que antes.

Que o Senhor Jesus nos ensine a cada dia nos conhecermos e podermos tirar tudo aquilo que possa impossibilitar o agir Dele em nós. Sirvamos a Deus com toda a nossa alma restaurada pelo seu infinito amor e graça.


"Quero dedicar esse estudo a minha esposa presente de Deus que amo muito, e que tem me ajudado juntamente com o Eterno a me conhecer e crescer como ser humano".

Antonio de Eliane